Governo retira pontos polêmicos da reforma e garante atendimento às reivindicações dos caminhoneiros sobre o frete

Palácio do Planalto. Crédito da foto: Sérgio Botêlho

Nesta segunda-feira, 22, o governo tomou duas decisões que podem afastar as chances de derrota ou prorrogação do voto, na CCJ da Câmara, da admissibilidade da reforma da Previdência, e, na outra ponta, de uma greve de caminhoneiros prevista para acontecer a partir da próxima segunda-feira, 29.

Para garantir a votação da admissibilidade da reforma, o governo resolveu excluir do texto, segundo o jornal Estado de São Paulo, o fim do pagamento de multa do FGTS para aposentados; a possibilidade de se alterar, por projeto de lei, a idade máxima da aposentadoria compulsória; a exclusividade da Justiça Federal do DF para julgar processos contra a reforma e o dispositivo que dá somente ao Executivo a possibilidade de propor mudanças na Previdência.

Todos esses itens se constituíam em entraves, principalmente no seio do aglomerado político-partidário do Centrão, grupo fundamental para o sucesso da reforma da Previdência, em todas as suas fases, e não devem ter impacto no R$ 1,16 trilhão de economia que a equipe econômica espera obter em 10 anos, segundo avalia a matéria do Estadão. Mesmo assim, a oposição foi à Justiça Federal para tentar barrar a votação, já que reclama da condição de secretos dada pelo governo aos estudos que levaram à formulação da PEC.

Sobre a greve dos caminhoneiros, conforme noticia O Globo, após uma reunião de cinco horas no Palácio do Planalto, entre governo e líderes da categoria, foi anunciado, pelos caminhoneiros, que não haverá paralisação da categoria nas próximas semanas. O governo se comprometeu, segundo o jornal O Globo, a aumentar a fiscalização do piso mínimo de frete e atrelar o reajuste da tabela ao preço do diesel.

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