Ativista bolsonarista é detida pela Polícia Federal, em Brasília

Ativista bolsonarista Sara Winter foi detida na manhã desta segunda-feira, 15, pela Polícia Federal. A prisão da líder do movimento ‘300 do Brasil’ foi presa em Brasília. De acordo com informações, mais cinco pessoas que fazem parte do grupo são alvos da PF. Eles foram responsáveis por ataques, com fogos, ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último sábado, 13. Mas também de tentativa de invasão ao Congresso Nacional, no mesmo dia.

No mesmo sábado, a Polícia Militar do Distrito Federal desmontou um acampamento do grupo na Esplanada dos Ministérios. Dessa forma, pouco antes dos ataques contra o STF. Segundo a Procuradoria Geral da República, a ativista bolsonarista (cujo nome de batismo é Sara Fernanda Giromini), é investigada por crime de captação de recursos financeiros para cometimento de crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. A prisão dos investigados é temporária, com duração de cinco dias.

Fake news

Sara também é investigada no inquérito das Fake News, que está sendo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao comando do ministro Alexandre de Moraes. Por outro lado, ela também é investigada por desvio de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas, em 2018, conhecido como Fundo Eleitoral. Naquele ano, ela disputou uma vaga de deputada federal pelo DEM do Rio de Janeiro. Contudo, não conseguiu ser eleita. Recentemente, ela foi expulsa do partido, que tem os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), e do Senado Federal e Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (AP).

Nota

Sobre os ataques ao Supremo, do último sábado, o ministro Dias Toffoli, presidente da corte, chegou a divulgar nota oficial, condenando a atitude do grupo que agora é alvo da ação da PF. A nota foi a seguinte:

“Infelizmente, na noite de sábado, o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas. Financiadas ilegalmente, essas atitudes têm sido reiteradas e estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado, apesar da tentativa de diálogo que o Supremo Tribunal Federal tenta estabelecer com todos, Poderes, instituições e sociedade civil, em prol do progresso da nação brasileira. O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão. Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal repudia tais condutas e se socorrerá de todos os remédios, constitucional e legalmente postos, para sua defesa, de seus Ministros e da democracia brasileira.”

Ministro Dias Toffoli
Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça

 

 

 

 

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