Bolsonaro quer desonerar folha de pagamento

SINOPSE DE 21 DE DEZEMRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo:  Equipe de Bolsonaro quer desonerar folha de pagamentos. Futuro secretário da Receita diz que só haverá incidência de Imposto de Renda, que é pago pelo trabalhador. Objetivo é gerar emprego. O futuro secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, disse que o governo Bolsonaro quer fazer uma ampla desoneração da folha de pagamentos das empresas, com a extinção de todos os tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho, à exceção do Imposto de Renda, que é recolhido pelas companhias e pago pelo trabalhador. Uma opção é compensar a perda de arrecadação com um imposto sobre transações financeiras. Analistas concordam que o custo trabalhista é alto, mas alertam que, diante do déficit fiscal e da Previdência, será difícil substitui ressa receita. Em 2017, os tributos sobre folha somaram R$ 555 bilhões. (PÁGINA 27)

Osmar Terra propõe limite para venda de álcool. Futuro ministro da Cidadania defende restrições no horário da comercialização de bebida no país. Em entrevista ao GLOBO, o futuro ministro da Cidadania, deputado Osmar Terra (MDB-RS), diz que já conversou com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre a possibilidade de limitar o horário de venda de bebidas alcoólicas para reduzir os índices de criminalidade nos estados. (PÁGINA 4)

Rio volta a abrir vagas formais em novembro (PÁGINA 28)

Ministros têm de defender a imagem do STF (PÁGINA 2)

Editorial1: Ministros têm de defender a imagem do STF. Liminares concedidas por Marco Aurélio e Lewandoswski arranham o Poder Judiciário.

Editorial2: Queda nos índices de violência reflete trabalho da intervenção. Legado deixado por militares, sobretudo no que diz respeito à integração, precisa ser mantido.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Agronegócio terá ‘licença ambiental automática’. Plano é do futuro presidente do Ibama, que classifica o atual sistema de licenciamento como ‘precário e artesanal’. O futuro presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, afirmou que vai revisar as regras de regulação ambiental no País. O objetivo é acelerar e simplificar o atual processo, que ele classifica como “precário e artesanal”. Entre as mudanças previstas, está um “licenciamento automático para o agronegócio”, disse a André Borges. A ideia é que o produtor rural tenha acesso a um sistema eletrônico pelo qual possa emitir sua própria licença ambiental. Hoje, de acordo com Bim – que é procurador da Advocacia-Geral da União junto ao Ibama –, para iniciar uma lavoura, o produtor precisa ter cadastro ambiental rural regularizado, área de supressão e reserva legal delimitadas. “Então, não é necessário ter um licenciamento complexo, como se fosse uma hidrelétrica”, disse. Atualmente, órgãos ligados ao processo, como Funai, Fundação Palmares e Iphan, levam entre 30 e 90 dias para se posicionar. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Criação de vagas de trabalho tem melhor novembro desde 2010. Os preparativos do comércio e do setor de serviços para as vendas de fim do ano ajudaram a economia brasileira a criar 58.664 empregos com carteira assinada em novembro. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2010. O Ministério do Trabalho calcula que 2018 terminará com mais de 500 mil novos postos de trabalho. Se confirmado, será o melhor resultado anual desde 2014. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Embaixador francês ironiza Jair Bolsonaro. O embaixador francês nos EUA, Gérard Araud, ironizou Jair Bolsonaro, que, em vídeo, descreveu a França como “insuportável” diante da presença de imigrantes. “63.880 homicídios no Brasil em 2017, 825 na França. Sem comentários”, escreveu o diplomata, citando, no Twitter, índices de violência dos países. O presidente Emmanuel Macron já criticou Bolsonaro, por suas posições sobre clima. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Combate a milícias. O futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse que o novo governo fará “intervenção imediata” nos hospitais do Rio com gestão federal. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Sem auxílio-moradia, TJs de MS e MA elevam benefícios (COLUNA DO ESTADÃO / PÁG. A4)

Eliane Cantanhêde: Às vésperas do Natal e da posse de Bolsonaro, bruxas estão soltas em Brasília. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Celso Ming: Os políticos não contavam com o profundo ressentimento das classes médias. (ECONOMIA / PÁG. B2)

Editorial1: Deboche no Supremo. A vergonhosa aventura protagonizada pelo ministro Marco Aurélio Mello constituiu gravíssimo atentado à segurança jurídica.

Editorial2: Corrupção na polícia. São os policiais corruptos que usam em proveito próprio as armas, o treinamento e a autoridade que a sociedade lhes dá para protegê-la

Editorial3: Sanção indevida. Nova redação da LRF exige menor responsabilidade fiscal dos municípios que passam por dificuldades de receitas, quando deveria ser justamente o contrário.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Dívidas das famílias tiram R$ 30 bilhões da economia. Queda lenta do endividamento trava consumo e retarda retomada neste ano, aponta estudo de consultoria. A queda do endividamento das famílias em ritmo mais lento que o previsto é um dos componentes que explicam a trajetória oscilante do consumo neste ano e, em consequência, a lentidão da recuperação econômica. O comprometimento da receita das famílias com dívidas está estável, e esse é um dos fatores que afetam a reação do consumo. A fatia da renda para quitar dívidas fica ao redor de 20% desde outubro de 2017, segundo o Banco Central. A consultoria AC Pastore, do ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore, esperava um declínio mais rápido. Segundo Marcelo Gazzano, economista da instituição, no começo do ano a previsão era que o peso das dívidas sobre os ganhos das famílias fosse agora de 19%, o que liberaria cerca de R$ 30 bilhões para a economia. Para ele, o consumo das famílias deve crescer 2,1% em 2019, um desempenho insuficiente, afirma, para liderar a retomada do PIB. A reação lenta da renda também preocupa. Há 12,4 milhões sem emprego e, entre os ocupados, cerca de 40% são informais. “Indivíduos na informalidade têm menor propensão a consumir”, diz Gazzano. (Mercado A21)

Temer enfrentará mais investigações ao deixar o cargo. Na apuração que resultou na denúncia apresentada ao STF, a Procuradoria-Geral da República encontrou indícios de outros cinco crimes envolvendo Michel Temer. Ao deixar o Planalto, ele deve responder a quatro investigações e cinco inquéritos. (Poder A4)

Governo Bolsonaro. Gestor que assumirá Secretaria de Cultura estuda a Lei Rouanet (C1)

Secretaria de Esportes ficará com general bom de papo e metódico (B7)

Reinaldo Azevedo: Ou o presidente vira o conselheiro de Guedes ou a nau afunda (A6)

Justiça volta a suspender acordo Boeing-Embraer. Juiz federal concedeu liminar que suspende o acordo entre Boeing e Embraer a pedido de sindicato de metalúrgicos. É o mesmo juiz que interrompeu a negociação antes por solicitação de deputados petistas. A Advocacia-Geral da União vai recorrer. (Mercado A26)

‘Me providencie bombeiro,ok, amigão? Estamos com esse problema um pouco sério, ok?’

Piloto do voo 8084 da Latam aos controladores de voo do aeroporto de Confins (MG), durante pouso de emergência; ninguém se feriu (Cotidiano B4)

Seringueiros trocam borracha pelo boi no Acre. Trinta anos após a morte do ambientalista Chico Mendes, seringueiros que vivem em Xapuri (AC) apostam na criação de gado como alternativa à baixa remuneração da borracha. Novo governador prometeu “dar enxada” aos fiscais ambientais.

Família Civita vende o Grupo Abril a empresário. Fábio Carvalho pagará o valor simbólico de R$ 100 mil. O negócio marca a saída da família Civita da imprensa após 68 anos.

Editorial1: A faca e o Sistema S. Há motivos para rever financiamento de entidades, como quer Paulo Guedes, mas de modo gradual.

Editorial2: Fim da linha. Soa precipitado Donald Trump falar em derrota por completo do Estado Islâmico.

 

Destaques do jornal Valor Econômico: Bolsonaro apoia projeto que anistia dívida com Funrural. Pressionado pela bancada ruralista, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, decidiu apoiar a aprovação, no próximo ano, do projeto de lei que perdoa toda a dívida de produtores rurais e das agroindústrias com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).

Neoenergia vence leilão e investirá R$ 6 bi. A Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola, foi o principal destaque do leilão de transmissão de energia realizado ontem. A empresa venceu a disputa por quatro lotes que exigirão R$ 6 bilhões em investimento, 45% dos R$ 13,2 bilhões contratados nesse lote, segundo estimativa da Aneel.

Na linha d’água. Em um ano em que os maiores grupos seguradores amargaram fortes perdas, a Bradesco Seguros, presidida por Vinicius Albernaz, conseguiu manter o resultado financeiro, apesar da queda no juro. Para Albernaz, momento mais desafiador ao setor pode ter ficado para trás após a eleição.

Empresas têm receita fraca e lucro maior. A falta de vigor da economia está estampada no desempenho dos 200 maiores grupos do país. A receita bruta consolidada de R$ 3,97 trilhões desse time em 2017 mostra avanço nominal de 1,6% sobre 2016, ante inflação de 2,95% no período, segundo levantamento do “Valor Grandes Grupos”.

Falha no ajuste pode levar a saída de choque. A equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, está ciente da hercúlea tarefa que tem pela frente para aprovar reformas e viabilizar o cumprimento do teto. Falhar, agora, será queimar a possibilidade de um ajuste fiscal gradual e se ver diante de um inevitável tratamento de choque.

Compra da Abril, com apoio do BTG, surpreende bancos. O acordo entre Carvalho e os Civita, com financiamento do BTG Pactual, adiou uma solução para a dívida de R$ 1,6 bilhão da editora. Havia expectativa de que, junto com a compra das ações, fosse fechada a aquisição da dívida bancária, de R$ 1,1 bilhão;

Blocão’ parlamentar fecha acordo para comandar comissões na Câmara. Oito partidos se revezarão durante quatro anos nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Mista de Orçamento (CMO), duas das mais importantes do Legislativo.

Dodge pede a abertura de cinco novos inquéritos contra Temer. PF lança sistema de gestão orçamentária.

Polícia Federal faz buscas em endereços ligados a Aécio, a pedido da PGR.

Entrevista. Renan Filho defende agenda de austeridade e ‘ajuste possível’. Governador reeleito de Alagoas diz que é ‘o momento de todos sentarem-se à mesa para dialogar’.

Tensão. EUA acusam China de ampla ciberespionagem comercial. Segundo Washington, governo chinês patrocina grupo de hackers que teria se infiltrado em dezenas de empresas e agências americanas, além de alvos em outros países, incluindo o Brasil.

Sem acordo nos EUA, governo deve começar a fechar serviços amanhã. Presidente Trump reitera que não assinará lei de financiamento se ela não prever verba para o muro na fronteira com o México. Redução prolongada de serviços públicos pode afetar a economia e já preocupa os mercados

Editorial: Os avanços ambientais têm sido pendulares no mundo.

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