Alerj decidirá se vai dar posse a seis deputados presos

SINOPSE NACIONAL DE 01 DE FEVEREIRO DE 2019

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS  :

Manchete e destaques do jornal O Globo : Justiça deixa com Alerj decisão de dar posse a seis deputados presos. Se assumirem mandato, eleitos que estão detidos só deixarão o Legislativo caso sejam condenados. A Justiça deixou nas mãos do presidente da Alerj, que será escolhido amanhã, o futuro dos seis deputados eleitos que estão presos, cinco dos quais pela Operação Furna da Onça. Por decisão do juiz Gustavo Arruda, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o novo chefe do Legislativo do Rio terá que deliberar se os políticos podem ou não tomar posse. Se assumirem o mandato, receberão salários e só serão destituídos, se forem condenados, com os processos transitados em julgado. Se a posse for negada por 60 dias, os eleitos perdem o mandato ao fim desse prazo. A decisão judicial aumentou a pressão sobre a eleição da Mesa Diretora.

‘Aborto deve ser uma decisão da mulher’, afirma Mourão. Em entrevista ao GLOBO, depois de dois dias como presidente em exercício, o vice Hamilton Mourão se disse favorável ao aborto “se a pessoa não tem condições de manter o filho”. Mourão acredita que pode ser útil cooperando com o presidente para “baixar as tensões”.

Flávia Oliveira: Mineração pouco fez pelo bem-estar dos mineiros.

Bernardo Mello Franco: Renan testa a sobrevivência.

Pedro Doria: A política baseada no caos informativo.

No Senado, Renan é o único candidato do MDB.

Renan Calheiros dá guinada no discurso e se aproxima do governo Bolsonaro. Cacique do MDB se reinventa para manter controle do Senado sem deixar de lado os antigos aliados e o PT

Depois de ligação para Renan Calheiros vazar, governo monta força-tarefa para ligar a outros candidatos.

Drama sem fim. Número de morto já chega a 110. A tragédia de Brumadinho revela histórias como a do soldador Erídio Dias, que sobreviveu ao desastre de Mariana e agora está entre os 238 desaparecidos. O número de mortos chega a 110.

UE cria bloco para apoiar eleições na Venezuela. A União Europeia anunciou a criação de um grupo, formado por países europeus, latino-americanos e pela própria UE, com o objetivo de trabalhar por eleições livres na Venezuela, sem, no entanto, atuar como mediador formal. Parlamento europeu reconheceu Juan Guaidó como presidente interino do país.

Oposição quer que MPF investigue Damares por adoção. A revelação, feita pela revista Época, de que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, adotou irregularmente uma criança indígena levou a oposição a cobrar investigação do Ministério Público Federal. Em nota, a ministra afirmou que “não se trata de adoção, e sim de vínculo socioafetivo”.

País ainda tem 12,2 milhões de desempregados. A retomada do crescimento econômico não fez ceder o desemprego no país, que atinge 12,2 milhões de pessoas. O índice do IBGE ficou em 12,3% no ano passado, abaixo dos 12,7% de 2017, mas a pequena melhora se deve ao maior número de pessoas em vagas sem carteira assinada ou com negócio sem registro.

Editorial1: Bolsonaro faz o certo ao optar pela reforma ampla. Mudanças na Previdência têm de abranger todo o sistema, devido à gravidade da situação fiscal.

Editorial2: Saída do Afeganistão pode repetir o desfecho da Guerra do Vietnã. Americanos negociam paz com o Talibã, e governo afegão temea ausência das tropas dos EUA.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo : Governo vai dividido para a eleição no Congresso. Equipe de Guedes prefere Renan no Senado, mas Onyx trabalha por Alcolumbre; na Câmara, Maia é favorito. Congresso elege hoje seus novos dirigentes e expõe a disputa entre os núcleos econômico e político do governo. Nos bastidores, a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) apoia Renan Calheiros (AL) para a presidência do Senado. Confirmado como candidato do MDB, Renan é visto por Guedes como canal direto de negociação com líderes para aprovação da reforma da Previdência. Onyx Lorenzoni (Casa Civil) trabalha para Davi Alcolumbre (DEM-AP). Considerado mais governista, Alcolumbre pode ter obstáculos para formar uma coalizão ampla pró-reforma, segundo a equipe econômica. Na Câmara, a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) é dada como certa. Mesmo sem a simpatia de Onyx, ele tem o aval do governo.

Coluna do Estadão: A disputa no Senado e o ‘PSL personnalité’. As agruras da candidatura de Tasso Jereissati (CE) à presidência do Senado são só o início das tormentas a serem enfrentadas pela nau do PSDB, que tentou hastear a bandeira da “nova política” como alternativa a Renan Calheiros (MDB-AL), mas foi abatida pelo pragmatismo da “velha”. Uma vez derrotado com Tasso, o PSDB fica fora da Mesa Diretora e perde força na escolha das comissões. A crise existencial dos tucanos sob Jair Bolsonaro é de tal magnitude que um deles resume: “Se continuarmos indo para a direita, seremos o PSL personnalité”.

Vera Magalhães: Papel central. O Congresso deverá ditar o sucesso de parte substancial do governo Bolsonaro. Paulo Guedes virou uma espécie de avalista de Maia e Renan.

‘Eu sou de ferro e vou atropelar’. “Sou um trator e, se cruzarem a minha frente, vou atropelar”, diz Joice Hasselmann, deputada eleita pelo PSL-SP com 1 milhão de votos. Ela desponta como possível expoente da nova legislatura, que toma posse hoje, relata Ricardo Galhardo.

Projetos sobre mineração serão arquivados na Câmara. Vinte e dois dos 25 projetos de lei relacionados a barragens de mineração e apresentados na Câmara dos Deputados após a tragédia de Mariana (MG), em 2015, perderam a validade e serão arquivados na nova legislatura. Parte das propostas ficou na gaveta e outra parcela teve tramitação lenta, informa Felipe Frazão. Os três restantes ainda estão em comissões. O interesse pelo tema caiu ao longo do tempo. Em 2015, foram apresentados 13 projetos de lei em poucas semanas. Em 2016, foram nove; em 2017, três e, no ano passado, não houve nenhuma proposta.

Informalidade recorde faz taxa de desemprego recuar em 2018. A desocupação caiu de 13,1%, no início do ano, para 11,6% no trimestre encerrado em dezembro. O movimento foi puxado por quem achou na informalidade a única forma de sustento. Mas faltou emprego para 27,4 milhões de pessoas. Para analistas, recuperação deve continuar lenta em 2019.

Guaidó diz que chavismo ameaça sua família. Juan Guaidó, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, disse que forças de segurança do chavismo rondam sua casa e ameaçaram sua família. O governo nega. Guaidó anunciou plano contra inflação.

Museu do Ipiranga terá obras com verba privada.

Eliane Cantanhêde: Hoje o governo entra numa segunda fase: a de tourear um Congresso dividido entre neófitos e craques em pressionar.

Elena Landau: Não consigo evitar a irritação ao pagar IPTU e IPVA. Só me resta exigir melhor atuação do poder público.

Editorial1: Reforma para todos. Na reforma da Previdência, o que se espera é que o governo apresente um projeto que leve em consideração todos os segmentos da sociedade brasileira.

Editorial2: O fim de um símbolo escandaloso. A venda da Refinaria de Pasadena é o fim de um modelo de gestão que o governo lulopetista impôs à Petrobrás.

Editorial3: A agonia de uma ditadura. Nada pode ser mais prejudicial ao povo da Venezuela do que a manutenção de um regime que foi capaz de destruir o país.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo : Renan discutiu com a JBS nomeação em ministério. Gravações mostram ação de emedebista em 2014, quando presidia o Senado. Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal revelam que, como presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) procurou Joesley Batista, da JBS, para discutir nomeação para o Ministério da Agricultura, pasta de alto interesse para os negócios da empresa de alimentos. As gravações são de 2014, e o alvo delas era Ricardo Saud, diretor da JBS que fazia a intermediação com o Congresso. Em 2017, Joesley, seu irmão Wesley e outros cinco executivos disseram que pagaram milhões a congressistas para conseguir vantagens para a JBS. Um dos candidatos à presidência do Senado na eleição de hoje, Renan está entre os delatados. Segundo os colaboradores, o emedebista, que chefiou o Senado de 2005 a 2007 e de 2013 a 2017, recebeu R$ 9,9 milhões de caixa 2, dinheiro eleitoral não declarado à Justiça. Renan diz não existir áudio comprometedor. “Não há nenhuma gravação que me incrimine ou seja desfavorável ao interesse do Brasil. Nunca cometi malfeito.”

Reinaldo Azevedo: Querem novidade no Senado? Que tal Flávio Bolsonaro presidente? Não me ocorre o nome de outro senador que já tenha homenageado dois milicianos.

Após críticas por parabenizar Renan, Bolsonaro distribui ligações a senadores. Presidente telefonou depois para os outros 7 candidatos à presidência do Senado.

Pulverizado, Senado tem menor leva de emedebistas dos últimos 24 anos.

Veterano supera novata e concorre pelo MDB. O MDB indicou o nome de Renan Calheiros (AL )para a presidência do Senado —será a mais disputada eleição desde a redemocratização. O alagoano, que tentará comandar a Casa pela quinta vez, derrotou a novata Simone Tebet (MS) na disputa interna do partido, por 7 a 5. O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que está internado em São Paulo, em recuperação de cirurgia, telefonou a Renan para parabenizá-lo. Também hoje, os deputados decidirão quem chefiará a Câmara. O atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concorre.

Deputada eleita não entra em imóvel funcional. Ao chegar ao apartamento, Tabata Amaral (PDT-SP) deparou-se com o filho de Hildo Rocha (MDB-MA), que se recusou a lhe dar as chaves.

Congresso retoma trabalhos disposto a pressionar governo por mudança na articulação política.

Ala militar troca reforma por revisão da carreira. A ala militar do governo de Jair Bolsonaro foi convencida pela equipe econômica da necessidade de incluir as Forças Armadas na reforma da Previdência. O acordo costurado prevê a reestruturação da carreira, que incluiria a ampliação do tempo mínimo de serviço, de 30 para 35 anos, e reajuste salarial.

Bolsa sobe 10,8% no 1º mês com novo governo. O resultado deve-se ao otimismo com o governo Bolsonaro, à perspectiva de reforma da Previdência e à melhora no cenário internacional.

Nem prefeito conhecia plano emergencial de barragem. A Vale, dona da barragem que se rompeu em Brumadinho (MG), ainda não divulgou qual era o plano em caso de colapso da estrutura. Portaria federal determina que o documento, que prevê ações emergenciais, deve ser entregue às autoridades locais. O prefeito da cidade diz desconhecer o plano.

Desencontro de informações angustia famílias. Informações desencontradas entre socorristas, voluntários e funcionários da Vale nas buscas às vítimas do desastre em Minas levaram parentes da alegria ao desespero. Ao menos dois homens dados como encontrados continuam desaparecidos.

Tragédia em MG. ‘Se sirene tivesse tocado, minha filha estaria viva’, afirma pai de vítima.

Lama já avançou 98 km pelo rio e governo alerta para água insalubre.

Vizinhos ignoram riscos de barragem de pedreira na zona norte de SP.

Por Guaidó, Brasil pode renegociar dívida. Em ofensiva contra o ditador Nicolás Maduro, o governo Bolsonaro discute reescalonar a dívida venezuelana caso o pais passe por uma transição.

Editorial1: Diferença e repetição. Congresso volta aos trabalhos com eleição para presidências da Câmara e do Senado.

Editorial2: Futuro robótico. Agora o espectro da obsolescência cerca também profissões prestigiadas e bem remuneradas.

Manchete do jornal Valor Econômico : GM negocia investimento de R$ 9 bi no país até 2022. As negociações entre o governo paulista e a General Motors (GM), que enfrenta crise financeira e vinha cogitando encerrar as operações no Brasil, avançaram nos últimos dias.

Reformas vão exigir acordos caso a caso. O governo Bolsonaro inicia o ano legislativo com uma base de apoio relativamente modesta, que o obrigará a negociar com partidos independentes a aprovação das principais propostas de sua agenda de reformas.

Decisão sobre Flávio pode esvaziar Coaf. O Supremo Tribunal Federal (STF) pode dar início a uma discussão com potencial para modificar o atual entendimento do papel do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Campeãs de voto. Joice Hasselmann e Janaina Paschoal, ambas do PSL paulista, assumem hoje seus mandatos surfando a onda conservadora que levou Jair Bolsonaro à Presidência. Afinadas, as duas defendem a lei atual que restringe o aborto, dizem não dar importância para o casamento gay, mas são contrárias à “ideologia de gênero” e ao “ativismo”.

Klabin fecha acordo por uso de nome. Após meses de negociações, a Klabin, maior empresa brasileira de papéis e embalagens, chegou a entendimento com seus controladores para por fim ao pagamento de royalties pelo uso do nome de uma das famílias fundadoras.

ONS prepara usina para a lama de Brumadinho. O Operador Nacional do Sistema Elétrico ordenou que fosse acionada novamente a hidrelétrica de Retiro Baixo, no rio Paraopeba, a 220 km da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho (MG).

Barragem inativa não teria seguro. Após estudarem nos últimos dias o contrato de danos materiais e lucros cessantes firmado com a Vale, seguradoras e resseguradoras concluíram que as barragens inativas não estão incluídas na apólice.

Congresso se renova nas ‘escolas com partido’. O Congresso que toma posse hoje mostra que aumentou a quantidade de parlamentares, em primeiro mandato, que foram formados por centros de capacitação e movimentos derivados das manifestações de 2013. Na prática, escolas com partido.

Judiciário. Caso Flávio Bolsonaro pode repercutir no Coaf. Para ministro, sigilo só pode ser quebrado com decisão judicial.

Renan vence disputa no MDB e tenta reeleição contra oito adversários. Regras para a escolha não estão definidas, o que aumenta a imprevisibilidade da eleição.

Oponentes tentam forçar 2º turno contra Maia. Deputado que presidirá a sessão vai permitir candidaturas avulsas para os cardos da Mesa Diretora.

Planalto cita foto oficial como realização de governo. Fato do tema ter ficado de fora da agenda apresentada por Onyx foi considerada uma falha de estratégia por interlocutores do presidente.

Crise. Venezuela precisará de socorro bilionário e renegociação de dívida. Economista Ricardo Hausmann esboça plano para a recuperação da Venezuela após a queda do regime de Nicolás Maduro. Segundo ele, país ficará anos sem pagar a dívida externa.

Desaceleração na China afeta negócios em todo o mundo. Fragilidade chinesa vem sendo sentida por empresas e países. Muitas companhias vêm relatando lucros menores devido à queda na demanda da China. Isso está freando a economia de vários países.

Análise. Plutocracia tenta barrar candidato esquerdista nos EUA. O Partido Democrata recebeu o recado: se escolher um candidato pró-impostos para a disputa presidencial de 2020, um bilionário se candidatará como independente, dividirá o eleitorado e ajudará na reeleição de Trump.

México suspende compras de petróleo leve dos EUA. Medida agrava uma crise de escassez de gasolina no país, que é resultado da decisão do presidente Andrés Manuel López Obrador de fechar os principais oleodutos para reprimir o roubo de combustíveis.

Editorial: Fed muda de posição e pode encerrar ciclo de alta de juros. O banco deixou tudo em aberto. Como disse Powell, “só saberemos em retrospectiva” se o ciclo de aperto terminou.

Receba todas as novidades do Anexo6diretamente em seu email


Deixe um comentário

avatar
  Inscreva-se  
Notifique-me de
Fechar Menu