Cigarro eletrônico é alvo de alerta da Associação Médica Brasileira

Cigarro eletrônico é alvo de alerta da Associação Médica Brasileira (AMB). Portanto, a entidade busca esclarecer a população em geral sobre os males da prática. 

Alberto Araújo, presidente da comissão da AMB, ressalta que a plataforma está sendo lançada em um momento propício. Afinal, a pandemia de coronavírus exige cuidados redobrados com as questões relacionadas à saúde.

O conteúdo foi elaborado pela Comissão de Combate ao Tabagismo da entidade. Isso, em parceria com a Aliança de Controle do Tabagismo e Promoção da Saúde (ACT). E, ainda, com o apoio da Fundação do Câncer e pode ser acessado em https://amb.org.br/cigarro-eletronico/.

“O conteúdo é destinado a médicos, profissionais da saúde, à imprensa e toda a população. Nele, são desvendadas as artimanhas que a indústria tabagista utiliza para vender benefícios inexistentes e falsos para atrair usuários”, observa Diogo Sampaio, vice-presidente da AMB. 

DEFs

Os novos produtos de tabaco, conhecidos principalmente como cigarros eletrônicos, tabaco aquecido ou Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), são regulados no Brasil desde 2009. Dessa forma, importação, comércio e propaganda proibidos por meio de resolução da diretoria colegiada da ANVISA, a RDC 46/2009.

Segundo a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) pesquisas revelam a presença de substâncias severamente tóxicas na fumaça dos DEFs. A saber, a nicotina, cuja exposição durante a adolescência pode prejudicar o cérebro em desenvolvimento. 

Ademais, já verificou-se que efetivamente houve aumento no consumo entre jovens nos países em que esses produtos podem ser comercializados.

Mecanismos de defesa do organismo

“O tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Portanto, o tabagismo é um fator de risco para a COVID-19. Devido a um comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença”, destaca. 

O Diretor Científico da AMB, Antonio Carlos Palandri Chagas, enfatiza a importância dos esclarecimentos sobre os DEFs. “Recomendo a leitura do material por pais e educadores, pois com formatos inusitados e sabores a indústria pretende atingir um público mais jovem com os cigarros eletrônicos. Se aqueles que devem orientar as crianças e adolescentes não estiverem preparados, até mesmo para reconhecer que o que o filho ou aluno carrega é um e-cigarro, corremos o risco de ter um crescimento grande de fumantes nestas modalidades”.

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