Economia é o maior destaque das manchetes dos jornais

Economia é o maior destaque das manchetes dos jornais. “Pacote de privatizações terá de superar entraves técnicos”, avalia O Globo. “Após eleição, economia dá sinais de recuperação”, comenta o

Economia é o maior destaque das manchetes dos jornais. “Pacote de privatizações terá de superar entraves técnicos”, avalia O Globo. “Após eleição, economia dá sinais de recuperação”, comenta o Estadão. “Veto a discussão de gênero acumula derrotas na Justiça”, destaca a Folha. “Guerra comercial leva Brasil a ampliar as vendas à China”, revela o Valor Econômico.

SINOPSE NACIONAL DE 12 DE NOVEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Pacote de privatizações terá de superar entraves técnicos. Integrantes do governo e especialistas avaliam que plano deve levar anos para ser concluído. O plano do governo Bolsonaro de realizar um amplo programa de privatizações, que renderia R$ 700 bilhões e poderia ser usado para abater até 20% da dívida, deve enfrentar entraves técnicos e jurídicos que podem retardar a sua implementação, segundo especialistas e técnicos da atual administração. As estatais consomem recursos públicos num patamar bem maior do que o ganho obtido pelo governo. Em 2017, pagaram o equivalente a R$ 5,498 bilhões em dividendos, enquanto o valor gasto pela União com subvenções de empresas dependentes do Tesouro atingiu R$ 14,840 bilhões.

Moro diz que pode avaliar denúncias contra colegas. O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, disse ao “Fantástico” que poderá avaliar denúncias contra integrantes do governo e, caso considere as provas robustas, recomendar a demissão. “Não assumiria um papel de ministro da Justiça com o risco de comprometer minha biografia.”

Fernando Gabeira: Bolsonaro foi fraco com pauta-bomba.

Antônio Gois: Enem, como é hoje, está com dias contados.

Com direito a pena domiciliar, 9.245 mães estão presas. Mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter determinado o direito à prisão domiciliar às detentas grávidas ou com filhos menores de 12 anos, 9.245 mulheres que atendem ao requisito no país seguem atrás das grades, segundo pesquisa do Departamento Penitenciário Nacional. Moro deve avaliar se outros ministros que sofrerem denúncias merecerão demissão. Em entrevista ao “Fantástico”, juiz defende que, caso a denúncia seja consistente, o ministro seja demitido.

Ministro do STJ manda soltar preso na Operação Capitu. Rodrigo Figueiredo, preso na sexta-feira, é ex-secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.

Senado articula barrar Escola sem Partido e ‘agenda da bala’.

FH sobre governo Bolsonaro: ‘Não creio que ele mesmo saiba’ o que vai fazer.

Ministro evita comentar críticas de Bolsonaro à prova do Enem: “A tomada de decisão é deles a partir de janeiro”.

Editorial: Caso PDVSA expõe o legado de corrupção da ditadura chavista. Governo Nicolás Maduro começa a debater a extinção da estatal, que se encontra em virtual falência.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Após eleição, economia dá sinais de recuperação. Tensão política diminui e novos negócios são anunciados, mas avaliação é que reformas são fundamentais. Com o fim da tensão eleitoral e a diminuição da temperatura política, o humor de empresários e investidores no Brasil começa a mudar. Desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente, empresas começaram a retomar planos de investimentos. O empresário Carlos Wizard Martins – ex-proprietário da escola de inglês Wizard e hoje dono da rede Sforza – afirma que pretende desembolsar R$ 1,6 bilhão nos próximos anos. Outro negócio que circulava nas rodas de conversa de bancos havia meses teve o contrato de compra assinado depois do fim das eleições: a aquisição de 22% da rede Madero pelo fundo americano Carlyle. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, diz que o humor do mercado mudou nas últimas semanas: “Vemos um claro aumento das consultas”. Mas a avaliação geral é que as reformas econômicas são fundamentais.

Levy no BNDES. O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy será o novo presidente do BNDES, informa Sonia Racy. Atual diretor financeiro do Banco Mundial, Levy deixará Washington para substituir Dyogo Oliveira.

‘Governo precisa unir os brasileiros’. Há um ano à frente do maior grupo varejista do País, o presidente do Carrefour no Brasil, Noël Prioux, espera que o governo eleito dê andamento às reformas antes da posse, pois as empresas fecham agora orçamentos para 2019. Segundo ele, o grupo pode investir até R$ 2 bi no próximo ano, quando pretende não só adquirir redes regionais, mas também fechar parceria.

‘Prender 100 mil não seria problema’. Deputado mais bem votado da história da Câmara, o filho do presidente eleito afirmou que vai lutar para tipificar como terrorismo os atos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) mesmo que seja preciso prender 100 mil pessoas.

Com mutirão e audiência de custódia, CNJ quer reduzir nº de presos em 40%. Dias Toffoli vai estimular soluções alternativas, como tornozeleira eletrônica.

Clima de tensão. Polarização política e Escola Sem Partido levam tensão às universidades, provocam ameaças a docentes e alunos e dividem mundo acadêmico.

Doria pensa em Meirelles para o secretariado. O governador eleito de São Paulo, João Doria, pensa em convidar o ex-ministro da Fazenda e candidato derrotado a presidente Henrique Meirelles (MDB) para cuidar das finanças do Estado. Hoje, Doria vai anunciar Paulo Dimas, ex-presidente do TJ-SP, como seu futuro secretário de Justiça.

Cida Damasco: Jair Bolsonaro já enfrenta pauta-bomba e pressão contra corte de ministérios.

Dias Toffoli vai estimular soluções alternativas, como tornozeleira eletrônica.

Prova conteudista, segundo dia de prova apresenta maior dificuldade.

Futuro ministro. Sérgio Moro diz que não será candidato à Presidência em 2022.

Temer quer fim de auxílio-moradia antes de sancionar aumento para o Supremo.

‘Não creio que ele mesmo saiba’ o que fará, diz FHC sobre Bolsonaro.

Editorial1: A Constituição e os Poderes. Nos últimos tempos, tem havido “interpretações” da Constituição que ultrapassam o sentido e a letra do texto constitucional.

Editorial2: O foco da educação. Para o País se desenvolver econômica e socialmente, o caminho é recuperar a escola pública de ensino básico. Com mutirão e audiência de custódia, CNJ quer reduzir nº de presos em 40%.

Editorial3: O alcance da crise dos Estados. O fato de, no ano passado, 17 unidades da Federação terem estourado o limite de gastos com pessoal fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – de acordo com um critério realista de avaliação das finanças estaduais utilizado pela Secretaria do Tesouro Nacional – dá nova dimensão à gravidade da crise fiscal.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Veto a discussão de gênero acumula derrotas na Justiça. Bandeira integra o Escola sem Partido, que conta com a simpatia de Bolsonaro. A ofensiva para barrar a abordagem de gênero nas escolas — que integra o projeto batizado de Escola sem Partido, bandeira do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para a educação— tem sofrido reveses em tribunais estaduais e no Supremo Tribunal Federal, conforme levantamento da Folha. Só neste ano, cortes com sede em ao menos cinco estados (SP, RJ, MG, SE e AM) suspenderam leis municipais que proibiam menções ao assunto nas salas de aula. Por sua vez, o STF concedeu duas liminares de teor similar, respondendo a ações encaminhadas pela Procuradoria-Geral da República. Conforme as decisões provisórias do Supremo, as normas ferem princípios da Constituição, como o da liberdade de aprender e ensinar. Entende-se também que apenas a União tem competência para legislar sobre diretrizes e bases da educação. Nos tribunais estaduais, os fundamentos são parecidos. O programa de governo bolsonarista não menciona o Escola sem Partido, mas se alinha aos pressupostos do texto em tramitação na Câmara dos Deputados. “Mais matemática, ciências e português, sem doutrinação e sexualização precoce”, diz o documento registrado na Justiça Eleitoral.

Setor privado poderá gerir previdência individual. De acordo com o modelo previdenciário planejado pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), gestores privados poderão gerir a poupança individual de trabalhadores para a aposentadoria. Bancos, seguradoras e até fundos de pensão patrocinados por empresas estatais poderão gerenciar os recursos. O modelo valeria só para entrantes no mercado.

Novo governo deve atentar para temas sociais e culturais. O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga entende que o debate econômico do país precisa ser mais amplo. Há que considerar também temas como respeito a minorias e combate à desigualdade, disse a Alexa Salomão.

Chefe do Exército quis influenciar o STF, afirma PT. Líderes do PT afirmaram que o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, quis interferir na decisão do Supremo de negar habeas corpus a Lula. Em entrevista à Folha, o general disse ter agido “no limite” na ocasião.

Luiz Felipe Pondé: Há inteligentinhos que não veem que a Folha é plural. Suspeito que quem propõe a Bolsonaro xingar a Folha deve ser pago pelo PT. Sua pluralidade é óbvia — mas não para quem não enxerga um palmo diante do nariz. Setor privado poderá gerir previdência individual. No modelo da equipe de Bolsonaro, bancos, seguradoras e até fundos de pensão poderão gerenciar os recursos.

Novo governo deve atentar para temas sociais, diz Armínio Fraga

Ex-presidente do BC considera impalatável a forma como Bolsonaro trata gênero e raça

Equipe econômica. Guedes quer Levy no BNDES, mas nome precisa ser avalizado.

Orçamento. Recuperar verba da ciência será o principal desafio do governo.

Comandará superministério. Moro será decisivo na escolha do procurador que sucederá Dodge. Juiz avaliará denúncias contra integrantes do governo.

Democracia. Entrada de juízes na política é negativa, diz historiador italiano

Informal. Para especialistas, Bolsonaro adota visual simples como tática. Pronunciamentos transmitidos na internet têm estética que reforçam o apelo popular

Leandro Colon: Eleição acabou, mas presidente eleito ainda age como candidato. Exige-se mais transparência e menos superficialidade de um

Editorial1: Rouanet sem mitos. Amparo à cultura deve ser aperfeiçoado, mas críticos alimentam visão equivocada da lei.

Editorial2: Rota definida. Senado aprovou projeto que define rumos da produção de veículos por 15 anos.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Guerra comercial leva Brasil a ampliar as vendas à China. A guerra comercial contra a China empreendida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, já beneficia o Brasil. Os chineses, que responderam pela compra de 22,5% das exportações brasileiras de janeiro a outubro do ano passado, ampliaram essa participação para 26,8% nos dez primeiros meses deste ano.

Pessoal consome 75% das verbas dos militares. O gasto das Forças Armadas com soldos, aposentadorias, pensões e encargos sociais consome 75% do orçamento destinado ao Ministério da Defesa.

Alibaba vende US$ 31 bilhões em 24 horas. Neste ano, em 24 horas, o Alibaba fechou vendas de 214,5 bilhões de yuans, equivalentes a US$ 30,8 bilhões. A maior parte das vendas é on-line. No ano passado, foram entregues 812 milhões de pacotes e neste ano, 1,042 bilhão

Petrobras vende US$ 4,6 bi em ativos e reduz presença lá fora. Após investir bilhões de dólares em seu processo de internacionalização, a Petrobras já se desfez de parte significativa dos ativos que adquiriu no exterior na última década. Desde 2015, em resposta à sua crise financeira, a estatal já levantou US$ 4,6 bilhões com essas vendas

Cenário permite fim do subsídio ao diesel. O cenário econômico de 2019 cria um quadro favorável para o governo abandonar o subsídio ao diesel, adotado como resposta à greve dos caminhoneiros

“Valor” premia as melhores empresas na gestão de pessoas. O Valor premia nesta segunda-feira as 35 empresas que se destacaram na pesquisa “Valor Carreira”, que chega este ano à 16ª edição. Será também a estreia de uma nova metodologia desenvolvida em parceria com a consultoria Mercer. A entrega dos prêmios será em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake.

Economistas se unem para lançamento da ‘Carta Brasil’. Os desafios colocados diante do futuro governo e os riscos de o país mergulhar novamente em um longo período de recessão levaram mais de duas centenas de profissionais respeitados na academia e no mercado a reunir suas ideias no documento “Carta Brasil”, com propostas em 22 áreas.

Bolsonaro cancela agendas no Congresso na terça-feira. Ao chegar a Brasília, presidente eleito segue do aeroporto para o CCBB para encontro com equipe de transição.

Transição Orçamento é prioridade na pauta da semana. Futuro ministro da Economia deve debater previsão para 2019 com atual ministro do Planejamento.

Joaquim Levy deve presidir o BNDES. Para oficializar o nome Bolsonaro, precisa vencer resistências de sua base de militância nas redes sociais.

Fitch monitora impacto das novas políticas nos Estados. Agência de risco observa, que 17 dos 27 Estados brasileiros terão em breve novos governadores, incluindo alguns com situação fiscal delicada como MG, RS e RJ.

Falta de articulação com Congresso vira problema para Bolsonaro.

Geopolítica. Macron critica presidente dos EUA em evento da 1ª Guerra. Nas comemorações do fim da Primeira Guerra Mundial, os aliados europeus fizeram críticas indiretas à retórica isolacionista do presidente Donald Trump.

Fim de semana em Paris expõe isolamento de Trump.

Opep e Rússia sinalizam corte na oferta de petróleo. Na reunião de dezembro, a Opep e seus aliados, incluindo a Rússia, podem concordar com um corte na oferta em torno de 1 milhão de barris de petróleo por dia para evitar um excesso de oferta em 2019.

Coalizão italiana aposta na renda mínima para estimular o crescimento. O governo de coalizão populista da Itália quer aumentar os desembolsos sociais aos italianos mais pobres e desempregados para até 780 euro por mês.

Editorial: O mundo olha os passos de Bolsonaro na questão do clima. Bolsonaro precisa dar demonstração de firmeza logo no início do mandato, pois o desmatamento da Amazônia voltou a crescer com força.

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