Combustíveis, criminalidade e transporte rodoviário são os destaques das manchetes

Combustíveis, criminalidade e transporte rodoviário são os destaques das manchetes. Reajustes diários da gasolina preocupa governo; R$400 milhões por ano é quanto fatura o PCC; número alto de caminhões
Primeira Hora – Anexo 6

Combustíveis, criminalidade e transporte rodoviário são os destaques das manchetes. Reajustes diários da gasolina preocupa governo; R$400 milhões por ano é quanto fatura o PCC; número alto de caminhões nas estradas acirra disputa por cargas.

SINOPSE DE 03 DE JUNHO DE 2018.

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Governo estuda acabar com reajustes diários na gasolina. Ideia é amortecer variação para consumidor, sem interferir na Petrobras. Combustível teve mais um aumento ontem, com alta acumulada de 11,3% em um mês. Depois de congelar por 60 dias o valor do diesel, o governo estuda uma maneira de acabar com os reajustes diários também nos preços da gasolina/

Após a greve, como mudar os tributos. Os presidenciáveis mais bem colocados consideram essencial a reforma tributária, tema que ganhou destaque após caminhoneiros, na greve, pressionarem por corte de impostos. Na pauta, está a unificação de taxas. Assim como no questionário sobre a Previdência, o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, não apresentou suas ideias sobre o sistema tributário/

O que pensam os ‘marineiros’. Pré-candidata da Rede, Marina Silva é líder entre eleitores que costumam votar no PT, como os de baixa renda e de pouca escolaridade/

Munição desviada de Exército e PM. Munição apreendida com militar no Rio saiu de lotes comprados pelo Comando Logístico da Força e pela PM/

Máquina ajuda a fabricar sonhos. Projeto do MIT explora a fronteira do sono profundo para ampliar a criatividade/

Da fome na Venezuela à exploração no Brasil. Desesperados por emprego, venezuelanos são explorados em fazendas de Roraima/

Longe da transparência e perto do voto: os dois meses de um vale-tudo. Sem precisar prestar contas à Justiça Eleitoral, presidenciáveis ocultam gastos de suas pré-campanhas/

Elio Gaspari: Estradas paradas: é hora de cobrar a conta do locaute. Demorou uma semana, mas saiu a primeira prisão. A Polícia Federal trancou Vinicius Pellenz, da empresa Irapuru, de Caxias do Sul (RS). Ele é acusado de intimidar motoristas de outras empresas: “Ô nego, para teu caminhão. (…) Não leva milho, não faz nada para a Agrosul”/

Ascânio Seleme: O Brasil tem bons políticos, inclusive no Congresso Nacional. Ele existe e está em todos os lugares, inclusive no Congresso Nacional. Erram enormemente os que, por tolice ou falta de visão histórica, pregam intervenção militar no Brasil. De um modo geral são pessoas truculentas, de baixa escolaridade e má educação. Olham para o Congresso e só veem políticos corruptos, miram o Planalto e enxergam tão somente escândalos. Misturam as duas leituras ligeiras do cenário político e não conseguem pensar em outra alternativa. Não conseguem ver um lado positivo. E ele existe, é sólido, vai jogar o Brasil no futuro e atende pelo nome de bom político/

Bernardo Mello Franco: Os homens de negócios na disputa presidencial. Na terça-feira, o empresário Josué Gomes deixou seu império têxtil para desfilar pelo Congresso. O dono da Coteminas conversou com Rodrigo Maia e se reuniu com deputados do PR. Ele tenta emplacar como candidato a presidente, depois de ser cotado para vice de Lula, Ciro e do nanico Flávio Rocha. Na ausência de outsiders com votos, como Luciano Huck e Joaquim Barbosa, os políticos passaram a cortejar outsiders com dinheiro. É o caso do filho de José Alencar, vice-presidente nos dois mandatos de Lula/

Fernando Henrique Cardoso: Governo e elites que se cuidem: a crise é profunda. Entre o desemprego e a violência assustadora, a perda de confiança nas instituições é um incentivo ao autoritarismo/

Ancelmo Gois: Na tocaia, milícia alugou apartamento em frente a delegacia. Isto que é crime organizado. A Polícia Civil do Rio ficou sabendo que uma milícia carioca alugou um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio, para um de seus advogados. Fica em frente à… Delegacia de Homicídios. Assim, o ‘doutô’ ficava de olho na movimentação e descobria quando teria operação/

Merval Pereira: Causa e efeito. A recente pesquisa do Datafolha que registrou um aparente desencontro entre expectativas e desejos da população em relação à greve dos caminhoneiros confirma uma velha tese do economista Luiz Guilherme Schymura, do Ibre da Fundação Getulio Vargas no Rio. Enquanto 87% dos pesquisados apoiaram a greve, outros 81% mostraram-se contrários a pagar os custos das reivindicações através de mais impostos/

Lauro Jardim: Paulo Preto fez ameaça a investigado em caso de propina. Paulo Preto não disparou ameaças somente às testemunhas do seu inquérito — o que o levou a ser preso novamente na semana passada (e solto a jato pelo infalível Gilmar Mendes). Ao menos um investigado com papel relevante nos esquemas de corrupção do PSDB de São Paulo recebeu também mensagens intimidadoras via celular. O que chamou atenção foi o tom violento dos recados. Paulo Preto avisou que, se cair, não cairá sozinho/

Lauro Jardim: O campeão de menções na delação de Léo Pinheiro é Lula. Dos cerca de 60 anexos entregues à PGR até agora, cinco são dedicados ao presidiário mais famoso do Brasil. Outros dois personagens também merecem atenção especial. Sérgio Cabral e Eduardo Cunha têm, cada um, três anexos para chamar de seus/

Editorial1: Ganhos e perdas em 30 anos da Constituição. É indiscutível a importância histórica da Carta que restabeleceu o estado democrático de direito, mas não se deve esquecer de que ela tornou o Estado maior que o PIB/

Editorial2: A aposta equivocada no transporte rodoviário. A greve de caminhoneiros, que durou dez dias e paralisou o país, causando desabastecimento, afetando o funcionamento de escolas e hospitais, prejudicando a operação de termelétricas, deixando trabalhadores a pé, impondo prejuízos bilionários ao setor produtivo e levando o caos a aeroportos, expôs a incrível dependência ao transporte rodoviário, seja de cargas ou de passageiros.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: PCC cresce e já fatura mais de R$ 400 milhões por ano. Considerada uma organização ‘pré-mafiosa’, facção se uniu a cartel para mandar cocaína para o exterior. R$ 4 milhões foi quanto o bando enviou a um doleiro em duas semanas em 2017/

30 mil criminosos são ligados à facção. Maior crescimento aconteceu nos Estados das Regiões Norte e Nordeste; grupo buscaria uma ‘renda monopolista’/

‘Estadão’ lança checagem de dados. Jornalistas vão verificar veracidade de conteúdo que circula nas redes e declarações de autoridades; resultado será expresso em ‘pinocchios’/

Turbulência na Petrobrás complica plano de Guardia. Agenda travada. Sem apoio dos parlamentares, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, terá dificuldade de aprovar até o fim do governo as medidas econômicas definidas como prioritárias; até projetos mais simples sofrem resistência no Congresso Nacional/

Meirelles diz não ser candidato do governo. Eleições. Ex-ministro de Temer tenta desvincular sua pré-candidatura à Presidência da gestão do emedebista; ele também não quer ser visto como nome do mercado na disputa/

Licença para ser pai. 180 dias. ‘Foi como a licença de uma mãe’, destaca Souto. O professor Luís Souto, pai das gêmeas Catherine e Victória, conseguiu na Justiça o direito a uma licença-paternidade de 180 dias. Outros profissionais têm conseguido estender o benefício por meio de ações judiciais. Para pediatras, além de ampliar o vínculo com a criança, a presença paterna contribui para a saúde da mãe e do bebê/

De ônibus, a perigosa fuga da Venezuela. Classe média abandona casas, carros e roupas para escapar da morte que já a rodeia/

‘Temer não vai ter influência na sua própria sucessão’. Para cientista político, presidente está na mesma posição que Sarney, também do MDB, na eleição de 1989/

Em carta, Bolsonaro defende Bolsa Família com ‘auditoria’. Pré-candidato do PSL prepara documento no qual prioriza área social para disputar votos dos eleitores de menor renda/

Coluna do Estadão: Raio X de supersalários não avança no CNJ. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ainda não avançou na apuração de eventuais irregularidades nos supersalários da magistratura. Em agosto do ano passado, a presidente do CNJ, ministra Cármen Lúcia, determinou que tribunais de todo o País enviassem ao conselho as remunerações dos seus juízes, que foram publicadas no portal do conselho. A ministra havia prometido acionar a Corregedoria do CNJ para apurar possíveis abusos e até sinalizou a criação de uma comissão para se dedicar ao tema, mas as promessas não saíram do papel/

Coluna do Estadão: O presidente Michel Temer enxugou o orçamento de todos os ministérios para atender às demandas dos caminhoneiros. Apenas uma pasta não sofreu cortes: o Ministério dos Direitos Humanos/

Coluna do Estadão: O processo em que o ex-presidente Lula, o senador cassado Delcídio Amaral e outros cinco são acusados de obstrução da Justiça aguarda sentença do juiz Ricardo Leitte, da 10.ª Vara Federal de Brasília, desde novembro. Eles são acusados de tentar obstruir a Justiça comprando o silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, um dos delatores do esquema de corrupção na estatal. O Ministério Público pediu a absolvição de Lula por falta de provas/

Fernando Henrique Cardoso: Decifra-me ou te devoro Causas da insatisfação continuam, tanto econômicas como políticas, e levam, na melhor das hipóteses, à abstenção eleitoral/

Vera Magalhães: A greve e a urna.  O clima que reinou no País nestas duas últimas semanas mostrou que há um solo fértil para aventureiros/

Eliane Catanhêde: Isolados e sob ataque. A renúncia de Pedro Parente tem lá seus motivos, mas faltou algo essencial: senso de oportunidade. Ele sai a poucos meses das eleições e na pior hora não só para o governo como para ele próprio. Em vez de levar para casa o troféu de quem reconquistou o primeiro lugar do pódio para a Petrobrás, leva a queda espetacular nas Bolsas e o recuo à quarta colocação nacional/

Celso Ming: Confusão de ideias. O petróleo e a Petrobrás são nossos. Mas as pessoas querem que seja “nosso” o preço praticado pelo mercado/

Editorial1: Rumos para o crescimento. Espera-se do poder público as soluções para a quase totalidade dos problemas nacionais, mas pouco, ou nada, é exigido da iniciativa privada/

Editorial2: Iniciativa sensata. Grupo quer que pré-candidatos prometam que educação básica será prioridade da gestão/

Editorial3: Camelôs voltam com força. O comércio ambulante ilegal há muito se tornou um problema crônico na cidade, mas com a Operação Delegada, iniciada em 2009 no governo de Gilberto Kassab – na qual a Prefeitura paga diárias a policiais militares (PMs) de folga para reprimir esse tipo de atividade –, houve avanço considerável no trato do problema. Infelizmente, seu sucessor, Fernando Haddad, reduziu o número de PMs na Operação e desde então os camelôs voltaram a proliferar e o problema corre o risco de readquirir a importância de antes.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Sobra caminhão e falta carga no Brasil da crise. Frota inflada após subsídios do governo e recessão deram ociosidade e desemprego ao setor, pressionando motoristas/

Cresce plano de saúde que exige taxa por atendimento. Em uma década, o número de usuários de planos de saúde que pagam uma taxa por atendimento passou de 8,3 milhões (2007) para 24,7 milhões (2018). O modelo atende principalmente a demanda de empresas que custeiam planos dos funcionários/

A Agência Nacional de Saúde Suplementar planeja aprovar novas regras para esses planOS

Painel: Paulo Preto e Delúbio Soares se encontraram na carceragem da PF/

Dersa aponta fraude em pagamento milionário à Odebrecht feito após acerto com Serra/

Por não admitir condenação, Lula rejeita pedir transferência para ‘presídio da Lava Jato’/

Em teste para as eleições de outubro, Tocantins escolhe governador neste domingo/

Publicidade do Sistema S vira vitrine de Skaf, pré-candidato ao governo de SP/

Entrevista. Ao baixar diesel, governo abre brecha para greves em outros setores, diz economista. Para Bernard Appy, Planalto fez bem em sinalizar responsabilidade fiscal, mas errou ao tirar benefícios sem transição/

Hélio Schwartsman. Povo é um poço de contradições, mas a democracia funciona. Crise pode exacerbar os sentimentos, mas calmaria não torna sábio o eleitorado do país/

Bruno Boghossian: Bolsonaro experimenta máscara de moderado, mas não convence. Nos anos 90, presidenciável defendeu novo golpe militar e guerra/

Vinicius Torres Freire: Dilma, Temer, Parente, os entreguistas. País já importou mais gasolina e pagou mais pelo diesel, mas tudo isso é conversa fiada. O levante popular contra o preço do diesel quer subsidiar o uso de carros privados e de poluentes, favorecendo de resto mais ricos, abortando empreendimentos nacionais de energia nova ou mais limpa. Isso não vai prestar/

Editorial1: Há soluções. Momento político e econômico do país é difícil, mas administrável/

Editorial2: Usuários e traficantes. Guerra às drogas ganha no Brasil camada de ineficiência por privilegiar prisão de jovens com pequenas quantias.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.