Delações, eleições 2018 e Lava Jato são os destaques das manchetes dos jornais

Delações, eleições 2018 e Lava Jato são os destaques das manchetes dos jornais. Delator agora diz que Beltrame recebia mesada; presidenciais defensores do liberalismo procuram evangélicos; presos da Lava-Jato

Delações, eleições 2018 e Lava Jato são os destaques das manchetes dos jornais.

Delator agora diz que Beltrame recebia mesada; presidenciais defensores do liberalismo procuram evangélicos; presos da Lava-Jato não pagam ressarcimentos.

SINOPSE DE 29 DE ABRIL DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Beltrame recebeu por mês R$ 30 mil, afirma delator. Ex-secretário de Segurança nega propina: ‘Ele terá de provar’. Segundo Carlos Miranda, principal operador do esquema de corrupção fluminense, valores teriam sido pagos em espécie entre 2007 e 2014 por ex-assessor de Sérgio Cabral. Em delação homologada pelo STF, Carlos Miranda, principal operador do esquema de corrupção de Sérgio Cabral, afirma que o ex-secretário de Segurança José Mariano Beltrame recebeu do grupo mesada de R$ 30 mil entre 2007 e 2014, quando chefiava o combate ao crime no Rio. Os valores teriam sido entregues em espécie à mulher de Beltrame, Rita Paes, pelo empresário Paulo Fernando Magalhães Pinto, exassessor de Cabral e dono do imóvel onde a família do ex-secretário morava. “Não recebi recurso algum. Ele terá de provar”, rebateu Beltrame, que é delegado da Polícia Federal/

Ouro de Cabral repatriado. Ministério Público vai arcar com os custos para trazer ouro e diamantes de Sérgio Cabral que estão na Suíça, avaliados em R$ 9,6 milhões/

PSDB pagou dívida no exterior, diz ex-deputado. Ronaldo Cezar Coelho afirma que recebeu 6,5 milhões de euros na Suíça/

Consulta no Rio demora até 681 dias. A Região Metropolitana do Rio tem 230 mil pessoas à espera de consultas, exames ou cirurgias de baixa complexidade, segundo dados oficiais. A maior parte está na capital: 214 mil, alta de 60% desde o fim de 2016. Uma consulta oftalmológica pode demorar 681 dias/

Sem parâmetros para mala de mão. Um ano após as mudanças na franquia de bagagem, inspeção no Galeão detecta problemas nos gabaritos usados pelas aéreas para definir o que pode ser levado na cabine/

Justiça não solta mães de crianças. Tribunais de Justiça vêm descumprindo determinação do STF de que presas provisórias grávidas ou com filhos menores de 12 anos devem esperar o julgamento em casa/

Segundo defensores, juízes cobram provas. TJs alegam que prisões domiciliares não podem ser dadas de forma automática/

TCU suspeita de contrato antes de votação contra Temer. Auditoria aponta infração à LRF em pagamento de R$ 300 milhões pelo governo no BRT de Salvador/

Em 4 anos, tudo mudou na política nacional. Políticos poderosos foram do céu ao inferno entre 2014 e 2018, um período divisor de águas no país/

Acampamento pró-Lula é atacado. Um homem atirou contra apoiadores do ex-presidente Lula em acampamento em Curitiba, na madrugada de ontem. Uma das duas pessoas atingidas está na UTI/

Merval Pereira: Ataque a petistas não é aceitável na democracia. Num momento em que o país vive crises múltiplas, sendo a moral a geradora das demais, a radicalização do debate político chega ao limite quando grupos rivais são atacados a bala, como aconteceu no acampamento dos militantes petistas em Curitiba/

Bernardo Mello Franco: Letargia do TSE e do MP dá sobrevida a Pezão. O governador Luiz Fernando Pezão foi fritado pela Lava-Jato, esconjurado pelos servidores e humilhado pela intervenção federal. Sua situação ainda poderia ser muito pior. Ele sobrevive no cargo graças à letargia do Ministério Público e do Tribunal Superior Eleitoral/

Elio Gaspari: Delação de Palocci pode mostrar novas conexões. Antonio Palocci chegou ao Ministério da Fazenda em 2003 antecedido por denúncias de malfeitorias praticadas quando era prefeito de Ribeirão Preto (SP), mas foi protegido pela simpatia do andar de cima, sobretudo da banca. Uma das maracutaias envolvia uma licitação de R$ 1,2 milhão para a compra de cestas básicas, grosseiramente manipulada para favorecer empresas amigas/

Ascânio Seleme: Em Brasília, mudar de lado não causa assombro. Na atual legislatura, um quarto dos deputados mudaram de lado. Seria inacreditável se não fosse num mundo de fantasia. Significa absoluta falta de identidade política. Tem um deputado, sua excelência Sérgio Brito, da Bahia, que trocou de partido oito vezes ao longo de seus cinco mandatos. Gente do DEM conseguiu abrigo no PT, gente do PT migrou para o PMDB, e em Brasília isso não parece estranho a ninguém/

Lauro Jardim: Mensaleiros dão calote nas multas do STF. Luís Roberto Barroso decidiu verificar como andava o pagamento das multas aplicadas aos mensaleiros condenados pelo STF. Descobriu que tem gente sem pagar os débitos há mais de dois anos. O ex-deputado Pedro Henry, por exemplo, pagou apenas a primeira das 24 parcelas. Quitou míseros 4,5% do débito. Estão em situações semelhantes Rogério Lanza e Romeu Ferreira Queiroz. As dívidas dos três, somadas, chegam a quase R$ 9 milhões/

Míriam Leitão: Prisões ajudam a mostrar as urgências do Brasil. E é o outro que não se vê no Brasil conflagrado como está, mas, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi, aposta numa solução que venha pela urgência do momento: “Estamos numa crise tão aguda e tão intensa que as respostas virão. Um filósofo, citando um poeta alemão, dizia que onde há perigo cresce também o socorro”/

Editorial1: A reforma para melhorar o gasto público. Entre isenções tributárias e incentivos fiscais, o Estado gasta mais de 4% do PIB, sem que haja o cuidado de se avaliar o resultado dessas transferências/

Editorial2: Reduzir violência é desafio para candidatos ao Planalto. Os quatro pré-candidatos à Presidência mais bem colocados na última pesquisa Datafolha — Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) — apresentaram, em reportagem publicada na última segunda-feira, no GLOBO, propostas para o enfrentamento da violência. Divergências à parte, eles concordam que o combate à criminalidade passa pela integração entre as diversas forças de segurança e por um maior controle das fronteiras, com o uso de inteligência e tecnologia.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Candidatos liberais à Presidência disputam eleitorado evangélico. Com 1% nas pesquisas, Meirelles, Maia e Flávio Rocha miram 39,5 milhões de votos. Pré-candidatos liberais à Presidência e empacados nas pesquisas de intenção de voto, com 1% cada um, Henrique Meirelles (MDB), Flávio Rocha (PRB) e Rodrigo Maia (DEM) disputam o apoio de lideranças evangélicas para tentar alavancar suas candidaturas. Os evangélicos somam 39,5 milhões de eleitores, ou 27% – e, segundo analistas, têm cada vez mais protagonismo na política e querem a sua pauta na agenda eleitoral. Dos três, Rocha é o que mais tem identificação com esse público: o pastor Marcos Pereira, presidente do PRB e uma das principais lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus, está na coordenação de sua campanha. O contraponto é o empresário João Amoêdo, do Novo, que diz não privilegiar um setor. Em situação mais confortável nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL) também disputa o voto dos neopentecostais/

Gasto com pessoal anula alta da receita de Estados. Gasto com pessoal, incluindo Previdência, foi 5,3% maior em 2017 nos Estados, ante 2016. Só com aposentados, o gasto saltou 8,5%. Rio, DF e mais cinco Estados estão em pior situação/

Embrapa perde espaço na pesquisa para agronegócio. Ao comemorar 45 anos, a Embrapa perde espaço no desenvolvimento do agronegócio. Produtores rurais relatam distanciamento entre os estudos da entidade e as necessidades do campo/

Médico ‘paraguaio’ se estabelece no País. Em dois anos, a validação de diplomas de brasileiros formados em Medicina no Paraguai foi de 209 para 530, informa Fernanda Simas, enviada especial/

Ataque a tiros fere 2 em acampamento pró-Lula/

‘Fiscal se resolve com crescimento’. Integrante da equipe que está preparando o plano de governo do PT, o economista Marcio Pochmann afirma que a questão fiscal do País se resolve com a volta do crescimento/

Coluna do Estadão: Alckmin elabora plano para região Nordeste. Preocupado com seu desempenho no Nordeste, que tem 26,3% do eleitorado, Geraldo Alckmin (PSDB) começou a elaborar um plano de governo para a região. Sua equipe busca novidades para apresentar ao eleitor nordestino, que demonstra preferência por Lula (PT), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). A proposta do tucano será crítica à política desenvolvimentista da Sudene, focada na atração da indústria por meio de incentivo fiscal. Sobre a transposição do Rio São Francisco, obra associada ao PT, Alckmin dirá que ela sozinha não resolve/

Pré-campanha de Bolsonaro se volta para o segmento. Pré-candidato do PSL intensifica agenda em eventos religiosos ao mesmo tempo em que defende que todo cidadão deve andar armado/

Eliane Cantanhêde: Suspense: só com o acórdão ficará claro até onde a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal quer chegar/

Editorial1: A hora da conciliação. As manifestações políticas nas ruas são hoje marcadas pelo discurso do ódio, seja por parte de quem se manifesta, seja por parte de quem a elas se opõe/

Editorial2: A academia dominada. A doutrinação ideológica é um atentado à academia, que se vê despojada da verdade em ambiente de liberdade/

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Reparação de danos é trava para presos da Lava Jato. Falta de devolução de verba pública evita que condenado seja beneficiado com progressão do regime de prisão. O pagamento das reparações de danos tem travado a concessão de benefícios de progressão de regime a condenados na Lava Jato. A Justiça e o Ministério Público têm rejeitado pedidos dos réus para ir, por exemplo, do regime fechado para o semiaberto, se não forem quitadas obrigações fixadas na condenação. A reparação de danos é uma espécie de indenização pelo crime, com a devolução da verba desviada. Você só pode ser beneficiado se reparar o dano que dizem ter causado. E como, se todos os seus bens estão bloqueados?”, disse o ex-ministro José Dirceu à Folha em entrevista no dia 18. Ele está prestes a voltar à cadeia após o fim de seus recursos contra a condenação em segunda instância. O ex-deputado Luiz Argolo, detido há mais de três anos, não está no semiaberto apenas porque não reparou danos de R$ 1,3 milhão. A promotora Marla Lurdes Blanchet, que atua na execução penal de presos da Lava Jato, afirma que a venda de bens bloqueados pode ser realizada por leilão antecipado, mas isso não ocorre porque os condenados tentam “salvar o patrimônio de qualquer forma”. Nesse leilão, se a condenação é revertida em cortes superiores, o réu recebe o dinheiro de volta/

Cúpula do PSDB evita falar em expulsão de Aécio Neves. Réu no Supremo Tribunal Federal, o senador Aécio Neves (MG) ainda conta com o apoio do PSDB. Em enquete da Folha, membros da Executiva do partido afirmaram não ver motivos para a expulsão do parlamentar e disseram que a decisão sobre uma eventual candidatura cabe apenas a ele e ao diretório estadual/

Blairo Maggi: Por que não concordamos com a União Europeia. Defendemos a abertura de um painel na Organização Mundial do Comércio contra as barreiras impostas pela União Europeia ao frango brasileiro/

Juiz do TRF-1 diz que Moro promove descumprimento de decisão da corte. Manifestação reage a despacho de Moro que manda continuar extradição suspensa pelo tribunal/

Acampamento pró-Lula em Curitiba sofre ataque a tiros. Duas pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros contra o acampamento de apoiadores do ex-presidente Lula, em Curitiba, na madrugada de ontem. Um dos atingidos levou um tiro no pescoço. O acampamento fica a menos de 1 km da sede da Polícia Federal, onde Lula está preso. A polícia investiga o caso/

Empresário de João Gilberto atuou na USP pela ditadura. Krikor Tcherkesian foi empresário de João Gilberto por quase 20 anos. Sua vida tem um lado B: nos anos 1970, foi chefe do serviço de informação da ditadura militar na USP, relata Marco Rodrigo Almeida. “Eu atendia às necessidades da ordem. Estava ligado em tudo, tudo o que ocorria na USP.”/

Estado menos desigual do país, SC cresce e cria vagas. Em meio à crise no mercado de trabalho, Santa Catarina é exceção. A economia diversificada cria vagas e atrai investimentos em tecnologia. O estado tem o menor desemprego do Brasil (6,3%)/

Foto-legenda : Jovens refugiados sonham com recomeço em SP. Angolana de 17 anos, que chegou ao Brasil em 2017, vive com seu bebê em abrigo da zona leste; menores de idade recebem apoio para se adaptar ao país em nove locais da cidade/

Mônica Bergamo: Para caco Barcellos, a violência é contra pobre, não bandido/

Drauzio Varella: Troca-troca torna inviável a política pública de saúde. Se é chocante ver um ministro da Fazenda executar políticas desastrosas ou um ministro da Agricultura ignorante, assistir à nomeação de homens despreparados para a Saúde e a Educação deveria nos revoltar/

Jânio de Freitas: Acordo e desacordo, suspeitos os dois. Motivo de serem as “revelações” de Palocci rejeitadas pela Lava Jato e validadas pela PF é obscuro/

Editorial1: A saúde do SUS. Gasto público brasileiro com saúde está bem distante dos padrões de países ricos/

Editorial2: Nossa língua. Padronização do português não contém variantes que nos unem e separam ao mesmo tempo.

 

 

 

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