Delações, violência e saúde são os temas em destaque nas manchetes de jornais

Delações, violência e saúde são os temas em destaque nas manchetes de jornais. Alto empresário fluminense revela caixinha a políticos; greve de caminhoneiros elevou valores do frete; doenças crônicas matam mais no Brasil.

_SINOPSE DE 25 DE AGOSTO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: ‘Rei dos ônibus’ assume caixinha a políticos. Pela primeira vez, empresário reconhece ter feito pagamentos a agentes públicos do Rio. O empresário Jacob Barata Filho, conhecido como o “Rei dos ônibus”, revelou, pela primeira vez, o pagamento de caixa dois feito por donos de empresas de transportes a políticos do Rio. Em depoimento à Justiça Federal, ele disse que a prática, chamada pelos cariocas de “caixinha da Fetranspor”, começou há 20 anos e chegava a R$ 6 milhões mensais. Entre os beneficiados citados por ele estariam Jorge Picciani, presidente afastado da Alerj, e Paulo Melo, ex-presidente da Casa, que negam. Embora o empresário tenha evitado a palavra propina, o Ministério Público Federal afirma que os pagamentos eram realizados, inclusive, em anos não eleitorais.

Refugiados: Êxodo de venezuelanos é comparável à crise migratória do Mediterrâneo, diz ONU.

Carla Rocha: A maior lenda urbana da política do Rio.

Secretário: sair da recuperação fiscal ‘seria catastrófico’. Para o secretário estadual de Fazenda, Luiz Cláudio Gomes,”seria catastrófico” para o Rio ser excluído do Regime de Recuperação Fiscal, por conta do aumento de 5% para servidores de Judiciário, Ministério Público e Defensoria. Gomes estima que o estado poderia ficar sem pagar a funcionários por até seis meses.

Malan vê país sob risco de messianismo e de voluntarismo. O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan acredita que o Brasil vive novo ponto de inflexão,como em 2002-2003,sob risco de messianismo e de voluntarismo.

Letalidade pode aumentar, alerta ministro da Defesa. General Silva e Luna diz que mortes no Rio podem crescer devido a confronto de traficantes e a uma polícia disposta a enfrentar o crime.

Militares combatem violência sozinhos, diz Villas Bôas. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas,disse que os militares estão isolados no combate à violência no Rio.

Energia para o crime. As tomadas de três pinos do tráfico. Traficantes da comunidade Belém, em Angra dos Reis, obrigaram a empresa de energia a instalar tomadas e interruptores em postes para que possam recarregar radiotransmissores e celulares e deixar ruas às escuras.A Enel confirma que técnicos fizeram a instalação sob ameaça. Guerra de facções levou o prefeito a decretar calamidade pública na segurança.

Funaro: Cunha repassava propina a Temer desde 2003. Segundo operador financeiro, valores eram entregues em São Paulo; assessoria de presidente chama acusador de “mentiroso”.

Bolsonaro avança sobre redutos eleitorais tradicionais do PSDB. Candidato do PSL supera Alckmin até em São Paulo e está à frente em seis dos dez estados onde Aécio Neves teve mais votos no primeiro turno em 2014.

Análise: Deputado reúne núcleo do antipetismo, mas voto útil deve ser obstáculo. Um detalhamento, ainda inédito, dos índices de rejeição na primeira pesquisa Ibope da eleição deste ano comprova numericamente que Jair Bolsonaro aglutina hoje o núcleo do antipetismo e também boa parte dos eleitores incomodados com políticos tradicionais. Ao mesmo tempo, mostra que o capitão reformado deve enfrentar problemas quando o eleitorado pensar no chamado “voto útil” —situação em que o eleitor abre mão de escolher o nome de sua preferência para optar por outro com mais chance de derrotar o candidato que considera pior.

Merval Pereira: Obstáculos no Nordeste. A partir das eleições de 2006, o Nordeste passou a ser um reduto eleitoral petista. Foram seis turnos de vitórias avassaladoras. Em trabalho recente, o cientista político e professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Jairo Nicolau analisa fatores que podem afetar a intensidade da transferência de votos no principal reduto petista, sem a presença de Lula nas campanhas e, sobretudo, na urna eletrônica.

MPE pede impugnação de 310 candidatos no país. Entre eles estão o ex-presidente Lula, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho e o senador Lindbergh Farias. Para o Ministério Público Eleitoral, maioria dos casos se enquadra na Lei da Ficha Limpa; outro motivo é a rejeição de contas.

Miriam Leitão: PSL: contradições entre Guedes e Bolsonaro persistem.

Editorial1: Embate é essencial entre liberais e conservadores. Há uma rarefeita oposição à onda de conservadorismo que se espraia na campanha eleitoral.

Editorial2: Portugal e Grécia encontram rota alternativa ao nacional-populismo. Países concluem programa de assistência financeira e abrem via para crescimento sustentável.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Após greve, frete ficou 12% mais caro, diz indústria. Gastos subiram depois da adoção da tabela de frete, na negociação que encerrou a paralisação dos caminhoneiros. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 688 empresas mostra que os gastos com transporte rodoviário subiram 12% após o governo adotar a tabela de preços do frete como parte do pacote de medidas que encerrou a paralisação de 11 dias dos caminhoneiros, em maio. Além de pagar mais caro pelo transporte, a indústria registra aumento do custo da matéria-prima. Por conta do tabelamento, os insumos estão em média 7% mais caros. Se a constitucionalidade do tabelamento for confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), numa discussão que será retomada segunda- feira, 60,5% das empresas pretendem adotar um plano alternativo. A opção preferida por 37,3% delas é transferir a responsabilidade do transporte para o comprador. E 17,5% dizem que podem suspender ou reduzir a venda de produtos para determinadas rotas ou regiões.

Caminhoneiro quer fiscalização. Lideranças dos caminhoneiros cobram fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que os preços mínimos sejam respeitados. Agência tem apenas 500 fiscais para cobrir 1,7 milhão de km de rodovias.

Tema nacional, ironia e ataque marcam o 2º debate em SP. O segundo debate na TV entre os candidatos ao governo de SP, na RedeTV!, foi influenciado pela disputa nacional e marcado por ironias e embates. Os temas do Estado, em diversos momentos, deram espaço a trocas de acusações. João Doria (PSDB) e Luiz Marinho (PT) protagonizaram os confrontos mais duros da noite. Doria acusou o PT de “destruir, roubar e mentir”. Em direito de resposta, Marinho afirmou que o adversário “traiu o povo” ao deixar a Prefeitura.

Juíza condena João Doria. Candidato do PSDB foi condenado por improbidade administrativa pelo uso do slogan Cidade Linda para promoção pessoal na Prefeitura. Doria nega irregularidade e diz que vai recorrer.

Coluna do Estadão: Temer quer atuar como parecerista após governo. O presidente Michel Temer confidenciou a interlocutores mais próximos que, após deixar o governo, vai trabalhar como advogado na banca de algum de seus muitos amigos. A quatro meses do fim do mandato, contou que pretende atuar elaborando pareceres, aproveitando-se da sua notoriedade como constitucionalista. Não vai se afastar da vida política. Já sinalizou que reassumirá a presidência do MDB, da qual está licenciado. No comando do maior partido do País, quer manter protagonismo, inclusive no diálogo com o seu sucessor, seja ele quem for.

Alas tentam influir na campanha de Bolsonaro. Uma disputa pelos rumos da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) divide o estafe do candidato e provoca tensão nos bastidores, além de recuos públicos. Comparecimento a debates e escolha do vice da chapa foram alguns dos temas que opuseram os dois grupos.

‘Estamos num curso insustentável’, diz Pedro Malan. O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan diz estar preocupado com o rumo do País. “Estamos num curso insustentável”, afirma. Na próxima semana, ele lança o livro Uma certa ideia de Brasil: Entre passado e futuro, que reúne colunas publicadas no Estado.

Chavismo usou câmbio negro para desviar US$ 1,2 bilhão. Documentos do Departamento de Justiça dos EUA mostram que enteados do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e funcionários de alto escalão da PDVSA são suspeitos de integrar esquema de lavagem de dinheiro que chegou a movimentar US$ 1,2 bilhão num banco suíço. O grupo utilizava o mercado negro do câmbio venezuelano e a estatal petrolífera.

Êxodo venezuelano. Milhares de venezuelanos entram diariamente no Equador para chegar ao Peru antes que comece a exigência de passaporte.

Caixa reduz juros para imóveis. Para financiamento com recursos da caderneta de poupança, a taxa mínima caiu de 9% para 8,75%. Banco também elevou cota para compra de imóveis usados.

TRE-BA concede direito de resposta a Jacques Wagner contra o MBL. Kim Kataguiri e Fernando Bispo difundiram notícias falsas sobre o petista, segundo a avaliação da Justiça Eleitoral.

Eleições 2018. Disputa nacional contamina o 2º debate entre candidatos ao governo de SP. Doria (PSDB) e Marinho (PT) protagonizam confrontos e citam presidenciáveis.

Marinho acusa Doria de ‘propaganda com mulheres nuas’.

Coluna do Estadão: TSE nega pedido de Lula para garantir cobertura jornalística na TV.

Salários de magistrados. Por reajuste, ministros do STF apostam em fim do auxílio-moradia.

Exército no RJ. Militar parece ser o único a engajar-se na intervenção no Rio, diz general.

Ministro do STF Mudar jurisprudência ’em função do réu’ é ‘Estado de compadrio’, diz Barroso.

Editorial1: O Brasil no clube dos frágeis. Candidatos com algum bom senso e uma visão menos provinciana deveriam esforçar-se para tranquilizar os mercados e atenuar a turbulência cambial.

Editorial2: Muros permeáveis. Foi um erro ter recolhido Lula da Silva, em caráter de exceção, à sede da PF em Curitiba.

Editorial3: As pressões por verbas. Duas semanas depois de o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ter divulgado que poderá suspender os investimentos em pesquisa, caso não receba em 2019 os recursos orçamentários que pediu ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que, se não obtiver as verbas que solicitou, ficará sem condições de promover o Censo Demográfico de 2020.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Cresce taxa de morte por doenças crônicas no país. Levantamento mostra que índice, em queda até 2015, inverteu rumo em 2016. Um levantamento do Ministério da Saúde mostra altana taxa de mortalidade geral e prematura no Brasil causadas pelas principais doenças crônicas não transmissíveis. Em 2016, doenças cardio-vasculares, câncer, diabetes e enfermidades respiratórias responderam por 421 mortes a cada 100 mil habitantes.

O quadro preocupa especialistas. “O Brasil estava sempre com queda. E entre 2015 e 2016 vimos estabilidade e risco de aumento”, diz a professora da UFMG Deborah Malta, coordenadora do estudo Carga Global de Doenças. Para o governo, é cedo para verificar com clareza mudança de tendência.

Petistas têm maior isolamento nos estados em 20 anos. O PT chega às eleições com o maior nível de isolamento nos estados desde 1998. A sigla terá 16 candidatos a governador, cinco sem nenhum aliado e cinco com apoio só do PC do B. Serão 3,7 partidos aliados para cada candidato a governador — em 2014, a média era de 6.

Doria tem direitos políticos suspensos, mas pode concorrer.

Congressistas refinanciam dívidas e dão calote no Refis. Após aprovarem a última versão do Refis, programa que refinancia dívidas tributárias, deputados e senadores aderiram a ele, obtiveram benefícios e, em seguida, deram calote na Receita. Dos 81 beneficiados, ao menos 25 tinham prestações atrasadas em 23 de julho. As dívidas contrastam com os salários altos dos congressistas.

Painel: Sem debates, Bolsonaro corre risco de não ter palanque para responder ataques.

Bolsonaro pede direito de resposta e exclusão de reportagens da Folha sobre assessora ao TSE.

Ex-ministro, Malan afirma que faltou generosidade a Lula. Ministro da Fazenda no governo FHC (1995-2002), Pedro Malan diz que os avanços do Brasil não começaram com Lula no poder, como o ex-presidente apregoa. “Faltou generosidade de não tratar como se tudo tivesse começado do zero em 2003.”

Exército diz que é único engajado na segurança do Rio. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, aproveitou discurso sobre o Dia do Soldado para criticar a atuação de políticos na segurança. Em cerimônia, sua mensagem dizia que apenas os militares têm se dedicado a resolver os problemas do Rio de Janeiro.

EUA dificultam a regularização de imigrantes. Imigrantes que receberam ordem de remoção dos Estados Unidos relatam terem sido detidos enquanto baseavam regularizar o status no país, depois de casarem com americanos. Segundo especialistas, a ação, que reúne esforços de agências, não pode ser considerada irregular.Em debate, candidatos ao governo de SP defendem padrinhos. Em momentos de maior conflito, João Doria (PSDB) e Luiz Marinho (PT) atacaram partido do adversário.

Alckmin quer aproveitar TV para dosar feitos em SP.

Kátia Abreu vira uma espécie de José Alencar de Ciro.

Marina Silva não invadiu fazenda, como sugere viral enganoso de redes sociais. Imagem é, na verdade, de ato contra desmatamento na Fazenda Bordon, em Xapuri (AC), em 1986.

Em fazenda de Goiás, Marina Silva acena ao agronegócio e critica lei do agrotóxico.

Ex-presidente Lula quer votar nas eleições, afirma Gleisi Hoffmann.

Exército monta bases para evitar garimpo em terra ianomâmi em RR.

Procuradoria Eleitoral diz que TRE-MG deve considerar Dilma elegível. Petista tem candidatura ao Senado contestada devido ao processo de impeachment em 2016.

Editorial1: O cerco a Trump. Novo escândalo envolvendo o presidente dos EUA reaviva debate sobre impeachment.

Editorial2: Rio pródigo. Decisão da Alerj pode levar o estado a ser excluído do regime de recuperação fiscal.

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