CCJ, índios e caminhoneiros: semana quentíssima

Crédito da foto: Agência CâmaraqSérgio Botêlho

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados se reúne, nesta terça-feira, 23, sob o signo da conflagração entre governistas e oposicionistas.

O motivo é um só: a votação da Reforma da Previdência, questionada pelos oposicionistas e defendida pelos aliados do governo, o que tem transformado as sessões da CCJ em guerra aberta.

Para incrementar ainda mais as divergências, veio à tona, domingo último, por meio de reportagem da Folha de São Paulo, o segredo estipulado pelo governo sobre os estudos que conduziram à proposta de reforma.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) garante que o governo divulgará os estudos na próxima quinta-feira, 25, para ver se a admissibilidade da proposta é votada ao menos até esta quarta-feira, 24, na CCJ.

Inconformados, os oposicionistas prometem luta ferrenha contra a aprovação da admissibilidade na CCJ, não sendo possível saber, ainda, com 100% de certeza, qual será o posicionamento do Centrão, na hora da votação da PEC.

Tudo isso precede uma semana bastante movimentada, do ponto de vista político, frente à mobilização indígena, com a promessa de 5.000 nativos, em Brasília, mesmo com a decisão do governo em impedir a movimentação.

Também em curso, uma ameaçadora greve de caminhoneiros, que pode ter início na segunda-feira, 29, próxima semana, com potencial para paralisar o país, em meio à atuação do governo no sentido de evitar o movimento.

Como se observa, uma semana para lá de quente, com previsão de que a fornalha se estenda até a próxima. Sem esquecer o barulho provocado por diferenças entre as forças que compõem o atual governo.

 

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