Economia e eleição 2018 são os temas em destaque nas manchetes dos jornais

SINOPSE NACIONAL DE 21 DE SETEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: País deve ter o maior número de falências em 10 anos. Fraca retomada econômica e incerteza eleitoral levam empresas à recuperação judicial.

Em busca do atalho para a 3ª via. Atrás de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, Ciro Gomes tenta se mostrar como alternativa viável para chegar ao segundo turno, criticando oponentes à direita e à esquerda.

FH propõe união contra ‘marcha da insensatez’. Fernando Henrique pede união de candidatos, que descartam movimento.

Merval Pereira: Pesquisa dá novo alento a candidatos contra extremos.

Míriam Leitão: PT repete erros que levaram o país à crise.

Bernardo Mello Franco: Pelo voto útil, Ciro adota nova tática. Com o petista avançando pela esquerda, Ciro tenta piscar para o centro e a direita não autoritária.

ONG denuncia execuções policiais na Venezuela. ONG denuncia execuções extrajudiciais na Venezuela.

Caso Marielle pode passar para a esfera federal. Miliciano preso diz que está sendo coagido pela Delegacia de Homicídios a assumir autoria da morte de vereadora e seu motorista. Depoimento foi enviado à procuradora, que poderá decidir até pela federalização do crime.

Bloqueio no asfalto. Confrontos já fecharam vias 47 vezes. Tiroteio entre PMs e bandidos no Vidigal fechou a Avenida Niemeyer por 88 minutos. Seis das mais movimentadas vias do Rio registraram 47 interdições este ano devido a confrontos, 22 delas só na Grajaú-Jacarepaguá.

Alckmin intensifica ataques a Bolsonaro e ao PT. Em programa de TV, candidato do PSDB menciona afinidades de rivais com Hugo Chávez; tucano tenta ganhar votos com discordância entre líder nas pesquisas e Paulo Guedes, responsável por sua área econômica.

PSL põe freio em falas de Mourão e Guedes. Comando da campanha de Bolsonaro quer evitar que candidato a vice e economista voltem a causar polêmica, depois de declaração sobre relação entre criminosos e lares só com ‘mãe e avó’ e ruído sobre sugestão de um imposto como a CPMF.

Em debate, presidenciáveis criticam novo imposto. Marina (Rede) e Meirelles (MDB) fizeram ataques diretos à proposta de economista de Bolsonaro; Ciro (PDT) e Haddad (PT), que estreou nos debates, promoveram dobradinha para defender a tributação de lucros e heranças.

Gastos milionários na TV não impulsionam candidatos. Com altas despesas, Meirelles (MDB), Alckmin (PSDB) e Alvaro Dias (Podemos) estão estagnados nas pesquisas.

Diplomata é demitido do Itamaraty por agredir mulheres. Alvo de acusações, Renato Viana foi detido na quartafeira pela PM após vizinhos ouvirem gritos de socorro.

Editorial1: Fantasma da CPMF volta a assombrar. Vazamento de conversa de Paulo Guedes alerta para o risco de um imposto já condenado na prática.

Editorial2: Autonomia de estados americanos ajuda país a reduzir emissão de C02. Unidades da Federação, como a Califórnia, confrontam desmanche ambiental do governo Trump.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Sem Bolsonaro, Haddad vira alvo em seu 1º debate. Candidato petista é confrontado por adversários sobre corrupção e crise no governo Dilma Rousseff.

Em carta, FHC fala em deter ‘marcha da insensatez’. Ex-presidente volta a defender união do centro político contra o que chama de ‘soluções extremas’; para ele, situação do País é ‘dramática’.

Arma de guerra no morro do Rio. Browning .50 seria vendida por traficantes. Capaz de furar a blindagem de carros-fortes e aeronaves, uma metralhadora antiaérea Browning .50, fabricada nos EUA, foi apreendida com traficantes de drogas da Rocinha, que tentavam vendê-la por R$ 200 mil. A arma, de 1,68 metro e 38 quilos, é a maior já apreendida pela polícia no Rio.

Polarização faz crescer uso de perfis robôs nas eleições. Contas automatizadas nas redes sociais falando sobre os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas são 43% e 28,4%, respectivamente.

Ensino superior cresce com alta na modalidade a distância. Educação. Conforme mostram os dados do Censo da Educação Superior 2017, divulgados ontem, o EAD teve avanço de 17,6% – o maior desde 2008. Já na modalidade presencial houve queda de 0,4% de estudantes, puxada pela redução na rede privada.

Tietê começa a voltar à vida no interior. Mancha de poluição do Tietê cai, mas só 6 de 94 trechos têm água considerada boa.

Brasileiro está desistindo mais rapidamente de buscar emprego. ‘Desalento’. Dados do Ipea divulgados ontem mostram um aumento na proporção de trabalhadores que ficaram desempregados e no trimestre seguinte desistiram de voltar ao mercado de trabalho; de 11,2%, no início de 2016, para 16,7% no último trimestre.

Preço do GNV sobe mais do que o da gasolina. Para distribuidoras, a forte presença da Petrobrás no mercado impede competição.

Suicídio aumenta 16,8% em dez anos no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram agravamento do problema, que afeta mais homens. Centros psicossociais são formas de prevenção.

UE rejeita proposta de Theresa May para Brexit. Contagem regressiva. Bruxelas deixa Londres mais longe de obter acordo comercial e coloca em risco governo britânico; presidente francês, Emmanuel Macron, adota tom duro e chama de ‘mentirosos’ os líderes que quiseram tirar o país do bloco europeu.

Coluna do Estadão: Ciro quer votos petistas contra Jair Bolsonaro. A campanha do presidenciável Ciro Gomes (PDT) vai explorar em suas próximas peças pesquisas recentes que apontam o candidato como único a vencer com vantagem Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Coordenador da campanha de Ciro, o presidente do partido, Carlos Lupi, diz que a estratégia é tentar convencer o eleitorado, inclusive petista, de que o candidato tem hoje mais chances de “impedir o pior”. A avaliação da campanha é de que, com o discurso, podem ganhar os votos de “petistas lúcidos” que queiram ajudar a deter Bolsonaro.

Coluna do Estadão: Líder nas pesquisas, Bolsonaro não fará ajustes da campanha nessa reta final. O deputado Major Olimpio (SP) diz que o que precisava ser acertado já foi em jantar nesta semana e agora é tocar o barco. “Estamos a um Alckminzinho de vencer no primeiro turno. É coisa pouca”, provoca, citando seu rival.

Coluna do Estadão: Agitado, Bolsonaro recebeu dose de Amplictil quarta à noite para dormir.

Coluna do Estadão: Na denúncia contra Fernando Haddad, o promotor Wilson Tafner citou como “curiosa” a assinatura de contrato entre a Prefeitura de SP e a UTC/Constran. Em março de 2013, Haddad suspendeu licitação herdada do seu antecessor Gilberto Kassab para construção de casas populares. Alegou restrição à competitividade. Seis meses depois, porém, assinou o contrato de R$ 82,8 mi. A assessoria de Haddad diz que o exsecretário Osvaldo Spuri não informou a ele irregularidades na obra. E diz que “o MP se nega a ouvi-lo”.

Eliane Cantanhêde: Candidato ao Senado no Rio afirma que o presidenciável ‘jamais iria autorizar’ o economista Paulo Guedes a falar de CPMF na imprensa.

Fernando Gabeira: Polarização entre Lula e Bolsonaro mostra a força da comunicação oral. Eles transmitem a mensagem que outros não conseguem.

Editorial1: As eleições parlamentares. Sobre a próxima legislatura recai a responsabilidade de, ao lado do Executivo e do Judiciário, ajudar o País a retomar o prumo. A responsabilidade maior é do eleitor.

Editorial2: O pessimismo dos brasileiros. Segundo recente pesquisa do Pew Research Center, realizada em 27 países, apenas 9% dos brasileiros avaliaram como positiva a atual situação econômica do País. Para 48% dos entrevistados, a economia nacional está muito ruim e para 42%, ruim.

Editorial3: Juros, inflação e risco eleitoral. Manter a taxa Selic em 6,50% foi um ato de prudência.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: FHC pede união do centro contra radicalização e crise. Sem citar Alckmin, ex-presidente diz que ‘é hora de juntar forças e escolher bem’. Em carta publicada nesta quinta(20), Fernando Henrique Cardoso disse que o país vive momento “decisivo”, com “radicalização dos sentimentos políticos” em um “pano de fundo sombrio”. Sem citar candidatos,o ex-presidente afirmou que, se um dos polos for vencedor, este “terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária” para superar a crise. Segundo FHC, a solução passa pela escolha de “uma liderança serena”, com “capacidade política para pacificar e governar o país”, entre os “candidatos que não apostam em soluções extremas”. Mais tarde, no Twitter, escreveu que, apesar desse figurino caber em Geraldo Alckmin(PSDB), do seu partido, “não se convida para encontro dizendo ‘só com este eu falo’”.

No Congresso, Bolsonaro votou contra reforma e por mais gastos. Apesar de ter a simpatia do mercado, o candidato Jair Bolsonaro(PSL) sustentou convicções diferentes das atuais em 27 anos como deputado, informam Raquel Landim e Flavia Lima. Ele votou contra tentativas de reforma da Previdência e privatizações. Também apoiou medidas que elevam gastos.

Eleições 2018. Infraestrutura será dada a militares, indica guru econômico de Bolsonaro.

Nelson de Sá: Para Economist, deputado seria líder desastroso.

Datafolha aponta que 43% consideram candidato a vice muito importante.

Reinaldo Azevedo: Restará a quem perder irrelevância ou arruaça.

Alvo da Lava Jato portuguesa vê semelhanças com caso Lula. Acusado em Portugal por corrupção, fraude e lavagem de dinheiro, o ex-primeiro-ministro José Sócrates disse ver semelhanças de seu caso com o de Lula, com a diferença de ter sido, diz, abandonado por seu partido.

Com 11 mil suicídios por ano, governo avalia novas ações.

Diplomata suspeito de agressão perde cargo no Itamaraty.

Patrícia Pillar declara voto em Ciro Gomes para alertar sobre notícias falsas com seu nome.

Painel: Poder paralelo. Dando eco ao discurso de Jair Bolsonaro (PSL) –que por mais de uma vez levantou sem provas suspeições sobre o processo eleitoral–, a direção do PSL quer montar uma espécie de disque-denúncia para receber relatos de supostas irregularidades no dia da votação. A Justiça já dispõe desses canais e, inclusive, lançou um aplicativo para facilitar o envio de queixas. Não é tudo. O partido vai lançar cartilhas e uma plataforma para orientar voluntários que queiram atuar como fiscais nas seções. Além de estimular teorias conspiratórias, os relatos dos apoiadores servirão para municiar eventuais questionamentos ao TSE.

Painel: Nesta quinta (20), um grupo que reúne 88 teólogos e reverendos presbiterianos, batistas e de outros troncos da religião lançou manifesto em defesa do Estado laico e contra o uso de Deus em campanhas. “Nossa indignação contra a pretensão de haver um governo exercido em nome de Deus, bem como contra toda aspiração autoritária e antidemocrática”, diz a Carta Pastoral à Nação. “O nome de Deus não pode ser usado em vão, ainda mais para fins políticos”, conclui. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” é o nome da coligação de Bolsonaro.

Bruno Boghossian: CPMF quebra mito de Bolsonaro como tela em branco de Paulo Guedes. Conflito obriga mercado a encarar divergências na agenda liberal do candidato.

Mercado Aberto: Câmbio e combustível poderão levar a nova alta de preços, segundo Avianca. Parceria no país com a Avian, empresa argentina de voos econômicos, deve ocorrer ainda em 2018.

Editorial1: O superimposto. Plano da equipe de Bolsonaro para criar tributo semelhante à CPMF subestima riscos e obstáculos

Editorial2: Coreia do Norte. Promessas de Kim. Líder norte-coreano anunciou que fechará o principal complexo nuclear do país.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Empresas esperam passar eleição para promover IPOs. Cerca de 20 empresas estão contratando assessores financeiros e jurídicos para realizar ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) depois das eleições.

FHC pede união de centro para deter “marcha da insensatez”. Em “carta aos eleitores e eleitoras” de pouco mais de quatro páginas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso alertou para o perigo de uma eleição polarizada entre os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Segundo o ex-presidente, “ainda há tempo para deter a marcha da insensatez”.

Barreira ao açúcar leva Brasil à OMC contra China. O Brasil decidiu acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra barreira imposta por Pequim às exportações de açucar brasileiro.

Escolhas. Um dos grandes doadores da eleição, Jayme Garfinkel, presidente do conselho da Porto Seguro, apoia a quem julga “ético e competente”. “Não há como fazer campanha sem dinheiro”.

Mais uma cimenteira é vendida. Em duas semanas, duas fabricantes brasileiras de cimento e concreto de porte médio foram vendidas a grupos estrangeiros. Ontem, a Cimento do Planalto (Ciplan), da família Atalla, anunciou que está passando o controle para o grupo francês Vicat.

Dólar a R$ 4,55 em cenário de caos. Para o economista Armando Castelar, do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE-FGV), o processo de desvalorização do real neste ano está mais relacionado a fatores externos do que ao ambiente doméstico.

Artigo Fracasso do modelo japonês é um equívoco. Quase todo mundo diz que o modelo econômico do Japão implodiu. Desde 1991, o crescimento do país alcança, em média, só 0,9%, uma expansão lenta, associada a grandes déficits fiscais. Apesar disso, a noção dominante sobre o fracasso do modelo japonês pode estar equivocada.

Robôs impulsionam pecuária leiteira na Holanda. Na fazenda dos Van der Schans, em Poeldijk, uma pequena cidade de Westland, na Holanda, a família obtém, em média, 36 litros de leite por dia de cada uma de suas 500 vacas em lactação. O “segredo” para alcançar essa produtividade é que a ordenha é feita sem nenhum contato humano.

Eleições. Após soltar Richa, Gilmar recebe pedidos de outros investigados. Cinco habeas corpus chegaram às mãos do ministro após precedente ser aberto.

PSB é o partido que mais gastou na campanha até agora.

Prontos para a carnificina. Queda do centro pode levar à destruição do sistema político.

Centrão já especula sobre apoio do grupo a um candidato no 2º turno.

Campanha de apoio ao tucano está sendo feita sem entusiasmo, relata um líder do grupo.

Na TV, Alckmin ataca adversários. Em quarto lugar, tucano tenta transmitir otimismo.

Eleições “Nosso maior inimigo agora é a euforia”. Sobre os resultados do Datafolha, Gilberto Carvalho diz que ‘curva de crescimento’ é o que importa.

MEC, a porta da política para Fernando Haddad. Vitrine do petista, gestão tem paralelos com a do tucano Paulo Renato e o deixou no radar de Lula.

Editorial: BC mantém juro e indica que ajuste futuro será gradual. Para o BC e sua credibilidade, o determinante é manter a expectativa de inflação ancorada – e ela está.

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