Debate, pulverizado e morno, marca início efetivo da campanha eleitoral

Sérgio Botêlho

A semana se encerra deixando a marca de um início efetivo da campanha eleitoral, em virtude do debate promovido pela Rede Bandeirantes de Televisão, com oito dos 13 presidenciáveis, sem a presença do candidato do PT, o ex-presidente Lula, preso em Curitiba.

Para não ficar de fora, os petistas promoveram um debate paralelo, pela Internet, com a participação de apoiadores e filiados por todo o Brasil, com as presenças do ex-prefeito paulistano, Fernando Haddad, vice na chapa de Lula, e a provável vice petista, a deputada gaúcha Manuela D’Ávila.

Seja na Bandeirantes seja por meio da Internet, os partidos puseram as caras de seus candidatos no olho da rua, assim como suas propostas de governo, sujeitando-as ao crivo de jornalistas e dos demais candidatos.

O debate na Bandeirantes, com a presença de um número tão alto de candidatos, acabou pulverizando as propostas, com poucos ataques entre os participantes, o que, em alguns momentos, provocou um certo tédio.

Conforme já comentamos, em boletins anteriores, a eleição deste ano de 2018, para a Presidência da República, é a segunda em maior número de candidatos depois da redemocratização do país, sendo superada apenas pela de 1989.

Sendo assim, com 13 candidatos, fica difícil juntar essas pessoas todas num debate com tempo marcado e esperar que o eleitor fique esclarecido sobre o que realmente pensa cada um deles.

Fica o mérito para a Bandeirantes da realização do primeiro debate entre esses presidenciáveis, na presente eleição, sendo que as falhas detectadas servirão para que outras emissoras procurem corrigi-las, minimamente, que seja, ora em diante.

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