Câmara reelege Maia

SINOPSE NACIONAL DE 02 DE FEVEREIRO DE 2019

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Maia é reeleito na Câmara; voto aberto deflagra tumulto no Senado. Com nova regra, Renan perde favoritismo, e sessão é adiada para hoje de manhã. Com uma vitória expressiva em primeiro turno, em que obteve 334 votos, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reconduzido à presidência da Câmara dos Deputados. Maia conseguiu o apoio de 16 partidos, de um amplo espectro ideológico. Do PSL do presidente Jair Bolsonaro ao PCdoB e ao PDT, além de 13 siglas identificadas com o centro. Em seu discurso no plenário como candidato, Maia enfatizou a importância da agenda de reformas. No Senado, a decisão pelo voto aberto gerou tumulto entre os parlamentares ao tirar o favoritismo de Renan Calheiros (MDB-AL). Após muita discussão, a sessão foi adiada para hoje, às 11 horas.

Toffoli decide que votação para presidente do Senado será secreta, após MDB e Solidariedade recorrerem ao STF. Votação estava marcada para este sábado, às 11h. (manchete da hora de O Globo online).

Câmara volta em clima de festa de debutantes. Enquanto no Senado o clima era de octógono de MMA, na Câmara a posse dos novatos teve ares de festa de debutante: vestidos longos, muita maquiagem e famílias orgulhosas dos que chegavam para sua primeira experiência no Parlamento.

Caso Queiroz continua no Rio, decide o STF.

Infiltração de água pode ter derrubado barragem. Imagens de câmeras da Vale registram o momento em que a barragem da mina em Brumadinho se rompe. Para geólogos, vídeos mostram que havia muita água numa estrutura inativa desde 2015.

Por reforma, governo vai mexer em carreira militar. Como contrapartida para incluir os militares na reforma previdenciária, com aumento do tempo na ativa e da alíquota de contribuição, governo estuda criar um posto a mais na hierarquia e conceder gratificação em cursos de especialização. Militares querem reajuste salarial.

‘Saída para Maduro é a porta da rua’, diz chanceler. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que o pré-requisito para qualquer diálogo com a Venezuela é a saída de Nicolás Maduro. Oposição vem encontrando dificuldades em sua ofensiva contra o regime chavista.

Produção industrial brasileira cresceu apenas 1,1% em 2018.

Editorial1: Congresso precisa manter o senso de urgência da crise. Novo Legislativo assume com a responsabilidade de executar a essencial reforma da Previdência.

Editorial2: Cleptocracia chavista aumentou em 40% a taxa de mortalidade infantil. Crise humanitária na Venezuela tem outras expressões, como o efeito da fome na população.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo:  Maia diz que governo ainda não tem votos para Previdência. Para o presidente reeleito da Câmara, reforma exigirá debate na Casa e pacto com governadores e prefeitos. Reeleito presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que o governo não tem, “no curto prazo”, os 308 votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência. Maia disse que a proposta que endurece as regras de aposentadoria precisará de, “no mínimo”, dois meses de debate na Casa e avaliou que apenas um “pacto” com governadores e prefeitos pode fazer o projeto avançar. O prazo contraria a expectativa do governo, que quer acelerar a aprovação da reforma. Segundo o presidente da Câmara, é preciso conhecer os detalhes da proposta e a data de envio do texto ao Congresso. Maia expôs suas divergências com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), que também é do DEM e teria trabalhado contra sua recondução à presidência da Câmara. “A nova forma de Bolsonaro trabalhar pode não gerar 308 votos no curto prazo”, afirmou. Por meio de rede social, Jair Bolsonaro parabenizou Maia. “Este cargo é de extrema responsabilidade para conduzir a votação dos projetos que o brasileiro tanto almeja.”

Toffoli determina que votação para a presidência do Senado seja secreta. Presidente do Supremo Tribunal Federal decidiu atender ao pedido formulado pelo Solidariedade e pelo MDB. (Manchete da hora do Estadão online)

O plenário do Senado suspendeu a votação para a presidência da Casa na noite de ontem, depois de cinco horas de tensão e trocas de insultos. A sessão está prevista para recomeçar hoje, às 11 horas. Antes, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que concorre ao cargo, conseguiu o voto de 50 senadores para manter a eleição aberta. “Canalha, canalha, canalha”, gritou Renan Calheiros (MDB-AL) em direção à mesa do Senado, presidida por Alcolumbre.

Atuação de Onyx é criticada até por aliados. Correligionários consideraram arriscada para o governo a atuação do ministro da Casa Civil, que tentou influenciar a eleição no Congresso. Renan falou em “tentativa de golpe”.

Governo fica com comissões ‘poderosas’ na Câmara. Rodrigo Maia (DEM-RJ) liderou articulação que deu ao bloco que inclui o PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro – o comando de 15 das 25 comissões temáticas da Câmara, entre elas as de Constituição e Justiça e de Finanças, as mais poderosas e disputadas pelas siglas e pelos parlamentares. A esquerda ficou isolada.

Barragem pode ter sofrido sobrecarga. Imagens do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) devem ajudar a encontrar as causas do desmoronamento. Para analistas, a principal hipótese seria um fenômeno chamado “liquefação”, quando o solo, por sobrecarga, fica menos sólido e pressiona a estrutura – o mesmo que causou a tragédia de Mariana. O número de mortos chegou a 115 ontem e 248 pessoas estão desaparecidas.

Argentina e Vale travam indústria. A redução da produção da Vale e a recessão na Argentina fazem com que economistas revejam as projeções para a indústria. No fim de 2018, o Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, estimava alta de 2,5% do setor em 2019. Agora, após analisar a crise argentina, prevê 1,8%, e fará novo cálculo, incluindo a Vale. Montadoras e indústria química estão entre setores prejudicados.

Ministro devolve caso Queiroz à 1ª instância.

Adriana Fernandes: Disputa sangrenta pela presidência do Senado terá reflexos no texto da reforma da Previdência acertado por Bolsonaro.

Editorial1: A hora da verdade. A lufada de ar fresco na política é benéfica. Resta saber como irão se portar deputados e senadores quando tiverem de decidir entre o desejo de seus eleitores e o que for melhor para o País.

Editrorial2: Um Poder acima do teto. O Judiciário não pode custar tão caro. É preciso que suas despesas estejam dentro dos limites constitucionais.

Editorial3: A inflação bloqueada. Surpresas boas quanto à atividade poderão gerar, no entanto, receios de maior inflação.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Vale sabia que lama chegaria em um minuto a refeitório. Cálculo está no plano de emergência feito para a barragem de Brumadinho. O plano de emergência da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), previa que, em caso de colapso da estrutura, a onda de rejeitos poderia atingir o refeitório dos funcionários e a área administrativa em um minuto. A Folha revelou ontem que a Vale tinha conhecimento de que a lama destruiria essas estruturas. Pelo cálculo, a onda atingiria a região da pousada Nova Estância, que foi destruída, em quatro minutos. O rio Paraopeba seria tomado 3 horas e 18 minutos após o rompimento. A Vale diz que a estrutura que rompeu tinha todas as declarações de estabilidade aplicáveis e passava por inspeções quinzenais e auditorias.

Toffoli determina votação secreta na eleição do Senado. A eleição que escolheria o nome que comandará o Senado foi adiada para as 11h deste sábado. (Manchete da hora da Folha online)

Caso pode levar a indiciamentos por homicídio doloso. Especialistas em direito penal avaliam que o conhecimento que a Vale tinha sobre os riscos em caso de rompimento da barragem em Brumadinho pode levar a indiciamentos por homicídio doloso. “Responsáveis assumiram o risco”, diz o juiz aposentado Wálter Maierovitch.

Tragédia em MG. Vale fez simulações de emergência em só 9 das suas 175 barragens.

Sem água de rio, índios pataxós cancelam festa; grávidas deixam aldeia.

Desde 2009 , mineração causou três vazamentos por ano no mundo.

Caso de Flávio Bolsonaro seguirá na 1- instância. O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para que investigações sobre movimentações financeiras atípicas de ex-assessor dele tivessem provas anuladas. Flávio alegava que deveriam ter tramitado na corte. Marco Aurélio arquivou o pedido sem julgá-lo, o que na prática permite a continuidade das apurações na primeira instância da Justiça do Rio.

Maduro quer que ONU combata o ‘neocolonialismo’. Em entrevista, o embaixador da Venezuela nas Nações Unidas, Samuel Moncada, defende que o órgão adote mecanismos para abastecer o país e se opor ao bloqueio dos EUA. Alinhado a Nicolás Maduro, ele acusa o governo americano de tentar recolonizar a Venezuela.

Condenado no caso da máfia do ISS se apresenta à polícia. Chamado de chefe da máfia do ISS em São Paulo, o ex-subsecretário Ronilson Rodrigues se apresentou ontem à polícia. Querendo mostrar que o fazia de modo espontâneo, ele chamou a Folha para acompanhá-lo. Segundo a promotoria, o esquema desviou R$ 500 milhões do município.

Aéreas pedem à gestão Doria redução no ICMS do querosene.

Após série de denúncias, governo federal decide intervir na Ceagesp.

Ministro diz não haver bolsa de pesquisa com triagem ideológica.

Editorial1: Foi um massacre. Catástrofe em Brumadinho tem características de um desastre anunciado.

Editorial2: Ímpeto reformista. É bem-vindo o movimento de Paulo Guedes, mas não é inteligente poluir o debate com ideias vagas.

 

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