Brasil: 4 milhões teriam contraído Covid-19 no Brasil, diz sanitarista

Até 4 milhões podem ter contraído Covid-19 no Brasil, diz sanitarista Gonzalo Vecina Neto. Ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o especialista também alertou para dificuldades de um “novo normal”. De acordo com sua avaliação, o futuro nos reserva um outro normal.

Neto expôs o que pensa a respeito da Covid-19 durante coletiva de imprensa do projeto “Todos pela saúde”, patrocinado pelo Itaú. Dessa forma, a instituição financeira reúne especialistas para auxiliar no combate ao novo coronavírus. A iniciativa é liderada pelo diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap.

Subnotificação

Recentemente, o próprio Ministério da Saúde reconheceu que não é possível afirmar com certeza o número real de infectados, no país. Dados municipais, número de internações por doenças respiratórias, registros em cartórios e superlotação de cemitérios mostram que mortes e casos graves de Covid-19 superam estatísticas oficiais, revela matéria recente no portal G1.

A situação é piorada, no Brasil, pela inexistência de testagem em massa. Dessa forma, boa parte dos portadores assintomáticos ou com sintomas leves não chega a ser testada. A prioridade nos testes é para os pacientes graves, aqueles que precisam ser hospitalizados.

Evidências indicam, contudo, que mesmo o número de mortes e casos graves é maior do que o confirmado oficialmente. Por conta da ausência dos testes em massa, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais acabam divulgado números irreais.

Novo protocolo em SP

Por isso, o governo de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira, 15, novo protocolo para os testes de coronavírus. De acordo com o que está sendo divulgado, esses testes também serão ampliados aos casos leves da doença. Dessa maneira, já a partir dessa segunda-feira, 18, segundo pretende o Centro de Contingência, em SP.

Segundo o coordenador do Centro de Contingência em SP, Dimas Covas, serão aplicados os testes RT-PCR nesse contingente. Esse tipo de teste é considerado o mais eficaz para detectar a infecção, já que rastreia o material genético do vírus Sars-CoV-2.

Devido à explosão de casos no país durante a pandemia e a escassez de recursos para a realização de testes em massa, o Ministério da Saúde recomendou para os estados que as testagens do tipo RT-PCR fossem realizadas em casos graves e mortes.

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