Ainda a greve dos caminhoneiros, em suas consequências, domina o noticiário do jornais

SINOPSE DE 01 DE JUNHO DE 2018 Edição: Sérgio Botêlho  JORNAIS: Manchete e destaques do jornal O Globo: Cortes em educação e saúde vão pagar conta do diesel. Recursos
Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE DE 01 DE JUNHO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Cortes em educação e saúde vão pagar conta do diesel. Recursos serão usados para subsidiar queda no preço do combustível. Tesourada terá impacto de R$ 9,6 bilhões no Orçamento e atingirá quase todas as áreas do governo, inclusive o Ministério dos Transportes. Postos de combustíveis que não repassarem a queda dos preços poderão ser multados em até R$ 9,4 milhões/

Analistas veem opções a subsídio. Medidas como as sugeridas pelo Cade seriam mais eficazes do que pacote do governo, dizem economistas. Especialistas avaliam que medidas sugeridas pelo Cade seriam mais eficazes para reduzir o preço dos combustíveis do que os subsídios ao diesel. As propostas incluem mudança no ICMS e postos sem frentistas e ampliariam a concorrência no setor/

Até governadores aliados criticam reação de Temer à crise. Entre os do MDB, só Pezão, que não pode se reeleger, aprovou postura/

Em SP, governador usa greve para se promover. Vídeo diz que crise foi resolvida por Márcio França/

Suspeito de fraude no Trabalho entra na lista da Interpol. STF ordenou prisão de número dois da pasta, indicado pelo PTB. Missão oficial. Leonardo Arantes em evento do ministério: secretário-executivo está em Londres/

PF avança na relação entre coronel e Temer. Investigadores apuram se suposta propina da Engevix pagou reforma/

STF pode ampliar restrição ao foro. Regra que vale para parlamentares pode atingir outras autoridades julgadas pela Corte. Questão de ordem. Luiz Fux deve levar ao plenário decisão sobre inquérito que investiga o ministro Blairo Maggi/

PSOL rejeita chapa de esquerda por atrair ex-aliados de Pezão. Partido também não abre mão de indicar candidato ao governo/

Avenida sitiada pelo crime. Cesário de Melo, onde o BRT foi fechado esta semana, atravessa QGs da milícia e do tráfico/

Apreendida submetralhadora do tipo usado para matar Marielle. Arma será periciada para comparação com projéteis achados no Estácio/

Presidente espanhol no fio da navalha. Oposição consegue apoio necessário para aprovar hoje moção de censura contra Rajoy/

Tradição católica resistiu à greve. Com Ceasa desabastecida, Arquidiocese comprou flores de produtores/

Populistas formam governo na Itália. Inexperiente, aliança entre Movimento Cinco Estrelas e Liga joga país em campo de incertezas/

Bernardo Mello Franco: Governo tira do social e ignora lições da crise. O ministro Eliseu Padilha afirmou que o governo fez “um sacrifício muito grande” para bancar o subsídio ao preço do diesel. Faltou dizer que boa parte deste sacrifício será empurrada aos mais pobres, que vão sofrer com os cortes em programas sociais/

As ONGs estão virando negócios sociais’. “Sou jornalista, formada pela PUC do Rio, e hoje estou radicada em São Paulo. Tornei-me uma especialista em empreendedorismo social. Em 2012, criei um negócio nessa área, que se chama Outdoor Social.” Emília Rabello, jornalista Ela veio ao Rio participar do Conecta, evento que tem o propósito de aproximar empreendedores sociais e culturais de apoiadores e parceiros/

Lydia Medeiros: Dinheiro sem ideologia. À direita e à esquerda, candidatos à Presidência estudam formas de taxar lucros e dividendos pagos a sócios e acionistas de grandes empresas. Esta cobrança foi extinta em 1995, no governo Fernando Henrique. Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL) já anunciaram que a medida estará em seus programas de governo. Segundo ambos, apenas Brasil e Estônia não cobram impostos sobre essa renda/

Pedro Doria: Grupos de WhatsApp mostraram Brasil paralelo na crise. Há, nas entranhas do WhatsApp, um outro Brasil. Nele, uma quantidade imensa de pessoas vive uma realidade paralela. Passei a última semana me dividindo entre, ao fim, seis grupos distintos de mensagens. Estes “grupos de notícias” informam aquilo que a imprensa “não tem coragem” de contar. Para o observador atento, os grupos revelam dois processos paralelos. Um deles é uma estrutura de marketing político de guerrilha em formação, fazendo um jogo sujíssimo. O outro é um novo tipo de brasileiro, despolitizado e, no entanto, engajado, tentando compreender a confusa realidade à volta, com as poucas ferramentas de que dispõe/

Míriam Leitão: Balanço revela um assustador vazio de poder no país. Toda greve tem pelo menos três atores: capital, trabalho e setor público. Na paralisação do transporte de carga, o capital não apareceu. Estava presente, mas escondido atrás do trabalho. O governo exibiu em suas hesitações a enormidade da sua fraqueza. Outros poderes ou bateram cabeça, como o Congresso, ou ficaram em silêncio prolongado. O que se viu foi um assustador vazio de poder/

Merval Pereira: A frase, atribuída a Lula e não desmentida, que define o candidato do PDT à presidência da República Ciro Gomes (PDT) como “um bom quadro, mas não um líder”, é exemplar do tipo de liderança que o ex-presidente exerce no Partido dos Trabalhadores/

Editorial: Sem sustentação. A virtual impossibilidade de o controle da Eletrobras vir a ser vendido em Bolsa no governo Temer, como previsto, será uma vitória comemorada pelas forças políticas contrárias à privatização. É grande a resistência do fisiologismo pluripartidário no Congresso à perda do controle do sistema Eletrobras, uma fonte inesgotável de negociatas envolvendo políticos e de emprego para apaniguados. Tucanos e petistas, neste aspecto, ficam lado a lado na defesa da estatal.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Exportador e área social vão pagar a conta do diesel. Saúde, educação, saneamento e moradia estão entre os setores afetados; R$ 4 bilhões sairão de ‘aperto’ em empresas (Foto, com legenda: Pedido atendido. Temer reza com evangélicos em Brasília. “Graças a Deus estamos encerrando essa greve”./

Setor fala em baixar R$ 0,41; governo ameaça com multa. Multa será de R$ 9,4 milhões, segundo ministro Eliseu Padilha; distribuidoras dizem que ‘não há como’ repassar desconto integral/

Empresário preso por locaute. Gravações apontam que dono da empresa de logística gaúcha Irapuru ameaçou caminhoneiros que furassem a greve/

Oficiais da Abin dizem que governo foi alertado. Servidores da Abin devolvem as críticas de que a instituição não alertou o Planalto das consequências da greve dos caminhoneiros. Dizem que os relatórios apontaram, até mesmo, risco de desabastecimento, mas caberia ao governo decidir o que fazer. Treinados para não reagir, os oficiais de inteligência preferem não rebater oficialmente. O presidente da Associação dos Servidores da Agência Brasileira de Inteligência, Carlos Estrella, diz que a entidade está dividida sobre divulgar nota. “Não é agradável. Temos consciência do trabalho que fizemos.”/

Sem cara de feriadão. Muita gente desistiu de viajar por causa da crise de abastecimento de combustíveis. Livre. Tráfego de veículos para o litoral de SP foi muito inferior ao normalmente registrado em um feriado prolongado/

Greve dos petroleiros esvaziada. Volta ao trabalho. Após o TST considerar greve ilegal e elevar multa diária a sindicatos para R$ 2 milhões, Federação Única dos Petroleiros (FUP) recomendou desmobilização; a FNP, entidade dissidente, ainda mantinha ontem alguns pontos de paralisação/

Dez políticos fogem de pena com recurso no Supremo. Foro. Deputados e senadores foram condenados por crimes como peculato e fraude em licitação; caso de emedebista, sentenciado a seis anos de prisão, está na Corte desde 2003 (A matéria cita Valdir Raupp, Paulo Feijó, Roberto Goes, Nilton Capixaba, Ivo Cassol, Ronaldo Lessa, Acyr Gurgacz, Paulo Maluf, Dorinha Rezende e Nelson Meurer). Condenados consideram sentenças desproporcionais/

Um mês após tragédia, 126 famílias vivem no Paiçandu. Habitação. Amontoadas em barracas, em meio ao lixo e sem acesso a geladeira e banheiro, 126 famílias pedem ajuda. Prefeitura diz já ter atendido maioria das vítimas do incêndio no Wilton Paes; mas admite que até quem já recebe auxílio se mantém na praça/

EUA sobretaxam aço de México, Canadá e União Europeia. Aço e alumínio de UE, Canadá e México pagarão tarifas no país; bolsas americanas caíram após governo canadense anunciar resposta à medida/

Doria sugere aliança Alckmin-Rocha e desagrada ao PSDB. Aliados de presidenciável tucano dizem que declaração foi precipitada e que composição de chapa é ‘balão de ensaio’/

Fernando Gabeira: Um país como o nosso não pode ser tão vulnerável. As perdas atingiram quase todos os setores da economia/

Eliane Catanhêde: A greve ensina que não somos Venezuela e que insatisfação é geral, mas não há lideranças dispostas a tornar o caos um inferno/

Editorial1: A dívida e o ralo. O setor público tem sido incapaz de gerar, nas contas primárias, sobras para liquidar pelo menos parte dos juros. E as sobras, quando aparecem, logo somem no ralo dos gastos obrigatórios/

Editorial2: O MP e a greve dos caminhoneiros. PGR resolveu agir mais de uma semana após o início do bloqueio das estradas. Por iniciativa de sua Câmara Criminal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou às unidades do Ministério Público Federal em quatro Estados – São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás – a abertura de investigações para apurar dois crimes previstos pela Lei de Segurança Nacional por cidadãos, empresas e entidades sindicais que teriam se envolvido na greve dos caminhoneiros com objetivos políticos, pedindo intervenção militar/

Editorial3: Um bom exemplo. Em meio à grave crise provocada em todo o País pela greve dos caminhoneiros, que causou e continua a causar sérios transtornos à vida da população, tem se sobressaído a atuação firme, serena e bem planejada da Prefeitura da capital paulista. Uma série de medidas por ela adotadas ao tempo certo tem conseguido limitar o sofrimento dos paulistanos, tanto quanto possível na difícil situação criada pela penúria de combustível, que afeta todos os setores de atividade.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Para bancar corte no diesel, governo onera exportador. União tira ainda R$ 3,4 bilhões das verbas para transporte, saúde e educação. Para bancar a redução no preço do diesel, que custará R$ 9,6 bilhões, o governo Michel Temer (MDB) anunciou medidas que, na prática, elevam a arrecadação de impostos de exportadores e de setores da indústria (química e de refrigerantes). Foram cortados ainda recursos destinados às áreas de transporte, saúde e educação. Ao lado da reoneração da folha de pagamento, aprovada na Câmara, as ações permitirão um ganho de R$ 4 bilhões. O exportador perde com a mudança do Reintegra, que devolvia 2% do valor exportado em produtos manufaturados através de créditos de PIS/Cofins. O percentual caiu para 0,1%. O corte de despesas, de R$ 3,4 bilhões, foi pulverizado, segundo o governo. Perderam verba programas de transporte terrestre, de repressão ao tráfico de drogas, de bolsas para instituições de ensino superior, de policiamento de estradas federais e de fortalecimento do SUS. O ministro Sergio Etchegoyen (Segurança Institucional) disse que a população que apoiou os caminhoneiros tem responsabilidade” no financiamento das soluções para a crise. “Tivemos apoio de 90% da população à manifestação”, afirmou, em referência a pesquisa Datafolha que mostrou 87% de aprovação ao movimento. “O governo não produz dinheiro, ele arrecada recursos.”/

Posto que não reduzir preço será multado em até R$ 9 mi. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) anunciou que postos de combustível que não diminuírem o preço do diesel em R$ 0,46 a partir de amanhã serão multados em até R$ 9,4 milhões. Transportadoras punidas por bloqueios em estradas se mostram surpresas com multas que totalizam R$ 141 milhões/

Petroleiros encerram greve após proibição/

Políticos buscam bênção eleitoral em Marcha para Jesus. Vários candidatos participaram da Marcha para Jesus, que reuniu milhares de evangélicos em São Paulo. Entre eles, os rivais João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), que disputam o Palácio dos Bandeirantes, e Jair Bolsonaro (PSL). O apóstolo Estevam Hernandes disse que o ato é “apolítico”/

Bruno Boghossian: PT perde peso ao insistir em Lula. O PT paga um preço alto ao carregar um candidato fantasma na etapa pré-eleitoral. Ao insistir em Lula na disputa, o partido afasta aliados, confunde eleitores e reduz seu peso na cena política/

Aventureiros não ficarão em pé. O cientista político Luiz Felipe D’Avila, um dos coordenadores da campanha presidencial de Geraldo Alekmin (PSDB), aposta que o segundo turno das eleições terá o clássico PT contra o PSDB/

É hora de dar um basta nos pedidos pela volta do terror/

Editorial1: Sem acelerar. PIB do 1º trimestre revela fraqueza; expectativa de melhora ficou nebulosa/

Editorial2: Saída à italiana. Indicação de novo primeiro-ministro traz alívio por evitar a realização de novas eleições.

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