Distensão necessária

Sérgio Botêlho Enquanto uma parte da turma continua insistindo em não descer do palanque, e segue apregoando as teses mais sombrias do mundo, crescem ações vindas de outra turma,

Sérgio Botêlho

Enquanto uma parte da turma continua insistindo em não descer do palanque, e segue apregoando as teses mais sombrias do mundo, crescem ações vindas de outra turma, a do “deixa disso”, pensando em construir um ambiente menos tenso para o futuro governo.
Nesse ambiente menos tenso, a principal característica, até por falta de espaço no país a peripécias autoritárias, é de fundamental importância definir que estratégias econômicas serão postas em prática pelo governo a assumir a partir de 1º de janeiro.
Sabe-se não muito a esse respeito, a não ser de que existe uma forte tendência de que a nova gestão caminhe pela trilha do liberalismo econômico. Mas, em que medida esse liberalismo acontecerá, ainda reinam fortes dúvidas.
Para contribuir com o desanuviamento desse quadro, ainda, de incertezas da gestão econômica, em torno de 100 economistas concluíram um estudo, apresentado à Academia, nesta segunda-feira, 12, e ser encaminhado à equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro.
De sua parte, o chefe dessa equipe econômica, o economista Paulo Guedes, conseguiu atrair, também nesta segunda-feira, 12, para suas fileiras, o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, Joaquim Levy, que vai comandar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES.
Pela categoria do escolhido para a função, percebe-se que Paulo Guedes intenciona continuar dando condições estratégicas ao banco de fomento brasileiro, certamente naquilo que o BNDES tem de mais significativo, que é financiar o empreendedorismo nacional.
Resta torcer para que os atuais desencontros entre o futuro governo e o Congresso Nacional sejam superados, já que é na democracia que vamos continuar vivendo, e, nela, o parlamento é um dos três poderes da República, vital para o sucesso de qualquer gestão federal.
É se convencerem, os líderes do lado vitorioso, de que é condição própria da política, especialmente aos vencedores (entre eles, os parlamentares), aspirar à participação no governo.
Desfeitos os mal-entendidos e superada essa possível incompreensão, estarão fortalecidas as condições de governabilidade, essencial para o sucesso da futura administração.
Da parte de nós outros cresce a torcida para que tudo dê certo, e o país possa viver novo ciclo de desenvolvimento. Afinal de contas, se as coisas não derem certo, todos serão prejudicados.

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