Decisões para o futuro governo são os destaques do noticiário

_SINOPSE NACIONAL DE 13 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Com Levy, BNDES se voltará para privatizações e infraestrutura. Bolsonaro diz que houve ‘reação’ pelo fato de o economista ter sido ministro de Dilma e secretário de Cabral, mas ‘Guedes está bancando o nome’. O economista Joaquim Levy, primeiro nome confirmado para a equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai dirigir o BNDES. De perfil liberal,ele é doutor pela Universidade de Chicago como Paulo Guedes, futuro ministro da Economia. A expectativa é que, sob seu comando, o banco priorize o financiamento à infraestrutura, as privatizações e a inovação, além da reestruturação das finanças de estados e municípios. A escolha enfrentou resistência entre alguns integrantes da equipe de transição, por Levy ter sido ministro da Fazenda da ex-presidente Dilma Rousseff e secretário de Sérgio Cabral. Bolsonaro disse que Guedes “está bancando” o nome do atual diretor financeiro do Banco Mundial.

Bolsonaro gastou R$ 1 mil com propaganda no Google, e nada no Twitter e Facebook

Técnicos do TSE apontam ‘inconsistências’ nos gastos de campanha de Bolsonaro. Relatório questiona suspeitas de irregularidades e impropriedades em 16 pontos.

Bolsonaro admite reforma da Previdência só em 2019. Presidente eleito disse que reforma que está no Congresso não é a que ele que.Lorenzoni vê dificuldades em aprovar medidas este ano.

Futuro governo tem mais dois potenciais ministros. Ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno deve ocupar a Secretaria-Geral da Presidência,e deputado Luiz Mandetta ( DEM-MS), a Saúde.

Verba para quem tentava reeleição foi dez vezes maior. Candidatos à reeleição receberam, em média, R$ 611 mil dos fundos eleitoral e partidário, enquanto para os demais concorrentes esse valor ficou em R$ 59 mil.

Ministro do STJ manda soltar Joesley e ex-ministro. O ministro Nefi Cordeiro, do STJ, concedeu liberdade ao empresário Joesley Batista e ao ex-ministro Neri Geller, presos na última sexta-feira.

Prefeitura de Niterói adia na Justiça obras em encostas, diz MP. Quase 50 ações do Ministério Público estadual para obrigar a prefeitura de Niterói a fazer obras em áreas de risco de desmoronamento foram barradas na Justiça desde 2012.

Ivan Monteiro deve ser mantido na Petrobras.

Bernardo Mello Franco: Próximo chanceler terá árduo trabalho

Merval Pereira: Definição técnica simboliza o respeito aos setores.

Míriam Leitão: Moro vai enfrentar temas novos para ele no ministério.

Editorial1: É erro crasso adiar uma real reforma da Previdência. Executar as mudanças necessárias a passos lentos é repetir a falha de Mauricio Macri na Argentina.

Editorial2: Tragédia em morro de Niterói não pode ser atribuída ao acaso. Ocupação desordenada de áreas de risco e altos volumes de chuva criam condições para acidentes.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Bolsonaro vai promover corte de cargos em bancos estatais. Pente-fino apontará quem é quem e seus salários; objetivo é demitir não concursados e afastar indicados políticos. A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), pretende fazer um pente- fino no que classifica como “aparelhamento” dos bancos federais nas gestões do MDB e do PT. As informações estão sendo levantadas por “grupos voluntários” de funcionários de carreira do Banco do Brasil, da Caixa, do BNDES, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia. Os relatórios vão apontar quem é quem em cargos com salários entre R$ 30 mil e R$ 60 mil. O objetivo de Bolsonaro é mexer nos cargos executivos – demitir não concursados, afastar indicados políticos e extinguir funções. Em relação aos executivos de carreira, o novo governo também pretende cortar benefícios. A equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e dos generais da reserva que atuam na organização do próximo governo solicitou formalmente à gestão Temer a lista de apadrinhados em toda a máquina pública. Essa triagem está sendo feita pela equipe de Carlos Marun (MDB), atual chefe da Secretaria de Governo.

TSE vê indício de falha em contas de Bolsonaro. Área técnica do TSE indicou falhas na prestação de contas da campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro. São apontados indícios de recebimento indireto de doações de fontes vedadas, falta de detalhamento na contratação de empresas e informações divergentes de dados de doadores. Bolsonaro terá 72 horas para apresentar documentação.

‘Bolsonaro tem apoio e vai durar anos’, diz José Dirceu.

Bolsonaro e Onyx admitem que reforma da Previdência deve ficar para 2019.

Deputado do DEM é cotado para o Ministério da Saúde. Luiz Mandetta é deputado por MS; Gustavo Bebianno pode assumir Secretaria-Geral da Presidência.

STJ manda soltar Joesley Batista e Ricardo Saud, presos na sexta-feira.

Deputados da bancada da bala batem boca em sessão na Câmara. Alberto Fraga (DEM) e Laerte Bessa (PR) quase se agridem por divergência em relação futuro governo do DF.

Nome de Maitê Proença para ministério do Meio Ambiente foi indicado por ambientalistas.

Reforma da Previdência deve ficar para 2019. Diante da resistência de parlamentares, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o ministro extraordinário da Transição, Onyx Lorenzoni, admitiram ontem que a reforma da Previdência deve ficar para 2019 – o futuro governo queria avançar com as mudanças antes da posse. Bolsonaro ainda deve avaliar mudanças que não dependem de alteração na Constituição.

Mercado aposta em rigor fiscal com Levy no BNDES. O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy foi confirmado ontem na presidência do BNDES do governo Bolsonaro, conforme antecipou Sonia Racy. Para o mercado, o anúncio é sinal de compromisso com o rigor fiscal. Uma das incumbências de Levy será ampliar captações internacionais e focar na estruturação de privatizações, em infraestrutura e inovação.

Sem verba nem funcionários, IBGE vê risco para Censo. O IBGE informou ontem que a realização do Censo Demográfico de 2020 está ameaçada. O órgão pede a reposição de 1,8 mil vagas e R$ 344 milhões para investimento em equipamentos em 2019 – a estimativa é de que o levantamento custará, no total, R$ 3,4 bilhões. O IBGE perdeu 2,4 mil funcionários em dez anos.

Voto em deputados do PSL é o ‘mais barato’ da eleição. Levantamento feito pelo Estadão Dados com base na prestação final de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que o PSL, partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem os 14 deputados federais com o voto “mais barato” da última eleição. Alexandre Frota (SP) gastou R$ 0,09 por voto, seguido por Eduardo Bolsonaro (SP), que desembolsou R$ 0,10/voto. A conta se repete entre os candidatos ao Senado: Major Olímpio, eleito por São Paulo, gastou R$ 0,03 por voto e Flávio Bolsonaro (RJ), R$ 0,11.

Odebrecht renegocia dívida de US$ 3 bi.

Eliane Cantanhêde: Se acerta nas escolhas para o Executivo, Bolsonaro tem de articular maiorias no Congresso.

Editorial1: A radicalização nas universidades. Extremistas, infelizmente, estão tumultuando nossas universidades. Mas não terão êxito, pois as estruturas estão muito consolidadas nessas instituições.

Editorial2: ‘Velhos demônios’. Cem anos após o fim da Primeira Guerra, causam apreensão impasses que ameaçam ordem global.

Editorial3: Ambiente melhor para produzir. O ganho de 16 posições alcançado pelo Brasil no ranking mundial sobre ambiente para negócios elaborado anualmente pelo Banco Mundial é mais uma demonstração da importância de medidas de apoio à atividade produtiva, comuns nos países desenvolvidos, mas ainda vistas com restrições por aqui.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Bolsonaro sinaliza que Previdência só será votada em 2019. Presidente eleito e futuro ministro da casa civil afirmam que aprovação de reforma dificilmente sairá neste ano. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que dificilmente conseguirá aprovar algo da reforma da Previdência ainda neste ano. Segundo ele,o tema é complicado, e a reforma para o setor público deve ser discutida primeiro. Na mesma linha, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a tendência é que a reforma fique para 2019. Nenhum dos dois detalhou as razões para postergar as negociações que viabilizariam a aprovação de medidas ainda neste ano. A percepção é que não há margem política no atual Congresso. Em Brasília, Onyx se reuniu com parlamentares e técnicos do Congresso para discutir propostas que alteram as regras sem mexer na Constituição. A proposta do governo Temer, parada na Câmara, é uma emenda constitucional, precisa de maioria qualificada para aprovação e não pode ser votada até o fim da intervenção federal no Rio. “Elas[as propostas] estão sendo condensadas. Serão apresentadas [nesta terça] ao futuro presidente para que a gente dê um destino”, disse Onyx.

TSE aponta 17 indícios de irregularidades em prestação de contas de Bolsonaro. Equipe do presidente eleito tem prazo de três dias para encaminhar documentos e esclarecimentos.

Novo governo terá base popular e tempo, diz Dirceu.

Com Levy, BNDES deve encolher mais e mudar perfil. Joaquim Levy,ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, foi confirmado ontem presidente do BNDES no governo Jair Bolsonaro. Sob seu comando,o banco deve encolher ainda mais, após a devolução adicional de recursos ao Tesouro. Com menos capital para empréstimos, deverá enfocar o investimento em logística, infraestrutura, inovação e tecnologia.

Redes declaram que chapa do PSL não disparou conteúdo. Facebook e Twitter afirmaram ao Tribunal Superior Eleitoral que os perfis de Jair Bolsonaro e do PSL não contrataram serviço de disparo de mensagens em massa em suas plataformas. As empresas não informaram se outras pessoas o fizeram.

Justiça determina soltura de Joesley 3 dias após prisão.

Mônica Bergamo: Mourão diz que não há risco de politização nos quartéis. General Villas Bôas havia dito que sempre é possível que interesses pessoais venham a penetrar no ambiente militar.

Editorial1: Ensaio de otimismo. Agenda liberal e nova equipe encorajam previsões mais favoráveis para a economia.

Editorial2: O melhor inimigo. Trump ataca a imprensa e classifica de fake news toda reportagem que o desagrade.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Equipe de Guedes quer tirar o Cade da Justiça. A equipe de transição de governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, cogita transferir o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a alçada do futuro Ministério da Economia, retirando o órgão da jurisdição do Ministério da Justiça.

Economia fechada custa R$ 130 bilhões. As altas tarifas de importação adotadas no Brasil fizeram consumidores e empresas pagarem R$ 130 bilhões a mais por bens adquiridos de produtores domésticos em um único ano, estima pesquisa ainda inédita do Ipea.

General diz que ‘elites ignoram os mais pobres’. Indicado para ser ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República na gestão Jair Bolsonaro, o general da reserva Augusto Heleno diz que o próximo governo tem obrigação de ser diferente.

Odebrecht vai renegociar US$ 3 bilhões em bônus. A Odebrecht Engenharia e Construção pretende reestruturar toda a sua dívida, de US$ 3 bilhões, em títulos emitidos no mercado internacional.

Novellis investe R$ 650 milhões para ampliar a produção em SP. Confiante na retomada da economia a partir de 2019, a Novellis, fabricante de produtos laminados de alumínio, anuncia hoje R$ 650 milhões para ampliação da capacidade de produção de chapas e de reciclagem em Pindamonhangaba, no interior paulista.

Novo horizonte. A Verde Campo, empresa de laticínios da Coca-Cola, vai quintuplicar a operação de iogurtes em cinco anos. Alessandro Rios diz que a empresa investiu para produzir alimentos sem conservantes.

Tokio Marine é a melhor do ano na gestão de pessoas. A seguradora Tokio Marine foi escolhida a campeã do ano da pesquisa “As Melhores na Gestão de Pessoas”, realizada em parceria do Valor com a consultoria Mercer. Os dirigentes da empresa veem no bem-estar de seus profissionais e colaboradores um pilar para o crescimento e a sustentabilidade do negócio.

Transição. Paulo Guedes marca posição e Levy é oficializado no BNDES. Nomeação do ex-ministro de Dilma, que agrada o mercado, sofria resistências da base política.

Editorial: Aumento do STF é nova fonte de pressão nas contas públicas. Os ministros podem estar sem reajuste há tempos. Mas, o salário atual de R$ 33,7 mil certamente os coloca entre os mais bem “aquinhoados”.

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