Decisão do Senado sobre salários do STF e da PGR é o destaque maior do noticiário

SINOPSE NACIONAL DE 08 DE NOVEMBRO DE 2018 Edição: Sérgio Botêlho  *_JORNAIS_*: *Manchete e destaques do jornal O Globo*: Senado aprova aumento para STF com impacto de R$ 4
Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE NACIONAL DE 08 DE NOVEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Senado aprova aumento para STF com impacto de R$ 4 bi. Presidente eleito havia apelado contra medida. Eunício diz que não teve pedido contra a votação.

Moro apela por repasse de loterias para a segurança. Futuro ministro diz contar com recursos para implementar propostas. Jungmann alertou sobre superlotação em presídios.

Chefes do PCC devem ir para prisões federais. Plano de resgate em presídio de Presidente Venceslau foi identificado; promotor ainda vê risco de fuga.

Especialistas criticam abate de criminosos. Para juristas, ideia de Witzel não tem base legal.

Ciro e Marina articulam oposição sem o PT. Objetivo é criar frente de centro-esquerda no Congresso; ex-ministro critica petistas e diz que democracia não corre risco.

Trabalho será absorvido por outros ministérios. Bolsonaro confirma que pasta vai acabar. Atividades serão redistribuídas no governo.

Trump reage a avanço democrata com ameaça. Presidente mantém Senado e perde Câmara, em eleição que consolida divisão do país. O presidente Donald Trump reagiu ao avanço do Partido Democrata, que recuperou o controle da Câmara nas eleições de terça-feira, com ameaças contra adversários, coma demissão do procurador-geral( ministro da Justiça dos EUA), Jeff Sessions, e com ataques a jornalistas. Trump disse que vai retaliar se os democratas usarem sua nova maioria na Câmara para investigá-lo. Os republicanos mantiveram o controle do Senado e os governos de 26 estados. Foram eleitas para o Congresso 118 mulheres, um número recorde. No primeiro dia após a eleição legislativa americana, que deu a maioria da Câmara dos Deputados aos democratas após oito anos de controle republicano, ficou claro que o sistema de “pesos e contrapesos” voltou a funcionar, com uma nova divisão do poder em Washington.

Temer se compromete a ajudar presidente eleito. Em reunião no Planalto, ficou acertado que projetos de interesse do novo governo terão apoio da atual gestão para aprovação no Congresso ainda em 2018; Bolsonaro é convidado a fazer viagens internacionais.

A primeira ministra: Tereza Cristina, indicada pela bancada ruralista, assume a Agricultura. Coordenadora da bancada ruralista, deputada é a primeira mulher indicada para o ministério de Bolsonaro; pasta tem orçamento de R$ 9,4 bi para 2019; aliados dizem que escolhida vai ‘homologar’ nome para o meio ambiente.

Deputada trocou PSB pelo DEM para defender Temer. Futura ministra presidiu comissão que aprovou “PL do Veneno”, projeto para flexibilização da regulação de agrotóxicos.

Bolsonaro confirma general Heleno para o GSI. Presidente eleito havia escalado seu principal conselheiro militar para o comando da Defesa, mas preferiu transferi-lo ao Palácio do Planalto; no Gabinete de Segurança Institucional, estará à frente da inteligência.

Moro apela por repasse de loterias para a segurança. Futuro ministro diz contar com recursos para implementar propostas. Jungmann alertou sobre superlotação em presídios.

Equipe de transição sofre primeira baixa. Responsável por comunicação digital da campanha, Marcos Aurélio Carvalho foi criticado por Carlos Bolsonaro após entrevista ao GLOBO. Empresário diz que seguirá colaborando com o presidente eleito como voluntário.

Governo retira corruptos do decreto de indulto. Depois das críticas ao texto do ano passado, nova proposta que será entregue a Temer prevê restrição do benefício para condenados por mais de 30 crimes, como lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

Merval Pereira: Virando a página. O país tem que ganhar produtividade com os avanços tecnológicos, que precisam ser estimulados pelo novo governo.

Ascânio Seleme: Forças e poderes. O problema não é colocar general ou coronel no gabinete, mas sim dar tratamento especial com recursos públicos ao Ministério da Defesa e aos departamentos militares em detrimento dos civis. As questões civis atingem a todos os brasileiros e merecem atenção prioritária do novo governo. As militares, não.

Míriam Leitão: Erros e improvisos do novo governo. O novo governo parece estar sempre improvisando em cena aberta. Ontem o presidente eleito Jair Bolsonaro falou em acabar com o Ministério do Trabalho, depois em dividi-lo em três partes. Na véspera, o futuro ministro da Economia falou em dar uma “prensa” no Congresso e assim a administração nem começou e já colheu a derrota da aprovação do reajuste do Judiciário. Toda transição pode ter idas e vindas, mas não se pode anunciar um plano de governo antes de formulá-lo.

Editorial1: Eleitorado limitou o poder e a agenda de Donald Trump. Oposição consolida hegemonia na Câmara, aumentando bancada de 193 para 222 deputados.

Editorial2: É um erro prorrogar decreto de calamidade nas finanças do Rio. Medida permitiria ao novo governo gastar além dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, um risco.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Senado ignora Bolsonaro e dá reajuste de 16% para o Judiciário. Impacto poderá ser de R$ 4 bi no Orçamento; ‘não é o momento’, disse presidente eleito, antes da votação. O Senado aprovou reajuste de 16,38% no salário dos ministros do STF e dos membros da Procuradoria- Geral da República. Considerado o teto do funcionalismo, o salário passará de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil mensais. A aprovação contrariou a vontade de Jair Bolsonaro (PSL). “Obviamente, não é o momento”, disse o presidente eleito, horas antes da votação. “Estamos em uma fase que ou todo mundo tem ou ninguém tem. E o Judiciário é o mais bem aquinhoado.” Os dois projetos de lei que previam os aumentos foram incluídos na pauta do Senado sem acordo com líderes. Agora, seguem para sanção presidencial. O STF e o MPF já incluíram os reajustes na previsão orçamentária de 2019. O reajuste terá efeito cascata para a União e os Estados.

STF abre caminho para demissão em estatais. Decisão do início de outubro do STF sobre demissões nos Correios abre caminho para a redução de pessoal nas empresas estatais, avalia o Ministério do Planejamento. O governo já prepara ofício para informar às companhias quais serão as regras para a dispensa de funcionários. O entendimento é de que o Supremo reafirmou a tese de que as regras para demissão nas estatais seguem a lógica da iniciativa privada.

Doria pede à bancada do PSDB apoio a Bolsonaro. O governador eleito de SP, João Doria, pediu à bancada do PSDB que ajude o presidente eleito, Jair Bolsonaro, a aprovar a reforma da Previdência. Também ontem, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) deu aval para que o PSL tenha espaço no secretariado do tucano. A aproximação de Doria com Bolsonaro tem resistências no PSDB.

Brasil é o último em ranking de prestígio dos professores. Estudo feito em 35 países deixa o Brasil em último no ranking sobre prestígio dos professores. Só 9% dos brasileiros acreditam que alunos respeitam os docentes e apenas 20% indicariam a carreira a filhos, diz o Índice Global de Status de Professores.

Aloysio cobra explicações do embaixador do Egito.

Pasta do Trabalho fará parte de outro ministério.

Deputada Tereza Cristina vai assumir Agricultura.

Moro quer verba de loteria para Segurança.

Sítio foi para ‘pessoa física’ de Lula, afirma Odebrecht.

William Waack: Os vetores da onda que elegeu Bolsonaro vão convergir ou divergir e é difícil prever resultados.

Zeina Latif: O ministro da Justiça terá muitos desafios. Temas urgentes, ainda que distantes dos holofotes.

Editorial1: O diálogo e a ‘prensa’. O fato de que Jair Bolsonaro foi eleito com quase 58 milhões de votos não pode servir como argumento para que seu governo se julgue dispensado de dialogar com os eleitos para o Congresso.

Editorial2: Uma herança a preservar. Um dos melhores legados de Michel Temer será uma inflação próxima da meta de 4,50%.

Editorial3: Freio de arrumação. Embora o nome de Trump não estivesse formalmente sob escrutínio, na prática, as eleições serviram como um referendo sobre o seu governo. 

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Contra Bolsonaro, Senado aprova reajuste para o STF. Efeito cascata pode onerar as contas do novo governo em R$ 4 bilhões por ano. O Senado aprovou ontem reajuste, de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil, para ministros do Supremo Tribunal Federal. Com a medida, que depende de sanção da Presidência, o impacto anual nas contas públicas pode ser de R$ 4 bilhões, segundo cálculo das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado. A alta para os magistrados gera efeito cascata, já que sua remuneração é o valor limite para os salários do funcionalismo. Além disso, algumas categorias têm pagamentos atrelados aos dos ministros. Essa foi a primeira das chamadas pautas-bomba a ser encarada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O capitão reformado havia dito, antes da decisão dos senadores, que não era o momento de reajustar os salários do Poder Judiciário. “Estamos terminando um ano com déficit, vamos começar o outro com déficit”, disse Bolsonaro, ao deixar encontro com o comando da Aeronáutica, em Brasília. Na terça (6), após reunião com o presidente Michel Temer e o ministro do STF Dias Toffoli, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), aprovou requerimento para incluir o assunto na pauta do dia seguinte. O projeto aprovado pela Câmara estava parado desde 2016 no Senado.

Ministério do Trabalho será mesmo extinto, diz Bolsonaro. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou que o Ministério do Trabalho será extinto em seu governo. “Será incorporado a algum ministério ”, disse. A perda do status não foi bem recebida por especialistas e sindicatos. A percepção é que o arranjo é um sinal ruim em um momento de desemprego em alta no país.

Deputada Tereza Cristina vai chefiar pasta da Agricultura. ‘Se for competente e for mulher, não tem problema nenhum’. General Augusto Heleno futuro ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

General deverá chefiar segurança na gestão Doria. O governador eleito de SP, João Doria (PSDB), deve escolher o general da reserva João Camilo Pires de Campos, ex-comandante militar da região Sudeste, como novo secretário da Segurança Pública. (Cotidiano B4)

Após reunião, Michel Temer diz ter convidado Jair Bolsonaro para ir à Cúpula do G20. Em encontro no Planalto para discutir a transição de governo, o presidente também disse ao sucessor que o ajudará a aprovar projetos.

Rede privada terá via judicial contra Escola sem Partido. Caso aprovada no Congresso, a lei que limita o que o professor pode falar na sala de aula também impactará a rede privada. Colégios teriam de recorrer a mandados de segurança contra a medida.

Contardo Calligaris: Movimento falha no trato da ideologia. A maior falha do Escola sem Partido é não almejar a escola sem ideologias. Parece ter sido criado como instrumento de luta ideológica, mas com uma ideologia do bem.

Partido de Trump perde controle da Câmara. Os republicanos perderam a Câmara, mas mantiveram o controle do Senado nas eleições legislativas dos EUA. Com o resultado, os democratas terão o poder de complicar a vida do presidente Donald Trump. Poderão solicitar documentos fiscais e financeiros para verificar eventuais ilegalidades cometidas por ele. Pela primeira vez, mulheres muçulmanas e indígenas foram eleitas para o Congresso americano.

Editorial1: Recado a Trump. Democratas voltam a ter controle da Câmara nos EUA, o que deve ampliar investigações contra o presidente.

Editorial2: Guichê ministerial. Enxugamento do primeiro escalão tem importância apenas simbólica. Nessa agenda, o enxugamento do primeiro escalão tem importância apenas simbólica. De mais fundamental, a reforma da CLT já extinguiu o imposto que sustentava sinecuras sindicais; fazem-se necessárias abertura comercial e ampla revisão de subsídios ao empresariado. A resistência será feroz.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Banco dos Brics financia oligarcas amigos de Putin. O Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), conhecido como banco dos Brics, aprovou financiamento de US$ 300 milhões a uma companhia russa controlada por três oligarcas do círculo íntimo do presidente Vladimir Putin, incluindo um ex-genro. A operação tem potencial para gerar uma crise de reputação do banco.

Salário de juízes do STF sobe 16,38%. O Senado aprovou ontem, por 41 votos a 16, reajuste de 16,38% nos salários dos ministros do STF, que por sua vez correspondem ao teto do funcionalismo.

Trump perde maioria e enfrentará batalha. Na eleição de terça-feira, os democratas ganharam o controle da Câmara – até o fechamento desta edição, tinham 223 cadeiras e os republicanos, 199. Com isso, agora poderão investigar acusações penais contra Donald Trump – e usarão esse poder.

Bolsonaro vai extinguir o Ministério do Trabalho. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou que o Ministério do Trabalho e Emprego será extinto e “absorvido” por algum outro. O anúncio de Bolsonaro provocou reações negativas dos sindicatos, mas foi visto com bons olhos por economistas.

Depois de abrir flanco para Moro, o capitão levanta barricadas. A realocação do general Heleno Pereira, da Defesa para o Gabinete de Segurança Institucional, e a manutenção da Transparência e da Controladoria-Geral da União em Pasta independente da Justiça são os primeiros sinais de que a ficha do presidente eleito caiu.

‘Valor’ pesquisa ‘Mulheres na Liderança’. Empresas ao redor do mundo estão adotando políticas para valorizar o trabalho das mulheres, mas são poucas as iniciativas para medir esses esforços.

Transição General Heleno comandará GSI fortalecido. Almirante deverá ir para o Ministério da Defesa, o que provoca mal estar dentro do Exército.

Transição Bolsonaro negocia sucessão de Villas Bôas. Presidente eleito teria discutido situação do comandante do Exército com atual ocupante do Planalto.

Temer entrega livro de ‘realizações’ a sucessor.

Transição Guedes estuda alternativas para o BC.

Na Caixa Econômica Federal pode ser nomeada Ana Paula Vescovi.

Futuro ministro quer BB em mãos privadas.

Após perder a Câmara, Trump ameaça ‘guerra’ se for investigado. O presidente Donald Trump revidar se a nova maioria democrata na Câmara usar seus poderes para pressionar por mais investigações de seu governo.

Editorial: Democratas ganham a Câmara e Trump resiste no Senado. Quando Trump tentar a reeleição a economia estará longe de seu auge e terão desvanecidos os efeitos de seu pacote de corte de imposto.

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