Economia e denúncia são os temas em destaque nas manchetes dos jornais

_SINOPSE NACIONAL DE 18 DE NOVEMBRO DE 2018_ Edição: Sérgio Botêlho *_JORNAIS_*: *Manchete e destaques do jornal O Globo*: Pacote de investimentos. Bolsonaro planeja ações no Nordeste, reduto lulista.
Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE NACIONAL DE 18 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Pacote de investimentos. Bolsonaro planeja ações no Nordeste, reduto lulista. General Heleno diz que novo governo pretende retomar obras e quer fazer da região uma ‘vitrine’.

‘Vans aquáticas’ avançam sem regulação. Um serviço sem regulamentação avança no Rio. Ao menos cem prédios na Barra já usam barcos que levam moradores à estação do metrô. Até a milícia construiu um píer em Rio das Pedras para entrar no negócio. A prefeitura ainda estuda criar regras para o transporte.

Sete deputados se movimentam para enfrentar Rodrigo Maia (DEM), que busca se reeleger presidente da Casa em 2019. O traficante Marcelo Piloto é acusado de esfaquear mulher em sua cela no Paraguai. MP local diz que ele tenta evitar extradição.

Governo terá protocolo de crise nos presídios. Modelo está sendo produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e deve ser implementado por decreto de Michel Temer, em dezembro; sistema carcerário é um dos temas mais sensíveis para o novo ministro da Justiça.

Preso há 2 anos, Cabral será julgado em 2ª instância. TRF-2 marca o primeiro julgamento do ex-governador para a primeira semana de dezembro; ontem, ele completou o segundo ‘aniversário’ na cadeia, onde tem recebido visita semanal da mulher, Adriana Ancelmo.

Terras indígenas. Brasil tem 129 processos de demarcação em andamento. Presidente eleito herda 54 demarcações já julgadas. Levantamento foi feito pela Procuradoria-Geral da República; Moro só vai falar sobre tema quando assumir.

Merval Pereira: #Elanão. O empoderamento feminino não anda fazendo bem aos machos-alfa dessa parte de baixo do Equador, onde não existe pecado, segundo relato do holandês Barlaeus, no século XVII. Nos últimos dias, tivemos exemplos, uns menos, outros mais degradantes, desse comportamento machista, vindo de personalidades que supostamente fazem parte de nossa elite.

Míriam Leitão: Bom humor do mercado é volátil e muda logo. O governo Jair Bolsonaro terá menos tempo do que se pensava da confiança do mercado. Se não for feita uma reforma da Previdência consistente, o entusiasmo inicial dos investidores locais pode mudar de direção.

Dorrit Harazim: Negro, cubano e médico. Cinco anos atrás, esta coluna focou em um episódio lateral ao Programa Mais Médicos. Reproduzimos hoje o texto publicado em 1 º de setembro de 2013 para cutucar a questão racial embutida na chegada/partida dos cubanos. Tudo a ver com o feriado do Dia da Consciência Negra.

Elio Gaspari: Bolsonaro caiu em cilada de governadores. No mesmo dia em que anunciou um “momento de regeneração”, Jair Bolsonaro foi a uma esquisita reunião de governadores eleitos co-patrocinada pelo paulista João Doria. Nada havia sido combinado com sua equipe. O que muitos governadores querem é suspender as exigências e os efeitos da Lei da Responsabilidade Fiscal. Uma legítima superpedalada, capaz de superar os çábios da “contabilidade criativa” que custou a presidência a Dilma Rousseff.

Ascânio Seleme: Crimes de ódio, lá e aqui. Os números são impressionantes. Os crimes de ódios relatados nos Estados Unidos cresceram 17% de 2016 para cá, e vêm aumentando de maneira regular e consistente desde a eleição do presidente Donald Trump. No ano passado, 7.100 crimes desta natureza foram registrados, sendo que três em cada quatro ocorreram por questões raciais ou étnicas. Religião e orientação sexual são as outras duas motivações mais importantes de crimes de ódio, segundo relatório do FBI publicado na quarta-feira pelo jornal The New York Times.

Lauro Jardim: O contracheque de Bolsonaro. Jair Bolsonaro emulou na eleição o discurso de Fernando Collor contra os marajás, mas o contracheque dele será um dos mais gordos da Esplanada: R$ 60.236,15. A cifra chega a tanto porque, a partir de janeiro, Bolsonaro estará apto a se aposentar pelo antigo Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e poderá receber da Câmara R$ 29.301,45 mensais. O salário de presidente são R$ 30.934,70. O mecanismo que corta o salário quando se ultrapassa o teto constitucional de R$ 33,7 mil não atinge aposentados pelo IPC. E há ainda o salário de capitão reformado. Procurado, Bolsonaro não o informou.

Editorial1: É uma farsa o objetivo do Escola Sem Partido. Em vez de ‘neutralidade’, o que se deve buscar é o pluralismo, que incentiva o aprendizado crítico.

Editorial2: Troca de voto por água expõe inaceitável uso político da Cedae. Operação da PF revelou que deputados desviavam carros-pipa para seus redutos eleitorais.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Com disputa entre China e EUA, exportação é a maior em 5 anos. Impulsionadas principalmente pela soja, vendas brasileiras devem fechar ano acima de US$ 230 bilhões. As vendas de produtos nacionais para o exterior devem fechar o ano com o melhor resultado desde 2013. Até outubro, as exportações somaram US$ 199,1 bilhões e, se mantido o ritmo, a expectativa é de que alcancem patamar acima de US$ 230 bilhões. O resultado é impulsionado pela guerra comercial travada entre os Estados Unidos e a China, que mudou o fluxo de comércio e alavancou as exportações de soja para o país asiático.

Mourão pode ficar com parte das atribuições da Casa Civil. A nova estrutura do Palácio do Planalto, que está sendo desenhada pela equipe de Jair Bolsonaro, prevê que a Casa Civil deixe de coordenar os ministérios. Esse trabalho passaria a ser feito pelo vice, general Hamilton Mourão. A ideia é liberar o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para a articulação política com o Congresso. Hoje, essa função é da Secretaria de Governo, que será extinta.

Ensino particular vive ebulição. Colégios tradicionais de São Paulo adaptam currículos, aumentam a carga horária e investem em novas tecnologias para enfrentar a competição com novas escolas de elite. Alunos do Santa Maria, Leonardo e Vitor Miguel, filhos da empresária Luana Silva, devem começar a ter aulas em período integral em 2019.

Barba e Cabelo. Barbeiro de Lula na prisão esconde ‘missão’ até da família. Desde maio, Eliseu Clemente foi 12 vezes à sede da PF em Curitiba com uma missão secreta (que escondeu até da família): cortar cabelo e barba do ex-presidente Lula. “Ele fica de frente para a TV e vou fazendo o serviço”, conta o barbeiro, que diz “sentir pena” do petista.

Submarino argentino com 44 a bordo é achado após um ano. O submarino argentino ARA San Juan foi encontrado anteontem, um ano e um dia depois de desaparecer com 44 pessoas abordo. O equipamento foi localizado a 800 metros de profundidade e a 600 km da costa, dentro da área de buscas. O governo avalia se fará operação de retirada.

Mercado de carro compartilhado atrai montadoras. Com 230 mil usuários cadastrados e 8 mil veículos, o mercado de carros compartilhados começa a atrair o interesse das montadoras, que testam modelos do serviço no País.

HSBC busca executivos para sua volta ao País.

Novatos, deputados do PSL terão aulas.

Robô aumenta adesão a cirurgia de próstata.

Eliane Cantanhêde: Esquerda e direita veem o fim do mundo, mas o Brasil precisa mesmo de pés no chão.

Lourival Sant’Anna: Antiglobalistas apontam ameaça na livre circulação de pessoas e ideias.

Editorial1: Questão de moralidade. Como entidades privadas, os partidos políticos deveriam ser custeados por recursos de seus quadros e por doações de simpatizantes

Editorial2: A economia paulista. Embora contínua, a retomada ainda é insuficiente para compensar as perdas registradas pela economia paulista

Editorial3: O custo de cada voto. A 1ª grande eleição nacional sem financiamento de empresas mostrou que é possível atrair muitos votos sem precisar gastar muito dinheiro.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Futura ministra deu incentivo à JBS, com quem fez negócio. Tereza Cristina, indicada de Bolsonaro para a Agricultura, aparece em documentos de delação sobre corrupção em MS. A futura ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, Tereza Cristina (DEM-MS), concedeu incentivos fiscais à JBS na mesma época em que manteve negócios com a empresa. A deputada arrendava propriedade aos irmãos Batista enquanto era a secretária de estado que cuidava do agronegócio em Mato Grosso do Sul. Documentos assinados por Tereza foram entregues em acordo de delação da empresa homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Eles fazem referência à concessão ao grupo de incentivos fiscais do estado, objeto de propina em 2013 durante o governo de André Puccinelli (MDB-MS), preso em julho por corrupção. Pouco antes, em 2011 e 2012, Tereza fez o negócio particular com os Batista, arrendamento de fazenda em Terenos (MS) para criação de gado. A parceria foi tumultuada, e a JBS hoje cobra R$ 14 milhões na Justiça. Segundo o advogado de Tereza, não há relação entre os fatos. A JBS preferiu não se manifestar.

Após 1 ano, empresa encontra submarino na costa argentina. O submarino ARA San Juan, desaparecido em novembro de 2017 com 44 tripulantes, foi achado em Chubut, na Patagônia. O governo já sofre pressão para descobrir o que houve e resgatar os corpos, mas o ministro da Defesa disse que o país não tem meios para fazê-lo.

Projeto de lei de autonomia do BC limita direção e suas ações. Texto discutido na Câmara com a equipe de Jair Bolsonaro sujeita banco a conselho com pessoas estranhas à equipe econômica e restringe sua capacidade financeira. Nos EUA e na Europa, órgãos são mais autônomos.

Cidade na Bahia teme ficar a 45 km do médico mais próximo. A 155 km de Salvador, Anguera é uma das 11 cidades baianas que ficarão sem médicos nas unidades básicas de saúde com o fim de contrato entre Cuba e Brasil. Crise do Mais Médicos preocupa seus 10 mil habitantes.

População de rua e déficit habitacional desafiam governo. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, terá que enfrentar déficit habitacional crescente, agravado pela crise, além de expansão da população de rua e de ocupações. Seu plano de governo, que não tem propostas para a área, fala em tipificar invasões como terrorismo.

Marcos Lisboa: 0 Brasil parece ter se tornado esquina da Barata Ribeiro. O carioca diverte os amigos com frases descabidas e teses provocadoras. Esperava-se, porém, que o destempero ficasse restrito aos botequins. Parece que alguns continuam em campanha.

Mercado Aberto: Quase metade do valor da conta de luz é imposto.

Editorial1: Buracos nos estados. Relatório mostra que finanças das unidades da Federação voltaram a se deteriorar.

Editorial2: Menos médicos. Milhares, talvez milhões de brasileiros podem perder assistência sanitária.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.