Bolsonaro diz que se filho estiver errado que “paguemos a conta”

SINOPSE DE 13 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS  :

Manchete e destaques do jornal O Globo : Bolsonaro sobre filho: ‘Se tiver algo de errado, que paguemos a conta’. Ex-assessor de Flávio é um entre 75 servidores da Alerj com movimentação financeira suspeita. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse que está disposto a “pagar a conta” caso a investigação sobre a movimentação financeira de R$ 1,2 milhão por Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro, deputado estadual no Rio e senador eleito, aponte “algo de errado”. As transações atípicas na conta do ex-assessor foram detectadas pelo Coaf. O órgão de controle identificou depósitos e retiradas suspeitos nas contas de 75 servidores ligados aos gabinetes de 20 deputados da Alerj. Outro ex-assessor de Flávio passou 248 dias em Portugal durante os 16 meses em que trabalhou para ele, mantendo o salário.

MP de Goiás pede prisão de João de Deus. Após ouvir relatos de 78 mulheres, que denunciaram abusos sexuais cometidos por João de Deus, o Ministério Público de Goiás pediu a prisão do médium. Só naquele estado já são mais de 200 acusações contra João de Deus, que fez sua primeira aparição pública após a eclosão do escândalo, ao retornar, ontem, a seu centro de atendimento em Abadiânia (GO). Aplaudido por fiéis ao chegar, ele ficou oito minutos no local, sem realizar consultas espirituais. “Eu estou nas mãos da lei brasileira. O João de Deus ainda está vivo”, disse ele. A Justiça deve se manifestar hoje sobre o pedido de prisão.

ASCÂNIO SELEME: Enganar crédulos é fácil na política e na religião

Futuro governo quer mudar tabela do frete. A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, já discute uma nova tabela do frete, que deve ser apresentada em janeiro e tentará contemplar diferentes tipos de carga e de caminhões. Em ação articulada com o futuro governo, a AGU conseguiu reverter a liminar que suspendia a tabela do frete. Havia o temor de uma nova greve na virada do ano.

Prefeitura ameaça acionar Caixa por calote no Porto. A prefeitura do Rio ameaça processar a Caixa Econômica Federal para que seja cumprido acordo de repasse de verba destinada à manutenção da Região Portuária. Alegando a crise no mercado imobiliário, o banco ainda não liberou um centavo sequer da verba prevista para aquela área, que é de R$ 147 milhões.

ANCELMO GOIS: AI-5. Após a notícia, minha primeira decisão foi fugir

FERNANDO GABEIRA: AI-5. Nas ruas, reação da população foi de frieza.

MÍRIAM LEITÃO: AI-5. Passaram o trator por cima da minha geração

ZUENIR VENTURA: AI-5. A gente não esperava algo tão drástico.

Editorial1: Não podem pairar suspeitas sobre Bolsonaro. É preciso ser explicada a estranha movimentação financeira no gabinete do filho deputado.

Editorial2: Massacre em Campinas reafirma necessidade do controle de armas. Atirador que matou cinco pessoas em igreja estava com pistola de uso privativo de forças de segurança.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo : Moro quer penas mais duras para crimes de corrupção. O futuro ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) deverá incluir no pacote de projetos contra o crime a ser apresentado ao Congresso medida que prevê punição mais rigorosa aos condenados por corrupção ou desvio de dinheiro público (peculato). Conforme a proposta, sentenciados por esses crimes cumprirão prisão em regime fechado independentemente do tamanho da pena. A ideia, porém, contraria precedentes do STF. Além do endurecimento das leis para fortalecer o combate à corrupção, Moro também pretende propor regras mais rígidas para progressão de regime e para evitar a prescrição da pena. A proposta aumentaria o número de presos por corrupção ou desvio de dinheiro público. A exceção seriam os casos que envolvessem pequenos valores. No entendimento do ex-juiz, corrupção que envolve altos valores é mais grave que o crime do pequeno traficante.

Recursos para presídios. Em crise financeira e sem capacidade para investir em segurança pública, governadores eleitos pediram a Sérgio Moro que recursos do Fundo Penitenciário (Funpen) sejam automaticamente repassados aos Estados.

‘Se algo estiver errado, que paguemos’, diz Bolsonaro. Em transmissão nas redes sociais, Jair Bolsonaro disse que, “se tiver algo errado” no caso que envolve movimentações financeiras “atípicas” de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), “que paguemos a conta”. Bolsonaro, porém, disse que nem ele nem Flávio são investigados no caso, que envolve depósitos em espécie recebidos por Queiroz.

João de Deus reaparece e se diz inocente; MP pede prisão. A Promotoria de Goiás pediu ontem a prisão preventiva de João Teixeira de Faria, o João de Deus. Até agora, 258 mulheres procuraram o Ministério Público em todo o País para denunciar abusos sexuais que teriam sido cometidos pelo líder espiritual. Horas antes, João de Deus reapareceu no centro onde atende, em Abadiânia (GO), se disse inocente e afirmou que está à disposição da Justiça.

Presidente eleito defende lei trabalhista menos rígida. Em reunião com parlamentares do DEM, Jair Bolsonaro criticou ontem a atuação do Ministério Público do Trabalho e defendeu que a lei trabalhista se aproxime da informalidade. “No que for possível, sei que está engessado no artigo sétimo (da Constituição), mas tem que se aproximar da informalidade”, disse. O artigo trata dos direitos dos trabalhadores, como 13.º, férias e licença maternidade.

44% dos jovens com diploma atuam fora da área. Quase metade dos jovens com ensino superior trabalha fora da área de formação e recebe 74% menos que o esperado, segundo o Ipea. Para analistas, o mercado não consegue criar as vagas, mas é preciso avaliar a qualidade dos cursos.

Fux revoga própria decisão e tabela de frete volta a valer. A pedido da AGU, o ministro do STF Luiz Fux revogou a própria decisão que suspendia as multas para quem descumprir a tabela de frete. Com isso, voltam a valer as penalidades de até R$ 10,5 mil, em vigor desde novembro.

Willian Waack: A pedido da AGU, o ministro do STF Luiz Fux revogou a própria decisão que suspendia as multas para quem descumprir a tabela de frete. Com isso, voltam a valer as penalidades de até R$ 10,5 mil, em vigor desde novembro.

Editorial1: É hora de punir crimes fiscais. A lei prevê pena de prisão para quem autorizar, nos últimos meses do mandato, despesa sem que haja disponibilidade de caixa. Parece ser o momento de aplicá-la.

Editorial2: O Fies e o novo governo. Não se pode tratar programas de financiamento a universitários com objetivos eleiçoeiros.

Editorial3: Órgão controlado? Recuo do CNJ é mais uma demonstração do espírito de corpo reinante nas instâncias do Judiciário.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo : Bolsonaro diz que é preciso afrouxar lei trabalhista. A deputados do DEM presidente eleito afirma que Constituição ‘tem que se aproximar da informalidade. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), defendeu mudanças nas leis trabalhistas, para que elas se aproximem da informalidade. “No que for possível, sei que está engessado o artigo sétimo [da Constituição Federal, que trata de direitos como 13º salário e férias] , mas tem que se aproximar da informalidade”, disse Bolsonaro em encontro com deputados do DEM. O presidente eleito voltou a afirmar que “ser patrão no Brasil é um tormento”. Ele declarou ainda que, se houver clima, vai “resolver o problema” do Ministério Público do Trabalho: “Não dá mais p ara continuar quem produz sendo vítima de uma minoria, mas uma minoria atuante”. Bolsonaro citou o empresário Luciano Hang, dono da varej ista Havan e um de seus principais apoiadores. Ele é alvo da Procuradoria do Trabalho de Santa Catarina, que pediu a aplicação de multa de R$ 100 milhões p or tentativa de influenciar votos de seus funcionários. O presidente eleito diz que com as críticas não quer o fim do trabalho de fiscalização, mas que “a pessoa seja atendida como amiga”. Embora Bolsonaro fale em rever as leis trabalhistas, até agora sua equipe não definiu que modificações fará na legislação atual. A reforma realizada durante o governo Temer alterou mais de cem pontos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Governo Bolsonaro. Após deputados baterem boca, Bolsonaro impõe lei do silêncio no PSL

Presença de Macri na posse de seu homólogo brasileiro é incerta

Indicado à Secretaria de Comunicação critica políticos e imprensa

Orçamento de 2019 pode travar com rixa entre Fazenda e Congresso

Contardo Calligaris: Mulheres seriam mais bem servidas sem ministério. A futura ministra Damares Alves disse que mulher nasce para ser mãe. Na cultura ocidental cristã, a idealização da figura materna está sempre a serviço da misoginia: é um jeito de silenciar o desejo feminino, “protegendo” homens das “tentações”.

Fux derruba liminar, e multa na tabela do frete volta a valer

Ministério Público pede a prisão de João de Deus. O Ministério Público de Goiás pediu a prisão preventiva do médium João de Deus, 76, após mulheres o acusarem de abuso sexual nos últimos dias. Uma força-tarefa da Promotoria já recebeu mais de 200 relatos com denúncias. O médium reapareceu publicamente ontem. Ele cumprimentou fiéis em Abadiânia (GO) e disse ser inocente. “Quero cumprir a lei brasileira.”

Taxa Selic caminha para maior período em baixa histórica

Decretado 50 anos atrás, AI-5 mudou linguagens artísticas do país para sempre.

Editorial1: Executivo. Fechou-se o atalho. Militares do futuro governo Bolsonaro encontrarão ambiente diverso do que prevalecia no AI-5.

Editorial2: Metrô e CPTM. Viagens na metrópole. Uso de transporte sobre trilhos cresce, mas há muito a avançar na mobilidade urbana na Grande SP.

 

Manchete do jornal Valor Econômico : Crédito rural mais barato já tem certas linhas esgotadas. O forte aumento da demanda por crédito rural a juros controlados na safra 2018/19 começa a preocupar produtores, cooperativas, bancos e o próprio governo. Cinco meses após o início da safra, algumas linhas de financiamento já estão com os recursos esgotados e outras caminham na mesma direção.

Merkel: acordo fica mais difícil com Bolsonaro. A vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição de outubro deixou mais distante um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, segundo a alemã Angela Merkel, a chanceler que comanda a principal economia europeia.

Setor de gás e energia está otimista com novo governo. A expectativa das empresas de energia é que o governo Bolsonaro conduza uma reforma ampla do setor elétrico. No setor de petróleo, os desafios imediatos são aprovar no Congresso o projeto de lei que trata da cessão onerosa, envolvendo a União e a Petrobras, e a política de subvenção ao óleo diesel.

Recurso barra projeto sobre Tesouro e BC. Recurso apresentado pelo líder do PCdoB na Câmara, Orlando Silva (SP), deve travar a aprovação do projeto que impede que o Tesouro Nacional seja financiado pelo Banco Central.

Crivella sonha com megaprojetos. O Rio tem 11 mil quilômetros de ruas e avenidas esburacadas e túneis caindo aos pedaços – segundo o próprio prefeito -, mas Marcelo Crivella sonha com grandes projetos e investimentos para a cidade, que pretende defender com a ajuda do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Transição Bolsonaro defende CLT ‘perto da informalidade’. A deputados do DEM, eleito diz que ‘ser patrão é um tormento’.

Por benefício fiscal, Eunício prega levante.

Eleito faz parte das ‘forças raivosas’, diz FHC.

Transição. DEM vincula apoio ao governo à reeleição de Maia. Ingresso na base só será decidido depois de eleição das Mesas.

Delegado Waldir é indicado para líder do PSL.

Congresso antecipa eleição do CNJ e CNMP.

Transição. Moro defende redução de maioridade penal. Para futuro ministro, questão deverá ser debatida pelo Congresso.

Falta consenso sobre segurança pública entre governadores eleitos.

A continência do presidente diplomado. O vespeiro das benesses estreia a lista de estelionatos eleitorais da qual o presidente eleito se candidata a ser apenas mais um integrante.

Europa. Premiê May se mantém no cargo, mas fica enfraquecida. Premiê britânica viaja para Bruxelas hoje, para tentar salvar seu acordo Brexit.

Editorial: Bolsonaro monta ministério sem definir programa de ação. Suas hesitações sobre questões decisivas sugerem que a urgência poderá não dar o ritmo à agenda do futuro governo.

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