Delação premiada, governança e investigações são os destaques dos três principais jornais do país

Delação premiada, governança e investigações são os destaques dos três principais jornais do país. O Globo destaca delação de Palocci e efeitos sobre Lula; Estadão revela queda nos investimentos públicos;
Primeira Hora – Anexo 6

Delação premiada, governança e investigações são os destaques dos três principais jornais do país. O Globo destaca delação de Palocci e efeitos sobre Lula; Estadão revela queda nos investimentos públicos; Folha conta sobre indícios de lavagem de dinheiro por Temer.

SINOPSE DE 25 DE ABRIL DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Depoimentos já feitos por Palocci comprometem Lula. Delação deve ser homologada pelo juiz Moro em até duas semanas. Ex-ministro narrou participação da ex-presidente Dilma Rousseff em negócios que levaram prejuízo à Petrobras, estimado em R$ 42 bilhões pela Polícia Federal. Os fatos abordados pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci na delação premiada firmada com a Polícia Federal reconstituem o esquema de corrupção na Petrobras, as relações das empreiteiras com políticos do PT e a forma como os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff se envolveram com negócios que deram prejuízo de cerca de R$ 42 bilhões à empresa, segundo estimativa da PF. Palocci detalhou entregas de dinheiro vivo a Lula. A defesa do petista negou as acusações. Em nota, Dilma afirmou que Palocci “mente para sair da cadeia”. O juiz Sergio Moro deve homologar a delação em até duas semanas/

Merval Pereira: A hora de Palocci. A delação premiada do ex-ministro de Lula e Dilma Antonio Palocci parece ser uma bomba de efeito seletivo, e por isso os procuradores de Curitiba não a aceitaram. Mas a Polícia Federal considerou que a seleção — que, por exemplo, evita acusações a pessoas com foro privilegiado — não invalidava as outras denúncias, e agora caberá ao juiz Sergio Moro decidir se homologa ou não o depoimento/

Crise obriga famílias a morarem juntas. Desemprego elevado força mudanças nas condições de moradia da população, diz IBGE. A crise econômica e o desemprego elevado levaram ao crescimento, no ano passado, de lares com mais de um morador, interrompendo o avanço do número de domicílios com um único habitante que se verificava desde o fim da década passada. Filhos adultos estão tendo que voltar para a casa dos pais. Seis milhões de brasileiros passaram a morar de favor, e houve redução de domicílios onde o morador é proprietário. Na cidade do Rio, essa queda foi de 9%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad) do IBGE, que revela ainda o crescimento de 19% no número de idosos no país nos últimos cinco anos. População com 60 anos ou mais chegou a 30,2 milhões em 2017/

Lançado pacote para baixar juros do cartão. Em mais uma tentativa de baixar os juros para o consumidor, num momento em que o crédito dá sinais de recuperação, o Conselho Monetário Nacional anunciou medidas como a proibição de que os bancos cobrem taxas maiores de clientes inadimplentes no cartão de crédito. Também acabou com a exigência de pagamento mínimo de 15% da fatura mensal/

Vírus da zika destrói tumor. Pesquisadores brasileiros descobriram que o vírus da zika tem a capacidade de atacar tumor cerebral. A experiência foi realizada em camundongos, e em alguns casos houve remissão total do câncer. O próximo passo é fazer os testes com humanos/

STJ cria regra para remédios do SUS. O STJ definiu os critérios que a Justiça deve seguir para fornecer remédios não oferecidos pelo SUS. O paciente precisa de um laudo médico e de um comprovante de que não pode pagar pelo medicamento, que, por sua vez, deve ter registro na Anvisa/

Editorial: A colaboração que Palocci pode dar. Acordo de delação do ex-ministro com a PF, caso homologado, aumentará o trabalho dos advogados de Lula, já assoberbados

Editorial2: Milícias se tornaram conglomerados do crime. Quadrilhas se associaram ao tráfico para explorar serviços básicos em comunidades do estado. Por isso, combate a esses grupos não pode ter trégua.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Investimento público atinge o menor nível em 5 décadas. Os R$ 76,9 bilhões aplicados pelos governos em 2017 não cobriram sequer a depreciação dos ativos públicos. União, Estados e municípios investiram o equivalente a 1,17% do Produto Interno Bruto (PIB) – o menor nível em quase 50 anos. A situação é tão grave que, em 2017, o dinheiro aplicado pelos três níveis de governo não foi suficiente sequer para garantir a conservação de equipamentos públicos, como estradas e prédios, informa Adriana Fernandes. Dados fiscais recém-divulgados pelo Tesouro mostram que os R$ 76,9 bilhões aplicados pelo setor público no ano passado não cobriram a depreciação (perda de valor) dos ativos públicos, provocando um “desinvestimento” de R$ 36,5 bilhões. O fenômeno já aparece nas contas de 2016, mas se agravou em 2017. A série histórica dos investimentos elaborada pelos economistas Rodrigo Orair e Sergio Gobetti, do Ipea, indica que, antes de 2017, os anos de menor investimento público foram 1999 e 2003 (cerca de 1,5% do PIB)/

Governo vai assumir calote da Venezuela. Michel Temer fez ontem apelo para que o Congresso aprove projeto de lei autorizando crédito suplementar de R$ 1,3 bilhão ao Orçamento para cobrir calotes em empréstimos feitos pela Venezuela e por Moçambique/

Ciro quer empresário de Minas ou SP como vice. Pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes diz que convidou Josué Gomes, presidente da Coteminas e filho de José Alencar, para a chapa e avalia ser “improvável” uma aliança com o PT agora. Ele chama a reforma trabalhista de “aberração selvagem” e, sobre a Previdência, afirma que o Brasil “não pode ter medo de se reformar”/

Vírus da zika pode eliminar tumor cerebral. Pesquisadores da USP mostram que os mesmos mecanismos que dão ao vírus da zika a capacidade de causar problemas neurológicos graves, como a microcefalia, também permitem que ele ataque células de câncer no cérebro/

MG abre impeachment contra Pimentel/

Eliane Cantanhêde: Há uma trama não só para favorecer Lula e esvaziar Moro, mas para favorecer demais peixes graúdos e esvaziar a Lava Jato/

Editorial1: Legado a ser preservado. Rejeitar o legado de reconstrução do País promovido por Michel Temer é apoiar a volta da inflação, o aumento dos juros, a diminuição dos investimentos/

Editorial2: Segurança medida em dólares. O maior fator de tranquilidade da economia é a boa evolução das contas externas.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: PF vê indícios de que Temer lavou dinheiro em imóveis. Presidente ocultou verba de propina em obras de familiares, sugere investigação. Seis meses após o início da investigação da Polícia Federal sobre a edição de decreto para o setor portuário, autoridades suspeitam que o presidente Michel Temer tenha lavado dinheiro. Verba de propina teria sido utilizada no pagamento de reformas em imóveis de familiares do emedebista. A investigação sugere que Temer recebeu, por meio do coronel João Baptista de Lima Filho, ao menos R$ 2 milhões em propina em 2014. Naquele ano, duas reformas de valor similar foram feitas na casa de uma filha do emedebista, Maristela, e da sogra, Norma Tedeschi. A origem do dinheiro das obras são, para investigadores, a JBS e uma empresa ligada à construtora Engevix. O advogado de Temer diz que os valores usados são compatíveis com os declarados à Receita Federal. A defesa do coronel Lima nega que ele tenha participado de atos ilícitos/

Palocci fecha delação com a PF após resistência da Procuradoria. O ex-ministro Antonio Palocci (PT) acertou delação com a Polícia Federal, após enfrentar resistência do Ministério Público para fechar acordo. Em 2017, ele foi condenado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção. A colaboração tem de ser homologada pela Justiça/

Pimentel terá de enfrentar processo de impeachment. A Assembleia de MG autorizou ação de impeachment contra o governador, Fernando Pimentel, sob a acusação de crime de responsabilidade por atrasar repasses constitucionais. Para o petista, a aceitação do pedido não tem sustentação jurídica/

Empresas de tecnologia poderão dar crédito no país. O Conselho Monetário Nacional aprovou regras pelas quais as finteehs (empresas de tecnologia do setor financeiro) podem fazer empréstimos sem a intermediação de um banco. O governo espera que as medidas ampliem a competição na oferta de crédito a consumidores e empresas, o que resultaria em juros menores/

Hélio Schwartsman: Alguém deveria investigar a água servida no STF. Desconfio que a água servida no Supremo Tribunal Federal possa estar contaminada por substâncias alucinógenas, tal a frequência com que ministros tomam decisões destrambelhadas/

Editorial1: A regra da incerteza. Supremo dá novo exemplo de como seus embates internos podem tumultuar casos/

Editorial2: Concessões demais. É patente que alterações em edital ocorreram para atender a pleitos de empresas de ônibus.

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