Economia e meio-ambiente são os destaques das manchetes dos jornais

Economia e meio-ambiente são os destaques das manchetes dos jornais

_SINOPSE NACIONAL DE 19 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Atraso em reforma deve gerar perdas de quase R$ 2 bi por mês. Ao passar negociação para 2019, governo deixará de poupar R$ 22,8 bi. A indicação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de que negociará com o Congresso uma nova proposta de reforma da Previdência em 2019, em vez de trabalhar pela aprovação da enviada no fim de 2016 ao Legislativo por Michel Temer, terá alto custo para o primeiro ano de mandato. Segundo estimativas da Secretaria de Previdência, o governo deixará de economizar R$ 22,8 bilhões com o adiamento da reforma por mais um ano, ou R$ 1,9 bilhão por mês, reduzindo ainda mais espaço no Orçamento.

Transição ainda sem nomes para 7 mil cargos. Equipe tem menos de mil indicações para postos comissionados no novo governo, o que pode abrir caminho para servidor de carreira.

Bolsonaro rebate críticas de prefeitos. Para presidente eleito, prefeitura que trocou médico brasileiro por cubano “quer ficar livre da responsabilidade”.

Traficante do Rio abala a Segurança do Paraguai. Após morte de jovem na cela de bandido brasileiro em Assunção, presidente demite cúpula da polícia. O traficante Marcelo Piloto é acusado de matar uma jovem de 18 anos com 16 facadas dentro do quartel onde está preso. Seu objetivo com o crime seria evitar a extradição para o Brasil. O comandante e o subcomandante da Polícia Nacional perderam os cargos por ordem do presidente paraguaio.

FERNANDO GABEIRA: No Brasil, o assunto é direto com Deus.

DEMÉTRIO MAGNOLI: A enganação dos intelectuais.

FERNANDA YOUNG: O país parou até para se dividir em dois.

CACÁ DIEGUES: Resistência a financiar cultura é preconceito.

Editorial1: Senado manobra para mudar Lei da Ficha Limpa. Em rito expresso, pretende-se alterar regras sobre inelegibilidade de agentes públicos condenados.

Editorial2: Às vésperas do verão, governos precisam agir para evitar epidemias. Estatísticas do Ministério da Saúde mostram que são baixos os índices de vacinação contra febre amarela.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Castello Branco é convidado para assumir Petrobrás. Ex-diretor do Banco Central e da Vale integrou equipe de Paulo Guedes durante a campanha. O economista Roberto Castello Branco foi convidado para assumir o comando da Petrobrás, afirmou à repórter Renata Agostini uma fonte graduada da equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ex-diretor do Banco Central e da Vale, Castello Branco fez parte do time de especialistas que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, reuniu durante a campanha para debater a formulação de propostas. É desejo do futuro governo que o atual presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, permaneça na administração. Há conversas para que ele assuma o comando do Banco do Brasil. Caso essa negociação se confirme, o comando da Caixa poderia ficar com os economistas Rubem Novaes ou Pedro Guimarães. Castello Branco é visto como homem de confiança de Guedes e seu nome já vinha sendo cogitado para o posto. Mas, como o trabalho de Monteiro à frente da Petrobrás era bem avaliado pelo futuro ministro da Economia, havia disposição para que ele permanecesse no comando da petroleira. Monteiro mostrou-se, contudo, reticente em permanecer. Conforme relato feito à reportagem, Monteiro argumentou que o trabalho de reestruturação financeira já havia sido feito e descreveu o desgaste a que se submeteu nos últimos anos como empecilho para sua confirmação.

‘Nem oposição sistemática nem apoio automático’. Entrevista: Cid Gomes, senador eleito pelo PDT-CE. Eleito para o Senado pelo PDT, Cid Gomes articula a criação de um bloco de oposição “programática” ao governo Bolsonaro que, de início, teria 17 dos 81 senadores, mas poderá unir Rede, PSB, PPS, PHS e PRB. “Não é nem oposição sistemática nem situação automática”, afirma. Se o PT quiser participar, diz, terá de fazer um “mea-culpa”.

Novatos dobram número de votos e gastam menos. Dos 513 deputados federais eleitos, 161, o que corresponde a 31%, são estreantes na política. Eles obtiveram 30% dos votos nominais, o dobro de 2014, e gastaram 18% dos recursos. As campanhas dos “novatos” custaram, em média, R$ 6 por voto, metade do que os veteranos desembolsaram. Mato Grosso e Rio são os dois Estados com a maior taxa de renovação: 63% e 52%, respectivamente.

Lucro de empresas tem quinta alta. O lucro líquido de 304 empresas com ações na Bolsa cresceu pelo quinto trimestre seguido. Os ganhos somam R$ 53,5 bilhões de julho a setembro, confirmando trajetória de recuperação econômica.

Brasileiros não têm verba de emergência. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que, de cada cem brasileiros, apenas 46 são capazes de conseguir recursos extras de pelo menos R$ 1.520 em emergências.

Cida Damasco: Futuro governo tem de definir prioridades na economia e garantir articulação com o Congresso.

Editorial1: A ordem e a lei. Seria um grande equívoco entender o anseio pela ordem, manifestado nas urnas, como uma autorização para algum tipo de autoritarismo, seja em qual esfera for.

Editorial2: O custo do protecionismo. A indústria automobilística goza de privilégios tributários assegurados pelos sucessivos governos.

Editorial3: Populismo e desnutrição. Para que a insegurança alimentar seja eliminada de vez no Brasil e na América Latina, será preciso ir muito além da assistência direta aos mais pobres.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Cresce número de barragens sob risco de ruptura no país. Relatório, o segundo após tragédia em Mariana (MG), aponta vulnerabilidade em 45 estruturas, contra 25 no ano anterior. Ao menos 45 barragens do Brasil estão vulneráveis e podem apresentar risco de rompimento. Os números são de relatório da ANA (Agência Nacional de Águas), com dados de 2017. No levantamento anterior, com informações de 2016, os casos preocupantes eram 25. A maioria das barragens vulneráveis se localiza no Nordeste, em especial na Bahia e em Alagoas. Mais da metade (25) das que correm risco são de responsabilidade do poder público — nove já estavam nessa condição em 2017, indicando que nada ou muito pouco foi feito para a recuperação dessas estruturas. Há casos de rachaduras, infiltrações, buracos, vertedores (estruturas que medem vazão da água) quebrados e falta de documentação que ateste a segurança. Mesmo com o aumento de 80% no número de reservatórios vulneráveis, a ANA diz acreditar que os dados ainda são sub dimensionados. Este é o segundo balanço após o desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), de responsabilidade da Samarco. A tragédia, em 2015, causou a morte de 19 pessoas e poluiu o rio Doce.

Bolsonaro diz que Tereza Cristina tem toda a sua confiança. Ao comentar reportagem sobre relações de Tereza Cristina (DEM-MS) com a JBS, o presidente eleito afirmou que a futura ministra da Agricultura goza de toda a sua confiança”. “Também sou réu no Supremo, e daí?”.

Expansão de vagas de medicina tem resultado incerto. Parte do Mais Médicos, a expansão de cursos de medicina deve começar a mostrar resultados só a partir de 2019, quando os primeiros alunos se formam. A interiorização, foco do programa, já é posta em dúvida.

Relator deve mudar projeto para reduzir pressão sobre BC. O deputado Celso Maldaner (MDB-SC) agora pretende alterar projeto de lei que trata da autonomia do Banco Central. O texto, que pode ser votado ainda neste ano, deixaria de tratar da composição do Conselho Monetário Nacional.

‘Muito pouco do que se passa na internet é espontâneo’. Entrevista da 2ª – P.W. Singer. Táticas desenvolvidas por empresas como a Cambridge Analytica para segmentar eleitores, manipular fluxo de informações e espalhar notícias falsas foram disseminadas e são instrumento de líderes populistas, afirma o estrategista no centro de pesquisas New America e autor de livro recém-lançado sobre o assunto.

Leandro Colon: Eleito vê que fazer campanha é mais fácil que governar.

Mônica Bergamo: MBL lançará braço no movimento estudantil.

Editorial1: Reforço aos cofres. Leilões de áreas do pré-sal podem proporcionar mais de R$ 100 bi em 2019.

Editorial2: Renascimento psicodélico. Drogas prometem romper as barreiras atuais dos tratamentos.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Incerteza persiste e firmas mantêm proteção cambial. A acentuada queda do dólar em relação ao real, observada nas últimas semanas, não sensibilizou as empresas a diminuir o grau de proteção contra a flutuação da moeda.

Companhias nacionais fazem menos provisão. As companhias abertas brasileiras têm o maior montante de contingências decorrentes de disputais judiciais e administrativas em todo o mundo, mas resistem em provisionar recursos nos balanços para elas, segundo duas pesquisas conduzidas pela Escola de Administração de Empresas da FGV de São Paulo (FGV-EAESP).

Câmara deve reduzir poder da minoria. Duas articulações ganham corpo de forma discreta na Câmara dos Deputados. Uma delas, que pode ser votada já nesta semana, é a aprovação de um recurso que reabra as estatais para parentes de políticos e dirigentes partidários. É uma proposta que interessa aos congressistas em fim de mandato.

Energia livre. Controlada pelo fundo britânico Actis, a Echoenergia fechou contrato de 15 anos no mercado livre que vai viabilizar a instalação de um complexo eólico no Rio Grande do Norte. O modelo permite financiar a obra tendo como garantia a futura receita da venda da energia a ser gerada.

Gerente de banco quer ser autônomo. Gerentes especializados em orientar investimentos de clientes de alta renda estão deixando os grandes bancos para se tornar “agentes autônomos”.

Licenciamento de obra demora 9 anos no Brasil. O processo de licenciamento ambiental de uma hidrelétrica no Brasil dura, em média, nove anos. Além da lentidão do licenciamento, as incertezas sobre exigências socioambientais elevam o custo do empreendimento e reduzem sua taxa de retorno.

Nem toda a locação do Airbnb é legal. A Justiça do Rio proibiu o proprietário de uma cobertura no bairro do Leblon de alugar o imóvel por pequenas temporadas por meio da plataforma digital Airbnb.

Queiroz Galvão negocia dívida em quatro frentes. Com dívidas de quase R$ 10 bilhões, o grupo Queiroz Galvão separou em quatro grandes pacotes a reestruturação dos débitos com os credores.

Para Daiello, federalizar segurança é erro. Ex-diretor geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello critica possibilidade de federalização da segurança pública, defendida por setores do próximo governo e por governadores eleitos.

Decisões populistas no radar dos investidores. Equipe de Guedes agrada e põe investidor de prontidão para decisões de Bolsonaro — populistas ou ortodoxas.

Com nova lei, visto de residência para trabalhador estrangeiro ganha força. Autorizações crescem 15% em um ano, especialmente para pessoal com ensino superior.

Isenção para doentes graves entra na mira de Temer. Ideia, segundo ministro, é alterar regras ainda neste ano.

Federalizar não é solução para crime organizado, diz ex-diretor-geral da PF. Para Leandro Daiello, melhor modelo institucional para a área é o atual.

Bolsonaro defende futura ministra. Presidente eleito disse que Tereza Cristina, suspeita de ter cometido malfeito quando era secretária estadual do Mato Grosso do Sul, “goza de toda a confiança nossa”.

Comércio Tensão EUA-China explode durante cúpula na Ásia. A tensão entre EUA e China na cúpula da Apec, que terminou sem um um comunicado conjunto pela primeira vez em 29 anos, diminuiu as esperanças de uma possível distensão entre as duas maiores economias do mundo durante a cúpula do G-20.

Pence reforça temores de uma nova Guerra Fria.

Com Brexit, economia do Reino Unido ficará menos globalizada. Economistas acreditam que o Brexit já prejudica a capacidade da economia britânica de produzir bens e serviços sem alimentar a inflação.

Editorial: Constituição já permite demitir servidor estável. Falta vontade política dos governadores para enxugar folha de pagamentos.

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