Américas: pausas de medidas bancou aumento de mortes por Covid

Aumento de mortes por Covid, nas Américas, teve como causa relaxamento de medidas sanitárias, segundo a OPAS

A complacência em relação ao uso de máscaras, viagens e reuniões em locais fechados criou uma oportunidade perfeita para a nova variante Ômicron se propagar rapidamente por toda a região das Américas e provocando o aumento de mortes por Covid, segundo a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne.

Ela informou que, embora ainda muito altas, as infecções por COVID-19 na região caíram 31% nesta semana. As mortes, no entanto, continuaram a aumentar 5,6%. Foram 3,3 milhões de novos casos e mais de 34 mil mortes relacionadas à COVID-19 na última semana, o que representa quase 202 pessoas morrendo a cada hora.

Mais de metade das mortes na última onda ocorreram entre pessoas com mais de 65 anos, mas muitas outras ocorreram entre aqueles que ainda não receberam a vacina contra a COVID-19. Pessoas não vacinadas de todas as idades ainda lotam hospitais e leitos de UTI.

“A Ômicron mostrou que as vacinas que temos à mão podem proteger a maioria de nós de doença grave e morte”, afirmou Etienne.

A complacência em relação ao uso de máscaras, viagens e reuniões em locais fechados criou uma oportunidade perfeita para a nova variante Ômicron se propagar rapidamente por toda a região das Américas e aumentar o número de mortes, alertou a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne.

“As medidas reduzidas de saúde pública foram insuficientes para reduzir a escala dessa onda. E agora estamos enfrentando as consequências: um aumento nas infecções está causando um aumento nas mortes”, disse Etienne na coletiva de imprensa semanal da OPAS nesta quarta-feira (16).

Embora ainda muito altas, as infecções por COVID-19 caíram 31% nesta semana e as mortes continuaram a aumentar 5,6%.

“Sem dúvidas, a Ômicron nos superou”, disse Etienne. “Toda vez que as infecções aumentam, há um alto preço para nossas famílias e comunidades”, com picos de casos seguidos de picos de mortes três semanas depois.

“A COVID-19 é uma doença evitável. E agora, estamos perdendo muitas vidas”, acrescentou a diretora da OPAS. “Quando a Ômicron chegou, não usamos todas as ferramentas que desenvolvemos para deter a propagação e prevenir infecções.”

Mais de metade das mortes na última onda ocorreram entre pessoas com mais de 65 anos, mas muitas outras ocorreram entre aqueles que ainda não receberam a vacina contra a COVID-19. Pessoas não vacinadas de todas as idades ainda lotam hospitais e leitos de UTI.

“A Ômicron mostrou que as vacinas que temos à mão podem proteger a maioria de nós de doença grave e morte”, disse Etienne.

Para garantir um acesso mais equitativo, o Fundo Rotatório da OPAS já entregou 100 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 a 33 países da América Latina e do Caribe em coordenação com o mecanismo COVAX.

A diretora da OPAS agradeceu aos doadores por contribuírem com 30% do marco total de 100 milhões de doses e pediu aos países para “se concentrarem no preenchimento de lacunas críticas na cobertura vacinal” para garantir que pelo menos mais 20 milhões de pessoas sejam totalmente vacinadas, particularmente os grupos de alto risco.

“Não superaremos essa pandemia a menos que protejamos esses grupos e, em seguida, devemos ir além para cobrir todos os elegíveis”, informou Etienne. A diretora da OPAS também destacou que os países devem estar vigilantes sobre a implementação rápida de medidas de saúde pública. Eles devem ajustar os sistemas hospitalares para acomodar novos surtos, garantindo que os profissionais de saúde tenham as ferramentas necessárias para tratar com segurança os pacientes com COVID-19.

“Precisamos ativar nossas respostas mais rapidamente para acompanhar a onda atual e ficar à frente de futuros surtos desse vírus muito rápido e muito sério”, acrescentou Etienne. Com até 202 pessoas morrendo a cada hora devido a este último aumento, “a inação não é uma opção”.

Números na região – Em relação à situação da COVID-19 na região, a OPAS informou que os países das Américas notificaram 3,3 milhões de novos casos e mais de 34 mil mortes relacionadas à COVID-19. Na América do Norte, os Estados Unidos registraram o maior número de mortes da sub-região – 17 mil.

Países da América Central e do Caribe notificaram um aumento nas mortes por COVID-19, bem como um aumento nas hospitalizações, chegando a 19% em alguns países e territórios do Caribe Oriental.

Na América do Sul, as mortes no Brasil atingiram os maiores números de todos os tempos, estabelecendo um recorde para essa onda.

Com informações da OPAS

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