Fala de Bolsonaro na ONU é o destaque maior dos grandes jornais

📰 Birô de Imprensa – Ano 2 – Número 319- A 97 dias do fim do ano de 2019, hoje é quarta-feira, 25 de setembro de 2019, 268º dia do ano.

Sinopse da grande mídia impressa: O discurso de Bolsonaro na abertura da Assembleia da ONU é o tema em destaque nas manchetes, capas, editoriais, colunas e artigos da grande mídia impressa. Concepção geral é de que a fala foi agressiva e de apelo ideológico, e não condizente com a tradição diplomática brasileira.

🖋 Edição: Sérgio Botêlho

📃 Manchetes do dia:

“Bolsonaro vai ao ataque na ONU e rompe tradição do país. Presidente ignora histórico de moderação da diplomacia brasileira e adota discurso carregado de apelo ideológico”. Manchete de capa do Estadão.

“Sem diplomacia. Bolsonaro ataca países e ‘falácias’ sobre Amazônia em estreia na ONU. Apesar de discurso agressivo e ideológico, presidente reafirma compromisso com liberdade econômica e democracia”. Manchete de capa do O Globo.

“Bolsonaro ataca críticos na ONU e vê falácias ambientais. Em tom agressivo, presidente alveja socialistas, ONGs e mídia e cita compromissos com Amazônia”. Manchete de capa da Folha.

‘Bolsonaro leva sua retórica agressiva às Nações Unidas”. Manchete de capa do Valor Econômico.

📃 Editoriais do dia:

“Bolsonaro faz na ONU discurso para a militância. Da redação do pronunciamento do presidente não participou, por certo, o estafe profissional do Itamaraty”. Editorial do O Globo.

“Colcha de retalhos. Na ONU, Bolsonaro afaga vários nichos em que se apoia sua popularidade cadente”. Editorial da Folha.

“Bolsonaro na ONU. Se tivesse dotes de estadista, Bolsonaro poderia ter recolocado o Brasil entre as nações que nutrem interesse pelo futuro da humanidade”. Editorial do Estadão.

“No calor da hora. Os impactos climáticos são mais agressivos e acelerados do que se supunha”. Editorial do Estadão.

“Como se previa, retirada de radares fez aumentar tragédia nas estradas. Número de acidentes graves nas vias federais interrompe queda e volta a subir este ano”. Editorial do O Globo.

“BC forte, melhor para todos. Credibilidade da instituição é especialmente importante quando governo se esmera em tropeços”. Editorial do Estadão.

“Carências da saúde. Escassez de verbas públicas acentua distorção provocada por deduções no IR”. Editorial da Folha.

📃 Outros destaques:

“Discurso de Bolsonaro na Assembleia da ONU foi ‘ecocídio’, diz ONG”. Na Folha.

“Fala de Bolsonaro na ONU foi inadequada e sem bom senso, diz Doria”. Na Folha.

“Entrevista: Rubens Ricúpero, embaixador: ‘Fala vai afetar perspectiva do agronegócio.’ Para embaixador, Bolsonaro visa consolidar apoio de segmento que lhe deu vitória e ignora ótica internacional”. Na capa do Estadão.

“STF julga hoje recurso que pode afetar caso de Lula e Lava Jato”. Na capa da Folha.

“Congresso derruba vetos do Planalto à lei do abuso”. Na capa da Folha.

“Caem 18 vetos à Lei de Abuso de Autoridade”. Na capa do Estadão.

“Congresso derruba 18 vetos à lei do abuso de autoridade. Juiz pode ser condenado se determinar prisão que for considerada posteriormente ilegal”. Na capa do O Globo.

“Previdência para no Senado e governo teme prejuízos. Choque de poderes. Votação na Comissão de Constituição e Justiça foi adiada ontem em reação à operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho; presidente da Casa, porém, descarta atraso no cronograma”. Na capa do Estadão.

“Chefe de inteligência da Receita Federal é exonerado. Foi a primeira mudança no alto escalão do Fisco após a troca de comando no órgão. Ricardo Feitosa coordenava área dedicada a investigar casos de fraudes e corrupção, mas era malvisto por colegas”. Na capa do O Globo.

“Câmara anuncia abertura de impeachment contra Trump”. Na capa da Folha.

“Trump sofre ação de impeachment por ‘traição’”. Na capa do Valor Econômico.

“Câmara dos EUA abre inquérito contra Trump. Nancy Pelosi afirma que presidente traiu seu juramento à Constituição e se tornou uma ameaça à segurança dos EUA; ainda que seja aprovado na Câmara dos Deputados, no entanto, processo seria barrado no Senado, dominado pelos republicanos”. Na capa do Estadão.

“Supremo Corte britânica manda reabrir Parlamento”. Na capa da Folha.

“Corte britânica impõe derrota a Johnson. Suprema Corte do Reino Unido impõe nova derrota ao governo e julga que recesso parlamentar determinado pelo premiê foi ilegal”. Na capa do Estadão.

“Mudanças legais atraem sete aéreas. Desde setembro do ano passado, cinco companhias aéreas estrangeiras anunciaram a oferta de voos no Brasil. Além delas, outras duas empresas aéreas regulares também divulgaram a intenção de vir para o país”. Na capa do Valor Econômico.

“Acordo trabalhista passa a ser tributado. Mudança em legislação proíbe a prática de colocar total de rescisão como verba indenizatória; governo espera arrecadar R$ 20 bilhões”. Na capa do Estadão.

“País repatria mais jogadores do que vende”. Na capa do Estadão.

“Witzel acaba com incentivo à redução de mortes por policiais”. Na capa da Folha.

“Rio tira estímulo a PM que mata menos. Programa de bônus passa a desconsiderar mortes em confrontos; outra mudança imposta por decreto foi inclusão do roubo de cargas na análise. Especialistas criticam e governo alega que só dois Estados (SP e PE) consideram a letalidade para pagamentos”. Na capa do Estadão.

“Uma coluna sem paz. Sempre que me perguntam por que vir morar em Luanda eu respondo internamente: ‘para ter paz’. A paz de não ouvir helicópteros às 5h”. Na coluna de Ana Paula Lisboa, no O Globo.

📃 Colunas e artigos:

“Donald e Jair: unidos pela antiglobalização. Os discursos de Trump e Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU indicam uma forma de pensamento em comum, cuja inspiração são ideias defendidas por grupos americanos de ultradireita”. Na coluna de Humberto Saccomandi, no Valor Econômico.

“Discursos na ONU mostram sintonia total entre Trump e Bolsonaro. Americano e brasileiro diferem apenas na escolha dos vilões”. Na coluna de Patrícia Campos Mello, na Folha.

“Valentia não assusta. Momento de Trump e Johnson mostra a Bolsonaro diferença entre retórica e realidade”. Na coluna de Vera Magalhães, no Estadão.

“Bolsonaro faz discurso agressivo na ONU, mas sofre pesada derrota no Congresso. No mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso agressivo na Assembleia-Geral da ONU, deputados e senadores decidiram jogar uma bola nas costas do governo em Brasília, adiando a votação da reforma da Previdência e se organizando para derrubar 18 dos 33 vetos presidenciais contra a Lei de Abuso de Autoridade”. Por Marcelo de Moraes, na coluna BRP, no Estadão.

“O presidente Bolsonaro fez um discurso perdido no tempo e que foi uma perda de tempo.” Na coluna de Miriam Leitão, no O Globo.

“Radicalismo que isola. O discurso do presidente Bolsonaro na abertura da Assembléia-Geral da ONU foi surpreendente não pelo que falou, pois não há novidade no seu discurso, nada que não seja conhecido por todos, aqui e no exterior. O que surpreendeu é que se esperava que o discurso fosse pacificador e conciliador, quando foi agressivo na sua maior parte, e defendeu posições anacrônicas na política externa.” Na coluna de Merval Pereira, no O Globo.

“Na ONU, Bolsonaro vira líder de movimento contra o multilateralismo. No palco do plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu se tornar o grande porta-voz do movimento “soberanista”, como se autodenomina esta nova vertente da direita internacional. Seriam os patriotas contra os globalistas, como disse um sonolento Donald Trump minutos após o brasileiro.” Na coluna de Guga Chacra, no O Globo.

“Bolsonaro consolida marcas e abraça fundamentalismo político. Na ONU, aprofunda movimento de ruptura e aposta em tratamento de críticos como vilões”. Na coluna de Bruno Boghossian, na Folha.

“Bolsonaro, ameaça à segurança nacional. Antidiplomacia faz com que Brasil seja transformado em espantalho do mal”. Na coluna de Vinícius Torres Freire, na Folha.

“País de mentira. Nenhum brasileiro reconheceu o Brasil que Bolsonaro descreveu na ONU”. Na coluna de Ruy Castro, na Folha.

“Bolsonaro joga para a plateia e dobra aposta contra críticos na ONU. Presidente pega Raoni para Cristo, e faz discurso coerente com sua fase radical”. Na coluna de Igor Gielow, na Folha.

“Moro para tudo para ver Bolsonaro falar na ONU. Para equipe do ministro, citação inesperada de Bolsonaro a ele indica que a crise foi superada”. Na coluna de Mônica Bergamo, na Folha.

“Ideológico, discurso amplia atritos. Presidente adota discurso de confronto na abertura da Assembleia-Geral e chama de ‘falácia’ tese de que a Amazônia ‘é patrimônio da humanidade’; fala tem tom ideológico”. Na coluna de Eliane Catanhêde, no Estadão.

“Senado analisa proposta que acaba com exclusividade de o Judiciário ditar regras da magistratura”. Na coluna Painel, da Folha.

“Entrando pelo cano da liquidez. A questão é saber se é necessário um desentupidor ou se há problemas estruturais graves”. Na coluna de Helio Beltrão, na Folha.

“Exploração do petróleo coloca em risco o arquipélago de Abrolhos, região mais rica em corais da América do Sul”. Artigo de Guilherme Dutra e Jaime Gesinsky, no Valor Econômico.

“Equação difícil. 93% do Orçamento é regulado por decisões derivadas da Constituição de 1988”. Artigo de Antônio Delfim Netto, na Folha.

“Gestão pública: inovar é preciso. Tecnologia não é a única resposta para as cidades”. Artigo de Andrea Apponi e Marcelo Cabral, na Folha.

“O Brasil que empreende é o Brasil que prospera. Micro e pequenas empresas aumentam faturamento”. Artigo de Wilson Poit, na Folha.

“O setor empresarial tem urgentemente de perceber, reconhecer e agir de acordo com suas responsabilidades globais”. Artigo de Jeffrey Sachs e Angelo Riccaboni, no Valor Econômico.

“Leis contra a verdade. Em algumas circunstâncias, sim, a lei pode impedir alguém de dizer a verdade”. Na coluna de Helio Schwartsman, na Folha.

“Uma boa notícia: Elizabeth Warren. Nunca um grande partido dos EUA teve candidato tão crítico dos privilégios e das mumunhas do andar de cima”. Na coluna de Elio Gaspari, na Folha.

“Como a crise entre Trump, Biden e Ucrânia fez democratas apostarem no impeachment. Denúncia envolvendo a Ucrânia é mais fácil de ser vendida pelos democratas ao público cético”. Artigo de Amber Phillips, do Washington Post, no Estadão.

“Washington Post acelera, mas impeachment ainda ‘vai depender da mídia’. Jornal dedica alto da primeira página ao enterro de Ágatha e às crianças mortas”. Na coluna de Nelson de Sá, na Folha.

“Cabo de guerra global. Mundo está em encruzilhada entre desconfortável desaceleração ou temida recessão.” Na coluna de Fábio Alves, no Estadão.

“Salvem nossas crianças. Passou da hora da indignação das favelas ser também a nossa”. Na coluna de Ilona Szabó de Carvalho, na Folha.

“Não podemos constitucionalizar a ineficiência na educação. Brasil precisa trilhar o difícil caminho de busca por maior eficiência e equidade”. Na coluna de Priscila Cruz, na Folha.

“Para que serve seno e cosseno? Salas de aula reduzem importância das aplicações práticas a fórmulas opacas”. Na coluna de Marcelo Viana, na Folha.

📊 Mercado: Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a terça-feira, 24, em queda de -0,73%, a 103.876 pontos. O dólar terminou o dia em queda de -0,07%, a R$4,17. O euro fechou em queda de -0,60%, a R$4,60.

Destaque histórico:

“Em 25 de setembro de 1935, Assis Chateaubriand inaugura em a PRG-3, Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro”. Na Wikipedia.

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