Criação de superministério para governo Bolsonaro é destaque na mídia

SINOPSE NACIONAL DE 31 DE OUTUBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS

*Manchete e destaques do jornal O Globo e O Globo online*: Paulo Guedes será superministro da área econômica. Pasta vai concentrar o caixa e a programação orçamentária da União, além de agregar o BNDES.

Empresários criticam superministério da Economia de Bolsonaro. Presidente da CNI disse que entidade é contrária à extinção da pasta da Indústria e Comércio Exterior.

Agricultura e Meio Ambiente serão unificados. Bolsonaro havia recuado dessa proposta, depois de críticas de ambientalistas e preocupação do setor produtivo com o mercado internacional; 80% dos nomes para os ministérios estariam definidos.

O autointitulado ‘Posto Ipiranga’ da Ciência e Tecnologia. Primeiro e único astronauta brasileiro, Marcos Pontes afirma que será ministro de Bolsonaro; anúncio oficial ainda não foi feito.

Diálogo permite construção de agenda positiva. Sinergia entre políticas pública e privada e disseminação de informações entre os usuários de planos de saúde são importantes ferramentas para o enfrentamento dos desafios do setor.

CCJ discute ampliação da Lei Antiterrorismo. Projeto de Magno Malta na CCJ do Senado, pautado para hoje, prevê enquadrar ações de movimentos sociais e criminalizar manifestantes. Texto vai ao encontro do discurso do presidente eleito contra o MST.

ANJ condena ameaça de Bolsonaro a jornal. Ex-dirigente do PSL, advogado Gustavo Bebianno afirma que presidente eleito fez ‘críticas’ e nega que governo cortará verbas de publicidade caso discorde de reportagens publicadas pela ‘Folha de S. Paulo’.

Análise: Concentração de poder traz riscos à gestão do superministério da Economia.

ANJ condena ameaça feita por Bolsonaro ao jornal ‘Folha de S.Paulo’.

Em culto, Bolsonaro diz que não é ‘o mais capacitado, mas que Deus capacita os escolhidos’. Ao lado do pastor Silas Malafaia, presidente eleito agradeceu a Deus pela “missão”.

Desemprego elevado é desafio do novo governo. Taxa recua para 11,9% em setembro, mas país ainda tem 12,5 milhões em busca de uma vaga. No total, falta trabalho para 27,3 milhões de pessoas, incluindo na conta quem desistiu de procurar oportunidade e subocupados.

Fintechs agora poderão ter capital estrangeiro. Medida visa a aumentar a concorrência no setor financeiro, para tentar reduzir os juros cobrados nos empréstimos. Taxa ainda elevada no Brasil representa oportunidade de ganho para investidores de fora.

Frente Ampla uruguaia se adapta a Bolsonaro. Tabaré Vázquez é o último líder do Mercosul a ligar para felicitar presidente eleito, mas observadores locais apontam que críticas ao brasileiro já foram moderadas e dizem esperar que coalizão de esquerda no poder aja pragmaticamente.

Trump sugere acabar com cidadania automática a filhos de migrantes.

A uma semana das eleições. Trump é criticado por proposta contra migrantes e acusado de demagogia.

Witzel quer atiradores para abater bandidos. Especialistas advertem para falta de base legal.

Equipe econômica do futuro governo começa a ser escolhida. Secretária-executiva do Ministério da Fazenda, que atuou no acordo de ajuste fiscal, é cotada. Witzel já decidiu nomes para cuidar da transição e do Rioprevidência.

Míriam Leitão: Em cada cabeça bolsonarista, uma reforma. A reforma da Previdência já provoca falas dissonantes no governo que nem começou de Jair Bolsonaro. A boa notícia é que dizem que farão reforma. A partir daí começa a Torre de Babel. A batida de cabeça entre Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni era previsível.

Elio Gaspari: Bolsonaro tem que pôr ordem na quitanda. Jair Bolsonaro colecionou pérolas de impropriedades dando entrevistas em corredores e batendo boca com colegas na Câmara. Agora, o jogo é outro. Ele não deve ser imitado, pois a quitanda precisa de arrumação.

Merval Pereira: Ministro Moro daria respaldo à Lava-Jato. Além de uma escolha simbólica, que marca o compromisso, não apenas retórico, do futuro governo Bolsonaro com o combate à corrupção no país, o Ministério da Justiça poderia ser uma etapa para a nomeação do juiz Sergio Moro para o Supremo Tribunal Federal (STF) mais adiante.

Moro diz estar honrado com convite de Bolsonaro. Juiz da Lava-Jato diz que ficou ‘honrado com a lembrança’ do seu nome caso convite seja efetivado por Jair Bolsonaro.

CCJ discute ampliação da Lei Antiterrorismo. Projeto de Magno Malta na CCJ do Senado, pautado para hoje, prevê enquadrar ações de movimentos sociais e criminalizar manifestantes. Texto vai ao encontro do discurso do presidente eleito contra o MST.

Editorial1: Reforma da Previdência requer pressa. Intenção de começar as mudanças com o atual Congresso é adequada à grande dimensão da crise fiscal.

Editorial2: Intenção de flexibilizar Estatuto do Desarmamento é um equívoco. Pesquisa feita na semana passada mostra que maioria da população é favorável ao controle de armas.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Moro admite que pode aceitar convite para integrar governo. ‘Tudo dependerá se há convergências importantes’, diz juiz ao ‘Estado’ sobre possibilidade de ocupar Justiça.

Novo desenho da Esplanada inclui apenas 16 ministérios. Gestão Jair Bolsonaro começou a tomar forma ontem em reunião do presidente eleito na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio.

Guedes anuncia superministério e quer acabar com ‘lobby da indústria’. Fusão de pastas. Apesar de pressão do setor industrial, Bolsonaro decide unificar Fazenda, Planejamento e Mdic, repetindo estratégia do governo Collor; representantes da indústria reagiram à medida, dizendo que não podem ser relegados a segundo plano.

Novo desenho da Esplanada inclui apenas 16 ministérios. Gestão Jair Bolsonaro começou a tomar forma ontem em reunião do presidente eleito na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio.

PSL quer ser a maior bancada. Partido de Bolsonaro mira em legendas que não atingiram a cláusula de barreira.

Emprego cresce, mas na informalidade. Taxa estava em 12,4% no 2º trimestre; a maior parte das vagas geradas é informal e ainda há 12,5 milhões de desempregados, informa o IBGE.

Trump quer mudar regra para cidadania. Guerra ao imigrante. A uma semana das eleições legislativas, presidente busca endurecer leis para conter imigração ilegal; para especialistas, no entanto, definição é determinada pela Constituição e não pode ser alterada com emissão de ordem executiva.

Enfermeiro alemão confessa que matou 100 pacientes. Ex-enfermeiro se tornou o maior assassino em série da Alemanha no pós-guerra.

Vera Magalhães: Pé fora. Moro demonstra intenção de deixar a Operação Lava Jato. Moro demonstra que pode esperar, no ministério, a aposentadoria de Celso de Mello.

Leandro Karnal: A capacidade de encarar momentos solitários é uma mostra de sabedoria.

Mulher ‘fantasia’ filho de escravo e causa revolta. Fantasia usada em festa de Dia das Bruxas de colégio particular em Natal repercutiu nas redes; Ministério Público abriu procedimento.

Coluna do Estadão: Onyx já disse que vota contra reforma do INSS. Ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, o deputado federal reeleito Onyx Lorenzoni (DEMRS) classificou a reforma da Previdência do governo Temer de “medíocre e pouco inteligente”. Em discurso no plenário da Câmara em junho de 2017, Lorenzoni afirma que “sempre será contrário” à proposta do atual governo e sugere que o sucessor – no discurso ele já apostava que seria Bolsonaro – implemente a chamada “Previdência fásica”. Nesta semana, Bolsonaro disse que vai trabalhar pela aprovação de parte da proposta do governo.

Editorial1: Oposição leal. Os mandatários que assumirão as rédeas do País precisam ter ciência de que não se faz uma democracia apenas com palavras de ordem.

Editorial2: O uso do dinheiro público. Além de decidir com prudência onde investir, é preciso acompanhar a utilização desses recursos

Editorial3: Mercado de capitais mais ativo. Há espaço para a expansão desse mercado, o que requer maior confiança dos investidores.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Bolsonaro juntará 3 pastas e país terá superministério. Fazenda, Planejamento e Indústria estarão sob o comando de Paulo Guedes. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), decidiu que o Brasil terá um superministério da Economia. Sob a chefia de Paulo Guedes, a nova pasta a será formada p e la junção de Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) emitiu nota criticando a decisão. Segundo a entidade, o seto r p recisa de ministério próprio. Guedes discorda. Para o futuro ministro, a fusão de Fazenda e Indústria tem como meta reduzir a carga tributária, em sincronia com uma política de abertura comercial. O crescimento, diz, virá “com juros baixos, reformas fiscais e desburocratização”. A gestão Bolsonaro também vai unir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente, disse Onyx Lorenzoni, que chefiará a Casa Civil. A medida, que não é consenso entre representantes do agronegócio, preocupa ambientalistas, para quem a fusão deve causar aumento do desmatamento e da violência no campo.

Urnas deram recado ao PSDB, diz governador eleito do RS. Eduardo Leite, 33, afirma que vitória mostrou necessidade de maior ‘arejamento de ideias’.

Após derrota, PT quer reforçar movimento pela soltura de Lula. Sigla pretende criar ‘rede de solidariedade pela liberdade’ do ex-presidente, preso no PR.

Vinícius T. Freire: Ministro terá força e alcance inéditos . Paulo Guedes terá poderes que nenhum ministro da Economia teve, com a exceção talvez de Delfim Netto, na primeira metade dos anos 1970, no auge econômico e político da ditadura militar.

Bruno Boghossian: Fusão de Bolsonaro deixa país sujeito a propaganda ruralista. Incorporação da pasta do Meio Ambiente pela Agricultura é opção por lobby pueril.

Mônica Bergamo: Futuros ministros da Defesa e da Casa Civil se reúnem para debater transição. A maior preocupação, dizem, são dados ‘camuflados’ devido ao ‘aparelhamento’ da máquina pública.

Painel: Ataques de Bolsonaro à imprensa foram criticados por sua própria equipe. Para generais, eleito precisa entender agora que “é uma instituição”, não um candidato.

‘Nós fomos miseravelmente traídos por Lula e seus asseclas’. Terceiro colocado na eleição, Ciro Gomes afirmou que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”. Em entrevista à Folha, nega ter lavado as mãos ao viajar para a Europa após o primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”, disse o pedetista, que criticou atuação do PT para impedir apoio à sua candidatura.

Partidos de oposição a Bolsonaro se reúnem para formar bloco sem PT. PSB, PDT e PC do B querem ‘um outro modelo de oposição que seja construtivo para o Brasil’.

Entidades relatam preocupação com fala sobre a Folha. Associações de jornalistas e organizações de defesa dos direitos humanos repudiaram as afirmações de Jair Bolsonaro contra a Folha no Jornal Nacional. Para Gustavo Bebianno, braço direito de Bolsonaro, “ele não fez ataques, ele fez críticas”.

Só reformar a Previdência não basta, diz chefe do Itaú. A reforma da Previdência é a mais urgente a ser realizada pelo novo governo, diz o presidente do Itaú, Cândido Bracher, m as ela não basta para que o país tenha um desenvolvimento econômico maior. “Se ficarmos só nisso, o crescimento vai ser medíocre.” Ele defende reformas na educação, na política e na tributação.

Reforma previdenciária em 2018 esbarra em discordâncias. Em entrevista no Rio, Paulo Guedes, futuro chefe da economia no governo Bolsonaro, admitiu que haverá dificuldades políticas para aprovar parte da reforma da Previdência neste ano; líderes partidários não veem clima para a votação.

Ação espontânea nas redes estimula assinar o jornal Folha de São Paulo.

Editorial1: Acostume-se. A imprensa não deixará de escrutinar o poder porque seus detentores adota.

Editorial2: Limites ao arbítrio. Maioria das ações em universidades pareceu de severidade despropositada.

*Manchete e destaques do jornal Valor Econômico*: Mercado mostra dúvidas sobre a venda de reservas. A ideia do governo Jair Bolsonaro de vender parte das reservas internacionais para reduzir a dívida pública, antecipada ontem pelo Valor, provocou discussões no mercado financeiro.

Plano para a Infraestrutura prevê R$ 180 bi. Com forte aporte de recursos privados, a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro pretende elevar os investimentos em infraestrutura para R$ 180 bilhões em 2019.

Guedes quer duas reformas da Previdência. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, quer a aprovação da reforma da Previdência o mais rápido possível, ainda neste ano. Ele prometeu fazer depois, no governo de Jair Bolsonaro, uma nova reforma, para introduzir o regime de capitalização.

Brasil defende tributação das gigantes da internet. O Brasil apresentou ontem documento na Organização Mundial do Comércio (OMC) defendendo a cobrança de imposto local sobre a receita e lucros de plataformas on-line como Facebook, Amazon e Alibaba, tomando a dianteira nas discussões sobre um futuro acordo global de comércio eletrônico.

João Doria rejeita a ideia de privatização da Sabesp. O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse ao Valor que deve manter a Sabesp sob comando do Estado, mas ampliar, no limite máximo, sua capitalização internacional.

Futuro pode ser dos ‘produtos inacabados’. Comprar um produto eletrônico, usá-lo por um determinado período e depois substituí-lo por outro mais moderno é um modelo com dias contados, ao menos na opinião de Kazuhiro Tsuga, presidente mundial da Panasonic. “Temos que acabar com a era do produto que fica defasado com o novo que é lançado”.

Informalidade volta a aumentar e reduz desemprego no 3º trimestre. Aumento do emprego sem carteira também foi responsável por parte da queda de 0,3% na renda do período.

Câmbio desacelera atacado e segura IGP-M em 0,89%. Transição Equipe de Bolsonaro quer privatizar Docas e extinção da Telebrás.

Programa prevê também outorga, em vez de menor valor de pedágio, nas concessões de rodovias federais, e isenção de imposto para investimento em debêntures de infraestrutura também para pessoas físicas.

Transição. Criação de superministério é retomada. Presidente eleito decidiu unir Fazenda, Planejamento e Mdic, além de Agricultura e Meio Ambiente.

Câmara resiste a colocar em votação a reforma da Previdência. Para Rodrigo Maia, abrir prazo para votação agora seria repetir erro.

Transição PT define que “resistência” no Congresso é prioridade. Partido delega a Haddad missão de articular frente.

TSE examina oito ações contra Bolsonaro. MP-DF pede informações sobre “Wal do Açaí”.

O novo panorama político brasileiro. Urnas trouxeram a debacle do MDB e o crescimento do PSL de Bolsonaro.

Editorial: Pautas-bomba põem em alerta equipe do novo governo. Por contas das eleições, votações foram interrompidas no segundo semestre. Algumas medidas até perderam a validade, com potencial para afetar as contas fiscais.

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