Economia e eleições 2018 são os destaques das manchetes dos principais jornais do país

Economia e eleições 2018 são os destaques das manchetes dos principais jornais do país. Alta do dólar faz empresas reverem planos, prevendo-se mais tensão e menos PIB; DataFolha revela que

Economia e eleições 2018 são os destaques das manchetes dos principais jornais do país. Alta do dólar faz empresas reverem planos, prevendo-se mais tensão e menos PIB; DataFolha revela que não há mudanças na corrida eleitoral: quando Lula é opção, lidera a disputa (30%), quando sai, Bolsonaro lidera (19%).

SINOPSE DE 10 DE JUNHO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Empresas buscam proteção e reveem planos após alta do dólar. Procura por ‘seguro’ contra valorização da moeda americana aumenta 36% Com dificuldade para repassar custo, indústria já avalia reduzir produção/

Bolsonaro contradiz passado estatizante. Pré-candidato do PSL a presidente, o deputado Jair Bolsonaro adotou discurso liberal, acenando para o mercado. É uma guinada radical em relação a seu histórico no Congresso, onde votou a favor de pautas estatizantes/

Presidenciáveis posicionam-se sobre corrupção. Em enquete sobre corrupção, os cinco presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas marcam posição em temas como a nomeação de investigados e o indulto para o ex-presidente Lula. Todos os cinco pré-candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas disseram que não darão um indulto ao ex-presidente Lula, condenado pela Justiça em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelo caso do tríplex do Guarujá. Os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Álvaro Dias (Podemos) responderam a questionário enviado pelo GLOBO com sete perguntas sobre ética e corrupção. Bolsonaro, que não respondera a enquetes anteriores sobre as reformas previdenciária e tributária, disse que “jamais assinaria indultos para condenados por corrupção”. Alckmin afirma que não dará indulto a condenado por corrupção, por se tratar de crime de “lesa pátria”. Álvaro Dias sustenta que de “maneira alguma” concederia um perdão judicial ao petista. Marina afirmou que o indulto não pode ser instrumentalizado politicamente, e que não se deve burlar a lei para beneficiar quem quer que seja. E Ciro repetiu o que já havia declarado sobre o assunto: que seria uma “loucura” assinar o indulto, já que Lula ainda dispõe de duas instâncias às quais pode recorrer na Justiça. O petista está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril/

Lauro Jardim: Uma pesquisa do Ibope para o Palácio do Planalto, feita durante a greve dos caminhoneiros, revelou que o que sempre foi diminuta — a popularidade do governo — conseguiu piorar mais. Os que avaliam o governo como ruim ou péssimo somam 84%. Apenas 3% cravaram bom ou ótimo. A mesma pesquisa quis saber sobre as chances de um golpe militar. Para 53%, a resposta foi sim. Apenas 38% afirmaram não haver chance de um golpe acontecer/

Lauro Jardim: Volta, Meirelles. Um dirigente de um grande banco ligou dias atrás para Henrique Meirelles. Não era para anunciar apoio à sua candidatura à Presidência. Preocupado com o Brasil, pediu que Meirelles voltasse para o Ministério da Fazenda para aguentar o tranco desse segundo semestre, que deve ser quente/

Por barganha, centrão vai adiar ao máximo apoio a presidenciáveis. Partidos como o PP esperarão cenário mais claro para definir alianças/

Número de nanicos na disputa cairá à metade. Pré-candidatos com 1% nas pesquisas mantêm discurso, mas partidos já ensaiam desistência após a Copa/

Operação na Rocinha fecha Lagoa-Barra. Autoestrada ficou uma hora e meia fechada; Copacabana teve tiroteio/

  1. Resistência feminina. Feminismo era pauta secundária, mas mulheres conquistaram a igualdade lutando com os homens/

Rio quer voltar a ser a cidade mais inteligente. Evento discutirá propostas para capital retomar posição de cidade mais conectada e inovadora do país/

Ex-funcionário de coronel Lima diz que reforma foi ‘favor’ a Temer. Arquiteto orçou a obra na casa da filha do presidente da República/

Argentinos tentam driblar tarifaço. Diante de aumentos como o da energia, que subiu 562% de 2015 a 2017, argentinos trocam aquecedores por casacos na tentativa de atenuar efeitos do tarifaço/

Luiz Fux: Jornalistas são fundamentais para o processo eleitoral/

Elio Gaspari: É mais agradável lembrar a Passeata dos Cem Mil que o atentado ao Exército/

Ascânio Seleme: De que Lula e Cabral riam tanto no depoimento ao juiz Bretas?/

Bernardo Mello Franco. Cai a blindagem de Augusto Nardes, relator das pedaladas fiscais.

Lauro Jardim: Nas coxas. Sempre se soube que os partidos políticos eram notoriamente descuidados — quando não são malandros, claro — na hora de contratar fornecedores durante o período eleitoral. Uma pesquisa inédita, feita pelo Instituto Ethos e pelo Ibracem e que será apresentada na terça-feira no Rio de Janeiro, vai mostrar que a coisa é ainda pior do que se supunha. Nas eleições de 2016, 92% dos serviços prestados por agências de propaganda aos partidos apresentavam algum tipo de problema de conformidade. Entre as gráficas, esse percentual foi de 98%. A pesquisa abrange também postos de gasolina, consultorias e empresas de tecnologia. O levantamento, feito em todo o Brasil, verificou débitos e pendências fiscais e cadastrais dos fornecedores. Nada menos do que 81% dessas empresas têm problemas com a Receita Federal. Agora que o dinheiro da campanha sairá basicamente do fundo eleitoral — ou seja, dinheiro público na veia —, é hora de os partidos serem mais rigorosos na escolha das empresas que contratam/

Lauro Jardim: Deixa para lá. Pode ser que o pragmatismo fale mais alto lá na frente e Geraldo Alckmin mude de posição. Mas, por enquanto, tem recusado os conselhos de sua equipe de campanha para descer a borduna em Aécio Neves — as pesquisas internas dizem que os eleitores esperam isso dele. Reservadamente, Alckmin diz que é “covardia”. Usou o mesmo argumento para não bater em outro ex-presidente do PSDB encrencado, o agora preso Eduardo Azeredo/

Editorial1: Protecionismo pouco visível atrasa o país. Há erros na condução da macroeconomia, mas existem falhas cometidas por meio de regulações e normas setoriais que também causam grandes estragos/

Editorial2: Sem propostas claras, candidatos aumentam o risco político. Faltam 15 semanas para as eleições gerais. Até agora, no entanto, os 146,6 milhões de eleitores brasileiros não têm a menor ideia do que pensam os candidatos sobre o futuro do país.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Mercado prevê mais tensão e menos PIB. Informal ganha até 10% menos do que antes da crise/

Pré-candidatos antecipam horário eleitoral na internet. Eleições. Pré-candidatos ao Planalto produzem para redes sociais programas políticos no estilo usado na TV; propaganda em rede nacional só vai começar no dia 31 de agosto/

Sem Lula, Bolsonaro lidera intenção de voto. Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 30% das intenções de voto. Nos cenários em que Lula está ausente, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) mantém a liderança da corrida presidencial com 19% das preferências. A ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece com até 15% das intenções de voto. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10 e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%, estão tecnicamente empatados. Eleitores sem candidato somam 34% no cenário sem Lula. O instituto entrevistou 2.824 eleitores de 174 municípios na quarta, dia 6, e quinta, dia 7. Na simulação de segundo turno, Lula venceria Alckmin (49% x 27%), Marina (46% x 31%) e Bolsonaro (49% x 32%). Sem Lula, Ciro tem empate técnico com Alckmin (32% x 31%); Alckmin e Bolsonaro também empatariam (33% x 33%). Já Marina venceria Bolsonaro (42% x 32%), Alckmin (42% x 27%) e Ciro (41% x 29%). A margem de erro é de dois pontos porcentuais/

Supremo terá de definir regras eleitorais. Seis ações na Corte contestam normas que influenciam a disputa; para analistas, indefinição às vésperas do 1º turno gera insegurança jurídica/

Coluna do Estadão: Bolsonaro quer bancada ‘anti-impeachment’. Certo de que vai vencer a eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) se movimenta para blindar o seu mandato de um eventual processo de impeachment. Ele pediu a seus aliados que façam um levantamento dos candidatos ao Senado, não apenas do seu partido, com chances de vitória em outubro. Quer oferecer a eles apoio em troca de votos no Senado, Casa que dá a palavra final em pedidos de cassação de presidentes. Em segundo lugar nas pesquisas, atrás só de Lula, acha que tem potencial para ajudar a eleger um time “anti-impeachment”/

Na Estônia, o melhor ensino da Europa. Apesar de estar na lista das nações mais pobres da União Europeia, país à beira do Mar Báltico tem o melhor sistema educacional do continente e um dos mais bem avaliados do mundo, relata Renata Cafardo, enviada à Estônia. Lá, quase todas as crianças estudam em escolas públicas e alunos pobres têm desempenho tão bom quanto ricos em exames internacionais/

Eliane Catanhêde: Quem ri por último… Se arrependimento matasse, talvez Michel Temer já estivesse mortinho da Silva depois de deixar sua eterna zona de conforto, articular meticulosamente o impeachment de Dilma Rousseff e assumir a Presidência em meio à maior crise política e econômica da história. Temer virou o principal alvo do País, Dilma vive (quase) em paz/

Vera Magalhães: Teatro eleitoral. Um dos fenômenos mais bizarros e extemporâneos da eleição de 2018 é a profusão de candidatos de si mesmos. Eles sabem que, no fim do dia, não serão candidatos. O eleitor não os conhece e não dá a mínima para sua existência/

Editorial1: Os avestruzes. Vários candidatos à Presidência têm ajudado a alimentar a ilusão de que os recursos à disposição do Estado são ilimitados/

Editorial2: Para quem legislam. O aumento do teto do funcionalismo estadual custará quase R$ 1 bilhão aos contribuintes paulistas nos próximos quatro anos/

Editorial3: O d. Sebastião de Curitiba. O PT anunciou a pré-candidatura de Lula como se fosse a volta do rei português que desapareceu numa batalha em 1578.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Crise não afeta candidatos, mas rejeição a Temer salta para 82%. Fatia dos que avaliam negativamente governo é recorde, mostra Datafolha; sem Lula, Bolsonaro lidera disputa eleitoral. Reprovação aumenta e torna Temer o presidente mais impopular da história. Governo é considerado ruim ou péssimo por 82% dos brasileiros, aponta Datafolha. A impopularidade de Temer cresceu em todas as faixas de renda e escolaridade, e nas cinco regiões do país. No Nordeste, o presidente é rejeitado por 87%. No Sul e no Sudeste, o índice é de 80%. Segundo o Datafolha, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que apoiou os caminhoneiros, mantém a liderança da corrida presidencial nos cenários em que Lula está ausente, com 19% das preferências. A ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece logo depois no levantamento, com até 15% das intenções de voto. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10 e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%, estão tecnicamente empatados. Com Lula no páreo, o ex-presidente tem 30% dos votos, Bolsonaro, 17%, Marina, 10%, Alckmin, 6%, Álvaro Dias, 4%. Manuela D’Ávila (PC do B) e Rodrigo Maia (DEM) oscilam entre 1% e 2%. Aldo Rebelo (SDD), Fernando Collor de Mello (PTC), Flávio Rocha (PRB), Guilherme Afif (PSD), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), Josué Alencar (PR) e Levy Fidelix (PRTB) oscilam entre 0 e 1%. Paulo Rabello de Castro (PSC) não alcança 1% em nenhum cenário. Na pesquisa espontânea, em que os eleitores indicam suas preferências sem ver a lista de candidatos, Lula perdeu terreno para Bolsonaro. Embora liderem as preferências dos eleitores, Lula e Bolsonaro também têm altas taxas de rejeição, como o ex-presidente Collor, que se apresenta com a maior taxa de rejeição, 39%. Lula tem 36% e Bolsonaro 32%. Lula seria imbatível no segundo turno se conseguisse superar o veto da Justiça à sua candidatura. Sem Lula no páreo, o número de eleitores sem opção supera os que indicam preferência por algum candidato/

Com apoiadores de Lula sem alternativa, disputa eleitoral segue indefinida/

Apoio de Lula pode aumentar chances de candidato, segundo Datafolha. Pesquisa mostra que 30% dos eleitores votariam em candidato indicado por petista/

Alckmin prevê agendas com França, irrita Doria e acumula estresse em SP/

Letargia dos brasileiros é o principal obstáculo a ser enfrentado nesta eleição. Apesar de eventos como a greve dos caminhoneiros, opinião pública mantém sua tendência de voto/

Coronel Lima disse que fez favor a Temer em obra, afirma arquiteto. Ex-funcionário de escritório de engenharia de João Baptista Lima depôs à PF em maio/

Dívida e rombo nas contas expõem o Brasil. Parte das empresas brasileiras não tem proteção contra variação do dólar/

Trump retira apoio ao G7 e xinga líder canadense/

Venezuelanas em fuga para a Colômbia vendem o cabelo. Êxodo de venezuelanos transforma cidade fronteiriça na Colômbia. Comércio, crime e falta de esperança florescem em Cúcuta, por onde entram centenas de milhares de pessoas/

Papéis revelam ação de ditaduras contra EUA. Documentos inéditos mostram articulação de regimes sul-americanos contra o governo de Jimmy Carter/

Ameaças contra jornalistas se disseminam pela Europa. Para ONG, internet ajudou a alastrar prática de máfias, mais comum na Itália/

Bruno Boghossian: Sem novidades, eleição acontece em bolhas e aprofunda divisões. Candidatos apelam a grupos cada vez mais homogêneos e estimulam guerra política/

Elio Gaspari: Cármen fechou a roleta do STF. Advogados criam sistema que tenta driblar sorteio do Supremo Tribunal Federal/

Editorial1: Menos cenários. Com desempenho pífio de nomes identificados com a renovação, Datafolha mostra postulantes conhecidos em destaque na corrida presidencial/

Editorial2: O preço da manipulação. Planalto adota estratégia discutível e reedita alguns dos piores momentos da história econômica do país.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.