Delação, eleições 2018, Lava-Jato, finanças e gestão empresarial são os destaques das manchetes

Delação, eleições 2018, Lava-Jato, finanças e gestão empresarial são os destaques das manchetes. Palocci fecha delação com Polícia Federal; aliança entre Temer e Alckmin avança; decisão do STF sobre investigações

Delação, eleições 2018, Lava-Jato, finanças e gestão empresarial são os destaques das manchetes. Palocci fecha delação com Polícia Federal; aliança entre Temer e Alckmin avança; decisão do STF sobre investigações contra Lula provocam críticas da Lava Jato; real se desvaloriza e prejudica recuperação; empresários reclamam mas não seguem Lei Anticorrupção.

SINOPSE DE 25 DE ABRIL DE 2018  

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

 Manchete e destaques do jornal O Globo: Palocci assina acordo de delação premiada com PF. Ex-ministro já teria concluído depoimentos aos investigadores. Preso desde setembro de 2016 e condenado a 12 anos, ele pode dar novo impulso à apuração do esquema de corrupção. O ex-ministro Antonio Palocci firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Preso desde setembro de 2016, Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, já teria encerrado os depoimentos aos investigadores, segundo confirmaram ao GLOBO fontes vinculadas ao caso. Condenado a 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro, ele deve dar novo impulso à Operação Lava-Jato, apresentando provas que sustentem as acusações contidas na delação, que ainda deverá ser homologada pela Justiça. Em depoimento anterior, ele afirmou que o ex-presidente Lula e Emílio Odebrecht haviam firmado um “pacto de sangue”/

STF julga deputado do PP em 15 de maio. Segunda Turma vai examinar caso de Nelson Meurer, o 1º réu da Lava-Jato/

Com habilitação cassada, Romário sofre derrota na Justiça. Senador, que se recusou a soprar bafômetro, queria recuperar a carteira/

Merval Pereira: País discute se é necessária uma contrapartida para corrupção/

Míriam Leitão: Decisão da 2ª turma ignora engenharia financeira da corrupção/

Força-tarefa reage à decisão do STF. Os procuradores da força-tarefa da Lava- Jato classificaram de “lamentável tumulto processual” a decisão da Segunda Turma do STF de tirar do juiz Sergio Moro, e enviar à Justiça de São Paulo, trechos da delação de executivos da Odebrecht relacionados ao sítio de Atibaia e ao Instituto Lula. Para eles, não há influência sobre a competência de Moro para julgar essas ações/

Polícia mira bens e homens da milícia. Operação recolhe suspeitos e vans. Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de 18 suspeitos de pertencer à maior milícia da Zona Oeste e na apreensão de 33 vans que eram exploradas pelo bando. Com um dos detidos foram encontrados 5 quilos de cocaína e crack, o que, segundo investigadores, reforça a suspeita de que milicianos se uniram a traficantes/

Justiça solta 137 suspeitos de sítio. Foi revogada a prisão de 137 pessoas detidas numa festa da milícia em sítio. Seguem presos 21 suspeitos/

Loures diz não saber de dinheiro na mala. Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor do presidente Michel Temer preso após ter sido filmado com mala contendo R$ 500 mil em São Paulo, disse à Justiça que a recebeu do delator Ricardo Saud, ex-executivo da J&F, “sem saber qual era seu conteúdo”. Joesley Batista, dono da J&F, afirmou à Polícia Federal que Saud também entregou R$ 500 mil ao presidente do PP/

Bernardo Mello Franco. Os 12 réus do elefante branco de Brasília. Além de liderar o ranking do superfaturamento, o Mané Garrincha encabeça a lista de elefantes brancos do Mundial. Com capacidade para 72 mil pessoas, passa a maior parte do tempo às moscas. Em 2017, ficou quase nove meses sem receber uma partida oficial. O fracasso de público era previsível. Sem tradição no futebol, Brasília não tem nenhum time nas séries A, B e C do Brasileiro/

Dólar tem quinta alta consecutiva. A tendência global de valorização da moeda americana, por causa da expectativa de elevação mais rápida dos juros nos EUA, levou o dólar comercial à quinta alta consecutiva, fechando a R$ 3,486, maior cotação desde 16 de junho de 2016/

Contas públicas: rombo de R$ 25 bi. As contas do Tesouro, do Banco Central e da Previdência Social tiveram o pior resultado para março em 22 anos. O rombo de R$ 24,8 bilhões é mais que o dobro do déficit registrado no mesmo mês do ano passado, de R$ 11,2 bilhões/

Editorial1: ‘Em nome da segurança jurídica’. A Segunda Turma do STF, que, ao julgar embargos, retirou delações da Odebrecht de processos sobre Lula em Curitiba, poderia, com altivez, também ouvir o plenário/

Editorial2: ‘É preciso tornar o mundo grande novamente’. O discurso de Emmanuel Macron, ontem, em sessão conjunta do Congresso americano, deu o verdadeiro tom da agenda do presidente francês em sua viagem oficial aos EUA.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Temer e Alckmin negociam aliança para unificar centro. Chapa presidencial pode ter Meirelles (MDB) como vice do candidato tucano. Michel Temer e o ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato ao Planalto pelo PSDB, reabriram as negociações para montar uma chapa eleitoral que reunifique o centro político brasileiro, atualmente fragmentado em várias pré-candidaturas, todas até agora sem grande força nas pesquisas. Uma das alternativas à mesa passa pela desistência de Temer em concorrer à reeleição, o que abriria espaço para o ex-ministro Henrique Meirelles, recém-filiado ao MDB de Temer, ser o vice de Alckmin. A proposta foi apresentada ao tucano por um interlocutor do presidente. Alckmin ainda analisa a ideia. A aliança ampliaria consideravelmente o tempo de Alckmin no horário eleitoral de rádio e TV e seus palanques regionais. Em contrapartida, o tucano incorporaria à sua campanha a defesa da atual política econômica e das reformas propostas por Temer. Os entraves, porém, são muitos e passam pelas candidaturas de João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) ao governo de São Paulo/

Em busca de um consenso. Henrique Meirelles afirmou ontem que o processo eleitoral deve levar à consolidação das candidaturas de centro. “O eleitor não espera candidato com declaração bombástica”, disse/

‘Não sou a favor de posições ultraliberais’, diz Barbosa. Antes mesmo de anunciar se entrará na disputa ao Planalto, o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa indicou que pretende conciliar a bandeira ética com a social em uma eventual candidatura. Ex-relator do mensalão, ele deve reforçar a imagem de juiz implacável com a corrupção e, na economia, se apresentará como um social-democrata. “Não sou favorável a posições ultraliberais num país social e estruturalmente tão frágil como o Brasil”, disse a Eduardo Kattah/

Hypera avalia fazer acordo de leniência e trocar diretores. Fonte ligada a João Alves Queiroz Filho, controlador da Hypera (ex- Hypermarcas), afirmou que o empresário, conhecido como Júnior, está consultando advogados para uma possível negociação de acordo de leniência, informam Mônica Scaramuzzo e Fabio Serapião. A empresa teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato em 2015. Os acionistas da Hypera vão se reunir hoje para discutir possível mudança dos principais executivos da companhia/

TCU retém bens de empresa. Tribunal decidiu bloquear até R$ 508,3 milhões em bens da Andrade Gutierrez por suposto superfaturamento na usina nuclear de Angra 3/

Por uma nova estratégia diplomática. Para os participantes do terceiro Fórum Estadão – A Reconstrução do Brasil, realizado ontem, é preciso que uma nova estratégia diplomática, que dê maior protagonismo ao Brasil, seja incluída no debate eleitoral/

Joesley cita R$ 500 mil para Ciro Nogueira/

William Waack: Acreditamos que o tempo trabalha a nosso favor e optamos por ignorar evidências. A principal chama-se janela demográfica/

Celso Ming: O mercado financeiro, que sempre tem explicações para fatos já ocorridos, desta vez patina na disparada do dólar/

Editorial1: Rota do desperdício. Pagar ao setor automobilístico para tornar-se mais competitivo, por meio do programa Rota 2030, pode ser um erro enorme e custoso, como foi o fracassado programa Inovar Auto/

Editorial2: No balaio da insegurança. A 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) não parece especialmente preocupada com segurança jurídica/

Editorial3: A reforma incompleta. A perda de validade da Medida Provisória (MP) 808, que alterava alguns dispositivos da reforma trabalhista promovida em 2017 pela Lei 13.467 e não foi votada pelo Congresso por causa de disputas políticas, cria dificuldades adicionais para a modernização das relações entre patrões e empregados. Como o governo tinha pressa na aprovação da reforma, negociou com o Senado a aprovação do texto votado pela Câmara, comprometendo-se a editar em medida provisória as sugestões dos senadores. O governo cumpriu o prometido, mas o Congresso não fez a sua parte.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Lava Jato critica STF, e Lula exige o envio de ações a São Paulo. Procuradores afirmam que a decisão de tirar da alçada de Sergio Moro trechos de delação da Odebrecht é ininteligível. A força-tarefa da Lava Jato criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou do juiz Sergio Moro trechos da delação da Odebrecht ligados a Lula que tratam sobre o sítio de Atibaia (SP) e o instituto do ex-presidente. Os procuradores chamaram a medida do STF de superficial e ininteligível. Pela decisão da Segunda Turma da corte, essas partes da delação da empresa não falam da Petrobras, foco da Lava Jato no Paraná, e devem ser encaminhadas a São Paulo. A equipe de Curitiba sustenta que o caso tem ligação coma estatal, reforçada por depoimentos e conexões com outras ações. A defesa de Lula argumenta que a decisão tem efeito imediato e protocolou petições pedindo o envio integral para SP dos processos que envolvem os temas. Se isso ocorrer, a tramitação pode voltar ao início. “É possível que o caso seja anulado”, diz o advogado criminalista Conrado Gontijo/

Central de dados expõe criança que foi violentada. Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Banco Nacional de Mandados de Prisão expõe para consulta pública dados de processos que correm em segredo de Justiça. Há casos em que são revelados identidade e detalhes do abuso sexual de crianças. O CNJ diz que a responsabilidade pelo conteúdo é dos tribunais/

Justiça do RJ solta 137 dos 159 presos em festa de milícia. A Justiça do Rio de Janeiro mandou soltar 137 dos 159 presos em festa supostamente organizada por milicianos no início do mês. Segundo a Promotoria, não há, até o momento, provas que permitam o oferecimento de denúncia. A Polícia Civil diz que houve flagrante/

Cartórios fazem campanha contra o cadastro positivo/

Mônica Bergamo: Tribunal permite a troca de nome após exposição indevida O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou um cidadão a mudar de nome depois que ele se viu envolvido indevidamente em escândalo na internet. A solicitação surpreendeu pelo ineditismo. Até então, os pedidos eram para apagar reportagens/

SUS, 30 anos. Subfinanciamento limita expansão do maior sistema público de saúde do mundo/

Editorial1: Ainda que tarde. Prisão de Eduardo Azeredo fica mais próxima, enfraquecendo a tese da blindagem tucana/

Editorial2: Contas. Sangria no caixa. Perspectiva de ajuste evita cenário econômico e financeiro mais turbulento neste ano.

 

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Desvalorização do real prejudica a recuperação. A desvalorização do real em relação às moedas dos países que mais têm comércio com o Brasil prejudica a retomada da economia. O Banco Central calcula que, de fevereiro de 2017 a março deste ano, o real teve desvalorização, em termos reais (descontada a inflação), de 15%/

Eletropaulo cancela oferta e espera ‘rali’. O conselho de administração da Eletropaulo cancelou ontem a oferta primária de ações anunciada há duas semanas. A decisão foi tomada em reunião realizada logo após a italiana Enel aumentar sua proposta para comprar a distribuidora, de R$ 28 para R$ 32 por ação, equivalente a R$ 5,3 bilhões/

O Brasil preso na ‘armadilha dos cem anos’. Ruchir Sharma, do Morgan Stanley Investment Management, diz que o Brasil corrigiu alguns dos problemas que levaram à crise dos últimos anos, mas precisa reduzir a fatia dos gastos do governo na economia e se abrir mais ao comércio exterior para crescer a taxas entre 3% e 4% ao ano de forma sustentada/

Vale paga dividendos ‘agressivos’. O bom momento da Vale vai permitir à mineradora pagar dividendos agressivos aos acionistas, ao mesmo tempo em que reduzirá a dívida líquida para um nível de US$ 10 bilhões ainda neste ano, segundo seu presidente, Fabio Schvartsman, que em maio completa um ano à frente da empresa/

‘Vamos ter que pensar junto com as máquinas’. À medida que a inteligência artificial e a robótica são adotadas pelas empresas, ter familiaridade com tecnologias se transformará em habilidade funcional, como ler e escrever. Mais que isso, será preciso pensar junto com as máquinas e questioná-las, diz Thomas Philbeck, diretor do Fórum Econômico Mundial/

Hapvida estreia na B3 com valor de R$ 19 bilhões. A demanda dos investidores na oferta inicial de ações da operadora de saúde Hapvida, líder do setor no Norte e Nordeste, superou em mais de seis vezes o volume disponível de papéis, maior múltiplo registrado na bolsa em cinco anos. A operação movimentou R$ 3,3 bilhões/

STJ autoriza corte em caso de furto de energia. O Superior Tribunal de Justiça decidiu, em recurso repetitivo, que as distribuidoras de energia podem cortar o fornecimento a consumidores que não pagarem, no prazo de vencimento, débitos decorrentes de fraude ou furto de energia. É necessária, porém, a emissão de aviso prévio do corte/

Contas públicas. Déficit do governo em março foi o maior para o mês desde 97. Resultado foi impulsionado por antecipação de pagamento de precatórios e sentenças judiciais/

Relator quer mais verba para São Francisco em troca de apoio ao projeto da Eletrobras. Ideia é aumentar repasse de R$ 9 bilhões para R$ 30 bilhões em 30 anos/

O governo preso em seu labirinto fiscal. Sem aprovação de uma Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano, governo Temer corre risco de ferir LRF/

Alckmin promete programa para “dobrar a renda da população”/

Bolsonaro promete a vereadores extinguir o Ministério das Cidades/

Meirelles aposta no discurso do ‘novo’/

Governo lança campanha para alavancar Temer/

Judiciário. Força-Tarefa diz que STF provoca tumulto em ação de Lula. Defesa de ex-presidente apresenta petição para que processo migre para a Justiça Federal de SP/

Editorial: Agenda do governo se esvai em meio ao jogo eleitoral. A coordenação governista nunca foi um primor e agora, ao que parece, deixou de existir.

 

Manchete e destaques do jornal DCI-Diário, Comércio, Indústria e Serviços online. (…) Percepção de corrupção nas empresas é maior no Brasil. O Brasil é o país em que 96% dos empresários enxergam corrupção nos negócios. Mesmo assim, poucos executivos cumprem completamente a Lei Anticorrupção/

Santander reduz taxa de imobiliário para atrair clientes/

ZPEs estão na mira de japoneses e árabes. Um dos focos do governo federal tem sido atrair recursos estrangeiros para a Zonas de Processamento de Exportação nacionais e as conversas que mais avançaram no último ano foram com empresas do Japão e dos países árabes/

Fibria deve manter trajetória positiva com demanda global forte/

Atacadistas já preveem alta de 3% este ano/

Temer tenta criar agenda positiva com Bolsa Família/

Governo central registra um déficit recorde de R$ 24,8 bilhões/

Setor externo tem superávit de US$ 798 mil/

Editorial: Política forma estranhos casais. Propostas de alianças entre os partidos olham mais “dotes” que afinidades.

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