Com 92 casos confirmados, OMS monitora surto de varíola dos macacos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está trabalhando em estreita colaboração com países onde foram relatados casos da doença viral rara varíola dos macacos

A varíola dos macacos ocorre principalmente em áreas de floresta tropical da África Central e Ocidental, mas surtos surgiram em outras partes do mundo nos últimos dias. Os sintomas incluem febre, erupção cutânea e linfonodos inchados.

Como uma parcela significativa dos casos da varíola dos macacos relatados foi identificada entre gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) expressou preocupação de que algumas reportagens e comentários da mídia estavam reforçando estereótipos homofóbicos e racistas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está trabalhando em estreita colaboração com países onde foram relatados casos da doença viral rara varíola dos macacos, informou a agência da ONU nesta sexta-feira (20).

Neste sábado (21), a OMS recebeu notificações de 92 casos confirmados e 28 casos suspeitos em 12 países não endêmicos para a doença.

A varíola dos macacos ocorre principalmente em áreas de floresta tropical da África Central e Ocidental, mas surtos surgiram em outras partes do mundo nos últimos dias. Os sintomas incluem febre, erupção cutânea e linfonodos inchados.

A OMS disse que está “trabalhando com os países afetados e outros para expandir o monitoramento da doença para encontrar e apoiar as pessoas que podem estar contaminadas e fornecer orientações sobre como gerenciar a doença”.

A OMS enfatizou que a varíola se espalha de maneira diferente da COVID-19, incentivando todas as pessoas a “se manterem informadas com fontes confiáveis, como autoridades nacionais de saúde” sobre a extensão de qualquer surto em suas comunidades.

A OMS disse em um comunicado anterior à imprensa que a doença foi detectada em pelo menos oito países na Europa: Bélgica, França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.

Sem relação com viagem – O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, disse que todos os casos relatados até agora, exceto um, não têm ligações com viagem a áreas endêmicas.

Muitos foram detectados em clínicas de saúde sexual e estão entre homens que fazem sexo com homens. Além disso, suspeita-se que a transmissão possa estar em andamento há algum tempo, pois os casos estão geograficamente dispersos pela Europa e além.

A maioria dos casos é até agora leve, explicou. “A varíola geralmente é uma doença autolimitada, e a maioria dos infectados se recupera em poucas semanas sem tratamento”, disse  diretor regional da OMS. “No entanto, a doença pode ser mais grave, especialmente em crianças pequenas, mulheres grávidas e indivíduos imunocomprometidos”.

Trabalhando para limitar a transmissão – A OMS está trabalhando com os países afetados, inclusive para determinar a provável fonte de infecção, como o vírus está se espalhando e como limitar a transmissão.

Os países também estão recebendo orientação e apoio em monitoramento, testes, prevenção e controle de infecções, gestão clínica, comunicação de risco e envolvimento da comunidade.

Preocupação com a chegada do verão – O vírus Monkeypox é transmitido principalmente aos seres humanos a partir de animais selvagens, como roedores e primatas. Também se espalha entre humanos durante o contato próximo – através de lesões cutâneas infectadas, gotículas exaladas ou fluidos corporais, incluindo contato sexual – ou através do contato com materiais contaminados, como roupas de cama.

As pessoas com suspeita de ter a doença devem ser examinadas e isoladas.

“À medida que entramos no verão na região europeia, com grandes eventos, festivais e festas, estou preocupado que a transmissão possa acelerar, pois os casos atualmente detectados estão entre aqueles que praticam atividade sexual e os sintomas são desconhecidos para muitos”, disse o diretor da OMS.

Ele acrescentou que a lavagem das mãos, bem como outras medidas implementadas durante a pandemia de COVID-19, também são essenciais para reduzir a transmissão em ambientes de saúde.

Austrália, Canadá e Estados Unidos também estão entre os países não endêmicos que relataram casos de varíola dos macacos.

As autoridades de saúde da cidade de Nova York, sede da sede da ONU, também estão investigando um possível caso depois que um paciente em um hospital testou positivo na quinta-feira (19). Os EUA registraram dois casos em 2021, ambos relacionados a viagens da Nigéria.

UNAIDS demonstra preocupação com estigmas contra pessoas LGTBI – Como uma parcela significativa dos casos de Monkeypox recentemente relatados foi identificada entre gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) expressou preocupação no domingo de que algumas reportagens e comentários da mídia estavam reforçando estereótipos homofóbicos e racistas.

Edição do Anexo 6: Sérgio Botêlho, com informações das Nações Unidas

 

You may also like

Inscreva-se
Notifique-me de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments