Economia e denúncias são os destaques da mídia

Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE DE 08 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Idade mínima reduz só R$ 20 bi do gasto público. Reforma abrangente, com alteração nas regras de cálculo de benefícios, economizaria R$ 80 bilhões. Se o futuro governo mantiver a proposta de fatiar a reforma da Previdência e for aprovada apenas a idade mínima para aposentadoria, a redução nos gastos públicos será de apenas R$ 20 bilhões em cinco anos. Uma mudança que mexa nas regras de cálculo dos benefícios e pensões teria, no mesmo período, impacto de R$ 80 bilhões. Esses números baseiam-se na última versão da proposta de reforma do presidente Michel Temer, que está no Congresso. Técnicos da equipe de transição, que já recebeu esses dados, estudam aproveitar algumas medidas apresentadas pelo atual governo na proposta de Bolsonaro.

Governador eleito vira interventor em Roraima. O agravamento da crise em Roraima, com a paralisação das forças de segurança, levou o presidente Temer a decretar intervenção federal no estado. A governadora Suely Campos deixa o cargo, e o governador eleito, Antonio Denarium, assume como interventor.

O governador sem solenidade. Com seu chinelo número 48,o governador Pezão participa de cerimônia de hasteamento da bandeira na cadeia onde está preso, em Niterói.

Merval Pereira: Militares temem retrocesso no Rio com Witzel.

Após depor contra Cunha, Joesley se diz ameaçado.

Câmara vai votar novo Código de Obras da cidade.

Editorial1: Desconfiômetro: Por que o brasileiro está cada vez mais incrédulo. Ação petista para conter fusão entre Embraer e Boeing antecipa o que haverá no governo Bolsonaro.

Editorial2: Novo governo não pode relegar meio ambiente a segundo plano. Tema precisa ficar longe de ideologias, para se concentrar no bem-estar da população.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Projetos na Câmara podem causar rombo de R$ 47 bilhões. Votações devem ocorrer na próxima semana, no final da atual legislatura; governo de transição tenta barrar projetos. A Câmara dos Deputados deve praticamente encerrar a atual legislatura com a votação, na próxima semana, de diversas pautas-bomba em quatro sessões consecutivas. Se os projetos forem aprovados, a conta para os próximos anos pode passar de R$ 47 bilhões. Uma força-tarefa está sendo montada pelos negociadores do atual e do próximo governo para tentar barrar projetos, mas a avaliação é de que a disputa pela presidência da Câmara na próxima legislatura contamina as votações. O deputado Delegado Waldir (PSL-GO) recebeu orientações do atual e do futuro governo sobre como proceder. O projeto mais polêmico da agenda, o do parcelamento das dívidas com o Funrural, tem custo estimado de R$ 34 bilhões. Também está prevista a votação da renovação de benefícios para Sudene e Sudam e a extensão do incentivo para Sudeco, num total de R$ 9,3 bilhões.

Cheque foi usado para quitar dívida, diz Bolsonaro. Jair Bolsonaro disse que o cheque de R$ 24 mil depositado por Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio Bolsonaro, em conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi pagamento de um empréstimo. O cheque é citado pelo Coaf em movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz. O caso foi revelado pelo Estado.

Temer decreta intervenção federal em Roraima. O presidente Michel Temer decretou intervenção em Roraima até o próximo dia 31. O motivo é a paralisação de agentes penitenciários e da PM. Com a decisão, será criado um crédito extraordinário entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões para o Estado. O dinheiro será usado para o pagamento de servidores públicos e de outras despesas. O governo federal vai editar medida provisória para liberar o recurso. O interventor será o futuro governador, Antonio Denarium (PSL). Sem salário há três meses, os servidores públicos estaduais paralisaram todas as atividades.

Tentativa de assalto a bancos deixa 14 mortos no interior do Ceará. Pelo menos 14 pessoas morreram em uma tentativa de assalto a dois bancos, na madrugada de ontem, na cidade de Milagres (CE), de 28 mil habitantes, a 485 quilômetros de Fortaleza. Seis das vítimas eram reféns, sendo que cinco pessoas viajavam numa estrada da região quando foram abordadas. Elas teriam sido mortas pelos bandidos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado, oito integrantes da quadrilha morreram em confronto com policiais.

ONG de ministra é condenada por discriminar índios. A entidade Atini – Voz pela Vida, que tem a futura ministra Damares Alves entre os fundadores, foi condenada, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a tirar do ar vídeo considerado ofensivo à população indígena. Damares será responsável pela Funai. Ela não comentou o caso.

Tucano deve responder por área da Previdência.

Decisão sobre frete pode levar a nova greve.

Adriana Fernandes: Grande parte dos subsídios concedidos pelo governo é quase um cheque em branco.

João Domingos: Qualquer coisa que atingir os filhos de Jair Bolsonaro respingará no governo e será notícia.

Editorial1: Clareza na articulação política. O presidente eleito Jair Bolsonaro precisa definir o quanto antes como articulará seu governo com o Congresso. As informações que emergiram não inspiram otimismo.

Editotorial2: O valor do multilateralismo. Ele é importante elemento para a construção de um ambiente internacional mais harmonioso.

Editorial3: Impostos ruins, mais que pesados. Impostos, taxas e contribuições pagos à União, aos Estados e aos municípios consumiram 32,43% – quase um terço – do PIB.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Em 2016, auxiliar de Flávio Bolsonaro fez 176 saques. Presidente eleito diz que cheque de R$ 24 mil a sua mulher foi quitação de dívida. Ex-motorista e ex-assessor parlamentar do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o PM Fabrício José de Queiroz fez 176 saques de dinheiro de sua conta em 2016, ou um a cada dois dias. Segundo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), houve movimentação atípica de R$ 1,2 milhão. Esse montante inclui saques e transferências, entre outras operações. Cerca de 1/4 (R$ 324,8 mil) foi movimentado por meio de saques. O Coaf registrou que parte das transferências ocorreu com membros do gabinete do deputado estadual Flávio — entre eles, uma ex-assessora de Jair Bolsonaro (PSL). Uma das movimentações se refere à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que foi a favorecida por cheque de R$ 24 mil de Queiroz. O presidente eleito disse ontem que o ex-assessor é seu amigo de longa data e que a quantia se refere ao pagamento de uma dívida que Queiroz contraiu com ele. Nem Flávio nem seu ex-assessor são atualmente alvo de investigações. A Procuradoria ressaltou que a identificação de movimentação atípica na conta não configura um ilícito por si só.

Clima tenso na bancada faz Bolsonaro convocar reunião do PSL.

Tentativa de assalto no Ceará deixa 12 mortos. Tentativa de assalto a bancos em Milagres (CE) deixou ao menos 12 mortos — 6 reféns e 6 assaltantes. Segundo a policia, houve tiroteio após a abordagem de cerca de 30 homens armados. Três foram presos. Nos últimos três meses, outros 27 suspeitos foram mortos durante confronto com a polícia em assaltos no Maranhão, no Rio Grande do Sul, em Alagoas e em Sergipe.

Em Israel, Witzel compara facções do Rio a nazistas. Em viagem a Israel definida por ele como “técnica e religiosa”, o governador eleito do RJ, Wilson Witzel (PSC), disse à Folha que as facções de criminosos têm ideologia “nazista e fascista”. Afirmou também que planeja comprar 50 drones de vigilância, mas não “para disparar na cabeça de ninguém”.

Venezuelanos improvisam caixão de cartolina. A crise econômica da Venezuela chegou aos funerais. Os mais pobres têm recorrido a vaquinhas para tirar corpos de parentes mortos de necrotérios públicos e improvisado para enterrá-los. “Levei cinco dias para juntar dinheiro para recolher o corpo do meu pai, outros sete para achar um espaço no cemitério”, disse Willy Olmedo, 25, à enviada Sylvia Colombo. Sem recursos para o enterro, sua família precisou construir um caixão de cartolina. Opções mais baratas que os sepultamentos, como cremações, vêm sendo canceladas por falta de gás. Entre os mais ricos, o problema têm sido profanações de sepulturas e furtos de placas de metais preciosos, impulsionados por inflação anual de 1.000% e falta de papel-moeda no mercado.

Demétrio Magnoli: Bolsonaristas são alunos dos lulistas. Da militância petista, os bolsonaristas aprenderam a exibir seus adversários como “inimigos do povo”. Hoje é Lewandowski, amanhã pode ser você. Os alunos imitam seus mestres — e os superam.

Editorial1: Em família. Movimentação financeira de ex-assessor de filho de Bolsonaro precisa ser esclarecida.

Editorial2: Incentivo errado. É falaciosa justificativa para aprovar projeto que afrouxa controle de gastos municipais.

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