Bolsonaro traça plano de 100 dias de governo

SINOPSE NACIONAL DE 28 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Bolsonaro traça ‘plano dos 100 dias’ de governo. Eleito quer fixar uma prioridade por ministério, revisar atos de Temer e enviar pacote ao Congresso. Um documento elaborado pela equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, definiu prazos e prioridades para os primeiros cem dias do novo governo. Entre as medidas estão revisar todos os atos dos últimos 60 dias da gestão Temer, nomear para os principais cargos de primeiro escalão em dez dias, rever subsídios, mandar um pacote legislativo ao Congresso e escolher uma ação prioritária por pasta.

Após entrevista, Queiroz afirma que fará cirurgia. A defesa do ex-assessor de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz entregou ao Ministério Público atestados que comprovam a necessidade de “cirurgia urgente”. Ele só prestará depoimento após receber aval médico.

Orla vai virar grande área de lazer até a hora da virada. A festa de réveillon deste ano será maior e começará mais cedo. Além de Copacabana, toda a pista junto à orla de Ipanema e Leblon será fechada às 7h, criando uma área de lazer à beira-mar até a hora da virada. Os acessos a Copacabana serão fechados às 19h30m. Ainda há 70% dos cartões especiais do metrô à venda.

Divina providência uniu eleito e Olavo, diz chanceler. Em artigo, Ernesto Araújo afirma que chegou ao fim “regime ateu e corrupto” que emergiu no Brasil e que “Deus está de volta” ao país.

Detran. Acaba a vistoria obrigatória, mas taxas continuam.

Miriam Leitão: Brasil aprendeu a duvidar de versões frágeis. A versão de Fabrício Queiroz é evidentemente insatisfatória. Mesmo com toda a boa vontade do mundo é difícil considerar o caso encerrado. É preciso mostrar os registros de carros vendidos e comprados, explicar os depósitos dos funcionários do gabinete, justificar a presença dos seus familiares empoleirados na equipe de Flávio Bolsonaro, e ainda ter a comprovação bancária do empréstimo do presidente eleito Jair Bolsonaro em sua conta.

Merval Pereira: Caso não é de governo, mas causa dano. Demora de Queiroz e explicação marota desgastam Bolsonaro. Cadê o Queiroz? A pergunta, sonora e incômoda, vem atropelando a transição do governo Bolsonaro há mais de 20 dias.

Editorial1: Ex-assessor criou mais dúvidas. Ex-assessor de Flávio Bolsonaro nada esclarece sobre dinheiro e ainda cria mais dúvidas

Editorial2: Violência na votação de reforma em São Paulo é reação de corporações. Cidade consegue aprovar mudança na Previdência do funcionalismo, contrariando fortes interesses.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Bolsonaro planeja privatizar Congonhas e Santos Dumont. Terminais serão oferecidos em 2022, em ‘combos’ para concessão de 30 anos; Infraero será extinta. Os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio, devem ser leiloados no primeiro trimestre de 2022, para contratos de concessão de 30 anos. Depois disso, a Infraero, que administra os terminais, será extinta. Eles serão oferecidos em blocos, junto com outros aeroportos, como o de São José dos Campos e o Campo de Marte, no caso de Congonhas, que deverá ainda incluir investimentos para aumentar a segurança do terminal. O “combo” do Santos Dumont deve incluir Jacarepaguá e Pampulha (em Minas Gerais). A medida já havia sido cogitada pelo governo Temer e foi posteriormente abandonada após pressões políticas. Ao todo, o governo Bolsonaro quer oferecer 44 aeroportos ao mercado. Não entram nesta conta os 12 terminais no Norte, Nordeste e Centro-Oeste que já têm leilão marcado para o dia 15 de março de 2019.

 

Presidente eleito fará pente-fino nos últimos 60 dias de Temer. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, determinou uma revisão geral nos contratos e atos dos últimos dois meses de mandato de Michel Temer e equipe. O objetivo é verificar se as medidas tomadas no fim do governo estão de acordo com compromissos e metas da nova gestão. A determinação é uma das prioridades da Agenda de Governo e Governança Pública, entregue aos futuros ministros em Brasília. PF investigará ameaça de ataque no dia da posse. A Polícia Federal vai investigar uma ameaça de atentado contra o presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante a cerimônia de posse. Os autores seriam de um grupo chamado Maldição Ancestral.

Reforma da Previdência é prioridade, diz Mourão. A reforma da Previdência será prioridade “número um” do futuro governo, afirmou ontem o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão. Segundo ele, a reforma deve ser encaminhada ao Congresso no primeiro semestre como proposta para votação única. A ideia é aproveitar parte da reforma enviada por Michel Temer com alterações nas regras de transição e uma conta para capitalização. ‘1° ano será de mata-mata’, afirma Setubal. Para Alfredo Setubal, presidente da Itaúsa, holding de investimentos do Itaú Unibanco, Bolsonaro terá de aprender a negociar com o Congresso e deve enfrentar um início de governo difícil, pressionado pela necessidade de aprovar as reformas. “Não é campeonato de pontos corridos, é mata-mata.”

Testemunha do caso Odebrecht é achada morta. Foi encontrado morto ontem em circunstâncias suspeitas o ex-secretário de Transparência do governo de Juan Manuel Santos, Rafael Merchán. Ele tinha sido convocado como testemunha em favor de um envolvido no caso Odebrecht na Colômbia. As causas da morte não foram reveladas. Rio: roubo cai, mas polícia mata mais. A intervenção federal na segurança pública do Rio, que termina na segunda-feira, registra redução de roubos e de homicídios dolosos. Mas há aumento recorde de mortes por policiais.

Multa para desistência de imóvel é sancionada.

Previdência de SP foi a possível, diz secretário.

Editorial1: Quando todos ganham. Entre as iniciativas do Estado de São Paulo para desenvolver sua economia, uma das mais importantes – mas que é pouco conhecida do grande público – foi a criação do Fundo de Inovação Paulista.

Editorial2: Quem são os ‘nem-nem’. Jovens que não trabalham nem estudam, eles não estão ociosos por opção, mas sim por despreparo.

Editorial3: Desafio do consumo d’água. Pesados investimentos serão necessários para que não haja colapso do abastecimento.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Governo Temer chega ao fim com rejeição em queda. Avaliação ruim ou péssima recua para 62% após os 82% de junho, recorde negativo registrado pelo Datafolha. Presidente mais impopular desde a redemocratização, Michel Temer (MDB) vê melhora na avaliação de sua gestão no fim do mandato. Seu governo é considerado ruim ou péssimo por 62% dos entrevistados, regular para 29% e bom ou ótimo para apenas 7%, aponta o Datafolha. Em junho, após a paralisação dos caminhoneiros, a rejeição era de 82%. O desempenho de Temer é o pior desde 1989, com exceção dos presidentes que sofreram impeaehment. Fernando Collor foi mal avaliado por 68% dos entrevistados. Dilma Rousseff, a quem Temer sucedeu, por 63%. Na comparação com Dilma, 44% consideram a gestão do emedebista pior; para 20%, melhor; e 34% acreditam que foram iguais. O levantamento verificou ainda que “corrupção” é a palavra mais associada ao Brasil, como já havia ocorrido em 2017. As menções positivas ao país cresceram de 8% para 22%. “Melhoria” e “mudança” (4% cada) foram as mais citadas.

Sem foro, presidente terá três denúncias remetidas à primeira instância

Bolsonaro determina pente-fino na atual gestão. Em documento entregue à equipe ministerial, o governo de Jair Bolsonaro ordena um pente-fino nos atos dos últimos 60 dias da gestão Michel Temer e descreve órgãos de governança como disfuncionais. Entre as medidas previstas no texto estão “encaminhar proposta de possíveis decretos e leis que devam ser revogados” e “reformular, quando necessário, o planejamento estratégico do órgão”.

Posse será feita em 4 etapas e com segurança inédita

Sobe a multa para quem desistir de imóvel na planta. O presidente Michel Temer sancionou proposta aprovada no Congresso que eleva a multa para quem desistir da compra do imóvel na planta. A incorporadora poderá reter até 50% do valor pago pelo cliente. Válida para novos contratos, a medida passa a Vigorar hoje. Alfabetização sobe em SP; fim do ciclo é principal gargalo. Escolas municipais deram salto em 2018, com 92% dos alunos do 2o. ano alfabetizados. Dificuldades persistem na reta final do ensino fundamental, em que 9 em cada 10 estudantes do 9o. ano têm nível de conhecimento em matemática e ciências abaixo do adequado,

Bruno Boghossian: Para Bolsonaros, explicação vazia de Queiroz é pior do que silêncio. Sem explicar depósitos de funcionários, ex-assessor dá pistas do que quer esconde.

Mônica Bergamo: Filhos de Bolsonaro terão que amadurecer, avaliam militares. O comportamento dos filhos do presidente eleito também segue gerando incômodo.

Reinaldo Azevedo: Governo Bolsonaro já deu errado, mas pode sobreviver a si mesmo. Governos não devem se estabelecer, nas democracias, para colonizar consciência

Em janeiro, taxa de custódia do Tesouro Direto cai para 0,25%.

Editorial1: Ainda exorbitantes. Mercado de crédito mostra expansão no ano, mas juros bancários continuam uma anomalia.

Editorial2: Nicarágua silenciada. Não se pode mais ter dúvidas do que quer o regime: perpetuar-se a qualquer custo.

 

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico:

PEC buscará desvinculação do Orçamento. Uma das medidas que o governo Bolsonaro vai enviar ao Congresso será uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para desvincular o Orçamento da União, disse ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o futuro vice-presidente, general Hamilton Mourão.

Intervenção no Rio trouxe ‘choque gestão’. Às vésperas do encerramento da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o interventor, general Walter Braga Netto, disse em entrevista ao Valor que alcançou “todos os objetivos previstos” no início da operação, que teve como principal escopo um choque de gestão nos órgãos envolvidos.

Crise fiscal nos Estados dita relação com União. A deterioração fiscal dos Estados vai marcar as negociações dos novos governadores em Brasília a partir de janeiro. Em 2019, o crédito será para poucos. Apenas 13 Estados possuem a nota mínima para que o Tesouro conceda garantias para financiamentos.

Bovespa tem o maior ganho entre bolsas globais no ano. Com 11,86% de valorização em moeda local até o penúltimo dia útil do ano, a bolsa brasileira foi a que teve o maior rendimento entre as dez mais relevantes do mundo

A toda hora. “O brasileiro deixou de consumir espumante só no fim do ano e passou a tomar no dia a dia”. É dessa forma que Hermínio Ficagna, da Aurora, explica o aumento das vendas da bebida neste ano.

Trump pode expulsar Huawei e ZTE. O presidente Donald Trump avalia decretar uma ordem executiva, já em janeiro, para declarar uma emergência nacional que proibiria empresas americanas de usarem equipamentos de telecomunicações fabricados pelas companhias chinesas Huawei e ZTE, segundo três fontes a par do assunto.

Boa perspectiva para vendedor de commodities. A guerra comercial entre Estados Unidos e China, que afetou negativamente a maioria das commodities exportadas pelo Brasil, poderá beneficiar os produtores nacionais no próximo ano.

China mais urbana e rica deve favorecer o crescimento no Brasil. Demandas da nova classe média chinesa favorecem ainda mais produtos que país já exporta, como carne, minério e petróleo.

Temer deixa para Bolsonaro decisão sobre prorrogação de incentivo fiscal. Prazo para renovar benefícios regionais a empresas termina no dia 3 de janeiro.

Austeridade fiscal e ideias na área da saúde aprofundam incertezas. Entre 2017 e 2030, a previsão é de 20 mil mortes e mais 124 mil hospitalizações na infância como consequência da austeridade fiscal.

Desequilíbrio fiscal vai calibrar diálogo com governadores. Despesas com pessoal ultrapassam limites da LRF em pelo menos 17 unidades da Federação.

Presidente deixa o Planalto dividido entre a apreensão e a melancolia. Escândalo de gravação com empresário marcou gestão Temer.

Argentina anuncia alta nas tarifas de luz, gás e transporte. Os aumentos serão escalonados entre janeiro e abril.

Sem acordo, governo dos EUA deve continuar paralisado até 2019. Após seis dias de paralisação, pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou que 47% dos americanos culpam mais o presidente do que os democratas do Congresso pelo impasse.

Sob pressão, Trump pode ser ainda mais volátil.

Editorial: Reforma da previdência será o batismo de fogo de Bolsonaro. A coordenação política terá um papel primordial na decantação das propostas reformistas e em seu sucesso – ou fracasso.

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