Análises e denúncias envolvendo as eleições 2018 são os destaques da grande imprensa

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE DE 14 DE OUTUBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: PT perdeu 10 milhões de votos em cidades ‘classe C’. Crise econômica, rejeição aos políticos e violência alteraram o mapa eleitoral nos 3.294 municípios onde predominam famílias de renda média. Marca das administrações petistas na Presidência, a entrada de 52 milhões de brasileiros na classe C entre 2003 e 2014 deixou de ser um capital político do PT. Levantamento feito a partir do resultado eleitoral em 3.294 cidades onde a renda familiar é predominantemente média (R$ 2 mil a R$ 8,6 mil) revela que o partido do ex-presidente Lula perdeu dez milhões de votos na comparação entre as eleições de 2014 e 2018. Se fossem contabilizadas apenas as urnas desses municípios, Jair Bolsonaro (PSL) teria vencido no 1º turno com 51,9%, contra 23,4% de Fernando Haddad (PT). A queda da renda a partir da recessão provocou, pela primeira vez, o encolhimento da classe C, que caiu de 118 milhões para 116 milhões de pessoas, segundo os últimos dados disponíveis. E teve, avaliam especialistas, impacto eleitoral. Violência e rejeição à política tradicional também pesaram.

Bolsonaro lamenta casos de agressão; Haddad critica discurso de ódio. ‘Apelo a todos do Brasil que deixem as paixões de lado’, afirmou candidato do PSL. Na TV, petista mostrou eleitores condenando atitudes de Bolsonaro.

Em vídeo, Witzel ensina truque para juiz ganhar mais. Candidato ao governo do Rio, Wilson Witzel explica, em vídeo, como criou uma “engenharia” para receber gratificação extra de R$ 4 mil, informa Guilherme Amado, do blog de Lauro Jardim. O presidenciável Jair Bolsonaro descartou apoiar tanto o ex-juiz quanto Eduardo Paes no segundo turno.

O que prometem, na retal final, os candidatos do Rio. Enquanto Witzel prioriza linha-dura com “abate” de bandidos, Paes promete assumir pessoalmente o setor de segurança.

A voz dos ‘graúdos’ que foram tragados pelas urnas. Caciques do Congresso, que disputavam a reeleição mas não venceram, refletem sobre o fracasso no último domingo.

Negociação direta com indústria evita fechamento de lojas. Pequenas e médias varejistas em dificuldades estão recorrendo aos fornecedores, em vez de ir aos bancos, para não cair na inadimplência e manter as portas abertas. O setor produtivo já tem profissionais para avaliar riscos de um acordo financeiro na negociação direta para parcelar ou adiar pagamentos.

Desmatamento no Cerrado ameaça oferta de água e clima do centro-sul.

Sem o carisma de Chávez, Maduro faz governo mais repressor.

Míriam Leitão: Não se governa com sucesso com teses extremadas. PT cometeu erros que jamais deixei de criticar neste espaço. Mas reafirmo que considero o risco à democracia maior em Bolsonaro.

Dorrit Harazim: ‘Day after’ dará a medida do apreço pela democracia. É difícil entender a autocongratulação nacional com os resultados da pesquisa Datafolha publicada na semana passada, segundo a qual 69% dos brasileiros consideram a democracia sempre a melhor forma de governo. O que se tem visto, ouvido e testemunhado pelo país nos últimos dias mais se assemelha a uma aposentadoria generalizada da decência civil.

Merval Pereira: Minas continua sendo o espelho do Brasil. Resultado da eleição em Minas volta a repetir o perfil da votação em todo o país. O estado reproduz características do Brasil.

Elio Gaspari: O delegado viu paz e amor na suástica. Sejam quais forem as circunstâncias do episódio, quando aparece uma pessoa com uma suástica na barriga e um delegado como o doutor Jardim diz o que ele disse, algo de muito ruim está acontecendo. Quem marcou a barriga da jovem gaúcha inverteu o traço da suástica, mas sabia o que estava fazendo.

Editorial1: A agenda pesada que espera o novo presidente. Decisões sobre despesas, com um Orçamento no vermelho, precisam ser tomadas ainda este ano.

Editorial2: Faxina da cláusula de barreira precisa ser apenas o início. Levou-se uma década para o Brasil atender ao princípio de que, na democracia, é o voto que conta.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Gestão Haddad pagou R$ 245 milhões em contratos sob suspeita. Verba foi destinada a empreiteiras envolvidas na Lava Jato em obras de túnel. O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, pagou de 2013 a 2016, enquanto esteve à frente da Prefeitura de São Paulo, R$ 245 milhões a empreiteiras envolvidas na Lava Jato. Os valores referem-se a obras incluídas nos contratos de um túnel de 2,4 quilômetros da Avenida Roberto Marinho, na zona sul da capital, até a Rodovia dos Imigrantes. Sob a justificativa de que estava fazendo uma “inversão de prioridade” por causa da falta de recursos, o ex-prefeito suspendeu as obras do túnel no segundo mês do mandato, em fevereiro de 2013 – antes da deflagração da Lava Jato –, mas manteve outras obras viárias, a construção de moradias populares e de trechos de um parque linear. Os contratos foram assinados em 2011, pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), com valor original de R$ 1,98 bilhão. Os lotes eram liderados por OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

Candidato nega irregularidades. Fernando Haddad diz que as suspeitas de faturamento se aplicavam apenas ao túnel e, por isso, deu sequência às outras obras.

PSL receberá R$ 110 milhões do Fundo Partidário. O crescimento exponencial da bancada do PSL na Câmara dos Deputados garantirá ao partido do presidenciável Jair Bolsonaro a maior fatia do Fundo Partidário a partir do próximo ano. Levantamento feito pelo Estado com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sigla receberá em torno de R$ 110 milhões do fundo – abastecido com recursos públicos – ao longo de 2019.

Mais votado quer Senna herói. Transformar Ayrton Senna em herói e proibir o comunismo são alguns dos objetivos do escrivão Eduardo Bolsonaro, o deputado federal mais votado do País.

O segundo turno da eleição presidencial evidenciou a existência de duas “bolhas”, dois grupos que não se tocam, que não conseguem se ouvir nem dialogar entre si. De um lado, eleitores e simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSL); do outro, eleitores e simpatizantes de Fernando Haddad (PT). Fechados no conforto de suas redes sociais, em grupos de WhatsApp que só reverberam informações que confirmam suas próprias crenças ou entre amigos que pensam de forma parecida, eleitores de Bolsonaro e Haddad parecem falar sozinhos ou de frente para os próprios espelhos.

‘Não preciso ser coagido moralmente’. Entrevista. Fernando Henrique Cardoso. Alvo de ataques do PT por mais de duas décadas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em entrevista ao Estado, disse não aceitar “coação moral” dos que agora buscam seu apoio no segundo turno. Apesar de manter postura crítica, ele afirma que há uma “porta” com Haddad (PT), mas não com Bolsonaro (PSL).

No interior do Paraná, uma cidade partida. Amaporã, a 540 quilômetros de Curitiba, é o retrato fiel da polarização política. A cidade descobriu-se politicamente fora do centro ao registrar no primeiro turno exatamente o mesmo número de votos, 1.191, para cada uma das pontas, direita e esquerda, relata o enviado especial Pablo Pereira. Com o empate nas urnas entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, a pequena produtora de mandioca, gado e cana, de 3,8 mil eleitores, dos quais 2,9 mil votaram para presidente, passou a viver dias de tensão, com os moradores se mobilizando para arregimentar cada voto discordante para o segundo “round”, no dia 28.

Após rejeitar Bolsonaro, Cassini se diz ameaçado. Eduardo Cassini, que concorreu ao governo de Sergipe pelo PSL de Jair Bolsonaro, reclamou de estar sendo ameaçado agora pelos próprios apoiadores do deputado federal.

Candidatos em RJ, MG e RS resistem a aperto. Candidatos aos governos de Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, Estados com a situação fiscal mais grave, resistem em encampar ajustes, fazem promessas que incluem aumento de gastos e alguns rejeitam a privatização de estatais para aderir ao socorro do governo federal.

Eliane Cantanhêde: ‘Bloco da Sensatez’. Devastado, o PSDB tenta juntar os cacos e articular um bloco na Câmara contra a crise já contratada para 2019.

Vera Magalhães: Já ir se acostumando. Bolsonaro precisa já ir se familiarizando com as normas constitucionais que ditarão o que ele poderá fazer se eleito.

Editorial1: A cautela dos partidos. Na neutralidade de tantos partidos no segundo turno se pode vislumbrar a preocupação para não assumir posições que possam contrariar sua base eleitoral.

Editorial2: Um pacto pela governabilidade. A proposta de um pacto entre os Três Poderes merece ser discutida.

Editorial3: Recursos para o saneamento. A decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de aumentar o limite para o financiamento de projetos na área de saneamento básico contribui para amenizar uma das principais dificuldades que vêm retardando o cumprimento das metas do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab).

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Com 73% de dinheiro público, turno custou R$ 2,8 bilhões. Financiamento veio de fundos partidário e eleitoral; verba privada foi de R$ 764 mi. O balanço das campanhas eleitorais mostra que os candidatos tiveram R$ 2,82 bilhões em receita oficial, sendo 73% de origem pública (fundos partidário e eleitoral) . O dinheiro privado (doações ou dos próprios políticos) foi de R$ 764 milhões. Os valores ainda vão aumentar, pois há disputa em segundo turno pela Presidência e pelo governo de 13 estados e do Distrito Federal. Os candidatos a presidente que ficaram na disputa receberam R$ 51,4 milhões. A diferença entre eles é grande. Jair Bolsonaro (PSL) teve à disposição R$ 1,9 milhão, e Fernando Haddad (PT), R$ 49,5 milhões, incluindo o montante direcionado à campanha de Lula antes de o ex-presidente, que está preso, ser impedido de concorrer pela Justiça Eleitoral. Há quatro anos o gasto das campanhas foi de R$ 5 bilhões (R$ 6,4 bilhões em valores atualizados), sendo R$ 3 bilhões (R$ 3,8 bilhões hoje) provenientes das empresas, que estão proibidas desde 2015 de fazer doações a candidatos.

Bolsonaro fará um governo dentro da lei, afirma general. Entrevista: Oswaldo Ferreira. Um dos coordenadores do plano de governo de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Oswaldo Ferreira nega intenções autoritárias do presidenciável. “Se for eleito, será um governo estritamente legal.” Cotado para ser ministro da área de infraestrutura, ele defende a disciplina (“uma coisa boa para a democracia”), regra nas Forças Armadas.

Bancada feminista cresce e promete oposição a conservadores. Defesa do feminismo impulsionou algumas candidaturas.

Em sete anos, duplicam casos de doença de Chagas aguda no país. Os casos passaram de 136 para 356 entre 2010 e 2017. A transmissão via oral, por alimento contaminado, predomina. No Pará, com metade dos registros, a doença está associada ao açaí, com mais notificações na safra.

Somente 7% dos hospitais do Brasil possuem equipes de cuidados paliativos.

Painel: ACM Neto mobiliza estrutura na Bahia para ajudar Bolsonaro.

Diretores ficaram soltos para se corromper em estatais, diz Haddad.

Seja qual for o resultado, seremos a resistência positiva, afirma Huck.

Para marqueteiro do PSDB, facada foi decisiva no primeiro turno.

Antonio Prata: Esta noite eu tive um sonho bem louco. Na verdade, começou como um pesadelo. O Brasil ia eleger um presidente fascista que falava em torturar e matar oponentes, em acabar com todos os ativismos, em vender as reservas indígenas, em militarizar as escolas, em submeter o Ministério do Meio Ambiente ao da Agricultura, em proibir a palavra “gênero” dentro das salas de aula e outras bizarrices que não faziam sentido e eu não lembro direito.

Janio de Freitas: Compromisso com o defeito. Bolsonaro é parlamentar há quase três décadas, o que não faz dele um democrata.

Marcelo Leite: Plano do candidato do PSL é antiecológico. Bolsonaro pode levar a derrubada da floresta amazônica.

Editorial1: Governo incerto. Declínio de partidos tradicionais eleva dúvidas sobre negociações de reformas.

Editorial2: Desburocratização tardia. País engatinha na tarefa de facilitar a vida do cidadão e poupá-lo de custos desnecessários.

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