Economia e política: desafios ficam para depois do Carnaval

Os grandes desafios da economia e da política brasileiras – nunca tão interdependentes, como neste momento – ficaram, como sempre ocorre todos os anos, para depois do carnaval.

O governo terá de investir pesado na política para que a Reforma da Previdência seja aprovada pois, na visão, do mercado, sem que isso aconteça, isto é, a aprovação da proposta no Congresso, a economia brasileira vai definhar.

O problema é que não somente na oposição, mas, em boa parte da própria base governista, há resistência à Reforma, o que é facilmente perceptível para quem conversa com parlamentares dos vários credos, no Congresso Nacional.

E os argumentos são muito parecidos, principalmente quando uns e outros, oposicionistas e governistas, consideram que a Previdência é superavitária e sua crise deve-se em parcela significativa, aos grandes devedores. Argumentos rebatidos pelos defensores das mudanças previdenciárias.

O próprio presidente da República demonstra não ter convicções muito firmes com relação à proposta apresentada pela sua equipe econômica. Ontem, por exemplo, Bolsonaro admitiu aliviar pontos da proposta, fazendo cair o movimento na Bolsa de São Paulo.

Será uma luta titânica aprovar a reforma num ambiente político de visível desentrosamento entre Planalto e Congresso conforme é facilmente percebido, atualmente. Mas, quem sabe o Carnaval amolece os corações envolvidos, de todos os lados, nessa empreitada!

 

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