“Saída de cubanos poderá deixar 611 cidades sem médicos”, diz O Globo. “Não se pode dar dinheiro a Estados sem contrapartida, diz Guardia”, destaca o Estadão. “Viaduto na marginal pode cair, diz gestão Covas”, conta a Folha.

_SINOPSE NACIONAL DE 17 DE NOVEMBRO DE 2018_ Edição: Sérgio Botêlho  *_JORNAIS_*: *Manchete e destaques do jornal O Globo*: Saída de cubanos poderá deixar 611 cidades sem médicos. Para
Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE NACIONAL DE 17 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Saída de cubanos poderá deixar 611 cidades sem médicos. Para evitar apagão, governo fará contratação emergencial de profissionais brasileiros. O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde calcula que, das 3.228 cidades atendidas exclusivamente pelo Programa Mais Médicos, 611 podem ficar sem cobertura da rede pública após o desligamento total de profissionais cubanos, previsto para ocorrer até o Natal. Nessas regiões, em geral de alta vulnerabilidade social, apenas médicos da ilha estão atuando. Para evitar o apagão, o Ministério da Saúde publicará, na próxima semana, edital abrindo vagas para contratação de formados no Brasil. Mesmo assim, municípios temem que algumas áreas fiquem sem atendimento por até 90 dias.

Primeiros profissionais do Mais Médicos chegam a Cuba após deixar o Brasil. Cubanos foram recebidos por autoridades em clima de festa.

Conselho de Segurança Nacional dos EUA elogia Bolsonaro por posição sobre Cuba. Texto cita oposição de presidente à participação de Cuba no programa Mais Médicos.

Abertura comercial deve reduzir preço, mas altera emprego. O plano do presidente eleito Jair Bolsonaro de fazer uma ampla abertura comercial do Brasil, cortando tarifas de importação, pode reduzir os preços de produtos industriais em até 16%. Mas, a longo prazo, três milhões de trabalhadores teriam de se requalificar, segundo estimativas em estudo pela equipe de transição.

Em resposta ao TSE sobre gastos, defesa de Bolsonaro aponta problema em sistema da Corte. Advogada do presidente eleito alegou que eventuais falhas na prestação envolvem valores irrisórios e pediu a aprovação das contas.

Propina foi entregue em caixas de sabão para primo de Aécio. Dono de supermercado de BH afirma ter feito quatro entregas de dinheiro vivo, em nome da JBS, para Frederico Pacheco e para Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrella.

Assessor de Trump prepara vinda ao Brasil. John Bolton negocia encontro com Bolsonaro este mês. Filho do presidente eleito vai aos EUA e pode visitar países vizinhos.

Moro se antecipa e é exonerado do Judiciário. O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, diz que agora o foco é a transição para o governo Bolsonaro.

CORTE DE SERVIDOR – Bolsonaro vai estudar pleito de governadores.

NOVA EQUIPE – Diretores do BC devem permanecer nos cargos.

Zuenir Ventura: Novo chanceler é imagem e semelhança do presidente eleito.

Merval Pereira: Cuba retalia governo eleito que a critica.

Míriam Leitão: Riscos concretos no clima e no comércio externo.

Editorial1: Política externa é campo aberto ao radicalismo. É curioso que Bolsonaro repita Lula e coloque a diplomacia a serviço da ideologia do presidente.

Editorial2: Britânicos precisam se entender sobre o preço a pagar pelo Brexit. Para sair da UE, Grã-Bretanha tem um custo na economia, e isso não foi levado em conta por todos.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Não se pode dar dinheiro a Estados sem contrapartida, diz Guardia. Ministro da Fazenda é contra a proposta de dividir com governadores recursos arrecadados com leilão do pré-sal. O ministro Eduardo Guardia (Fazenda) mostrou preocupação com possibilidade de a União dividir com os Estados parte dos R$ 100 bilhões que seriam arrecadados com o megaleilão de áreas de petróleo previsto para 2019. Para Guardia, não se deve repassar dinheiro aos governadores sem a contrapartida do ajuste fiscal, que passa pela questão dos salários dos servidores e das previdências estaduais. “Não adianta jogar mais dinheiro lá para dar reajuste de salários e para continuar aposentando servidor público aos 53 anos”, disse. Ele lembra que, em 2016, a União foi obrigada, por determinação do STF, a renegociar a dívida dos Estados. “Demos suspensão do pagamento. E o que aconteceu? Aumentaram a despesa de pessoal.” A possibilidade de repasse de recursos aos Estados foi transmitida na quarta-feira aos governadores eleitos pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

Para ‘evitar surpresas’, Moro deixa magistratura. Em carta apresentada ontem ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, o juiz Sérgio Moro antecipou sua saída da magistratura para assumir um cargo na equipe de transição do futuro governo de Jair Bolsonaro, no qual comandará o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Titular da Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba, Moro abandonou uma carreira de 22 anos no Judiciário. A interlocutores, ele disse que optou por antecipar sua saída para evitar “eventuais surpresas”, sem detalhar a que se referia.

Fausto Macedo: Sérgio Moro abriu mão das prerrogativas da toga para uma atividade que pode lhe pregar armadilhas. Ele terá agenda política talvez até com parlamentares que a Lava Jato espreita.

PT entra com ação para anular exoneração de Moro do cargo de juiz. De acordo com a sigla, magistrado não poderia ter deixado o posto porque possui processos administrativos disciplinares pendentes no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Bolsonaro apresenta defesa sobre falhas apontadas pela área técnica do TSE. Manifestação busca esclarecer irregularidades e indícios de omissão nos gastos.

Bolsonaro encerra coletiva ao ser questionado sobre saída de Cuba do Mais Médicos. Programa tem 18.240 profissionais – sendo 8.332 cubanos, segundo o governo do país brasileiro; Nordeste será região que mais perderá médicos.

Futuro chanceler cita discos voadores em palestra e alega ‘senso de humor’. Embaixador Ernesto Araújo falou em ‘reunião secreta de ovnis na Onu’ a alunos do instituto Rio Branco.

Assessor de Segurança Nacional dos EUA quer visitar Brasil para encontro com Bolsonaro. Na mesma semana, filho de presidente eleito estará em Washington para aproximação com americanos.

Bolsa sobe em reação a nome indicado ao BC. A indicação do economista Roberto Campos Neto para presidir o BC foi um dos fatores que fizeram com que o Ibovespa subisse 2,96% ontem, voltando aos 88 mil pontos. O dólar teve queda de 1,20% e encerrou o dia cotado a R$ 3,73.

João Domingos: Bolsonaro sabe que não pode ficar neutro na disputa pela presidência da Câmara e do Senado.

Editorial1: Um alerta para os políticos. Pesquisa Latino. Barómetro mostra que, na América Latina, a democracia, cuja consolidação parecia certa, passa por perigosa mutação, em meio a uma onda de desencanto.

Editorial2: De casa arrumada. A Petrobrás é, no governo Temer, outra empresa do ponto de vista administrativo e financeiro.

Editorial3: O que mata é o descaso. Raríssimas vezes na história do país, ao menos no período que compreende o processo de ocupação desordenada das grandes cidades, os desastres naturais foram, por si sós, grandes causadores de mortes. Mais perigosos do que os humores da natureza têm sido a inépcia das autoridades públicas.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Viaduto na marginal pode cair, diz gestão Covas. Bloqueio da pista expressa, adição de ônibus e paralisação de linha de trem devem prejudicar trânsito em SP. A Prefeitura de São Paulo detectou risco de desabamento de viaduto da pista expressa da marginal Pinheiros e anunciou um esquema emergencial inédito de trânsito na cidade. As medidas incluem ampliação de bloqueios na marginal, interrupção parcial na circulação de trens da CPTM e mudança nas regras do rodízio. Com oito pistas, a marginal Pinheiros é a segunda via mais movimentada da cidade — 13 mil veículos por hora nos horários de pico. Ainda não se sabem as causas da ruptura do viaduto. O desvio do trânsito para avenidas de bairros da zona oeste, como Jardins e Pinheiros, e a adição de ônibus para suprir a falta de trens devem elevar congestionamentos. Há previsão de que os transtornos se prolonguem por meses. A prefeitura gastou neste ano apenas R$ 2,5 milhões (5,3%) dos R$ 44,7 milhões orçados para recuperação e reforço de pontes e viadutos. A gestão Bruno Covas (PSDB) argumenta que o valor empenhado para essas obras viárias, R$ 9,55 milhões em 2018, é mais que o triplo do de 2017.

Cidades podem ter apagão médico, diz professor. Para o professor Felipe Proenço de Oliveira, que coordenou o Mais Médicos por mais tempo (2013- 2016), há risco grave de cidades menores ficarem sem médico algum se cubanos saírem. Será difícil repor 10 mil vagas, diz ex-chefe do Mais Médicos. Estimativa é que 367 cidades fiquem sem profissionais na atenção básica após Cuba anunciar saída do programa.

INSS. Busca por aposentadoria cresce em meio a debate da reforma. Para os que já têm direito ao benefício, antecipar o pedido pode trazer prejuízo.

DEM quer avaliar proposta de Bolsonaro antes de definir apoio ao novo governo.

Bolsonaro culpa doadores por erros e diz que fez campanha barata. Área técnica do TSE apontou indícios de irregularidades nas contas eleitorais do presidente eleito.

Moro decide antecipar saída, e é exonerado. Indicado ao superministério da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Sergio Moro decidiu antecipar sua saída da magistratura, antes prevista para janeiro. Segundo ele, a medida visa evitar “controvérsias artificiais” sobre sua participação no planejamento do novo governo. A exoneração vale a partir de segunda (19).

Moro deve trocar direção-geral da Polícia Federal. Juiz federal vai montar equipe com perfil de investigação no ministério e na polícia.

Conselheiro de Trump virá para reunião com Bolsonaro. O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, deve se encontrar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, no dia 28 de novembro. Ele deve parar no Brasil a caminho do G-20, que será na Argentina. Bolton é um dos principais conselheiros de Trump em política externa.

Economia brasileira cresce 1,74% no terceiro trimestre, diz Banco Central. Em setembro, economia do país recuou 0,09%.

Busca por aposentadoria cresce em meio a debate da reforma.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta sexta-feira (16) que escolheu a JGP, gestora que teve o futuro ministro Paulo Guedes como um dos fundadores, para gerir o FIDC, novo fundo de investimento em direitos creditórios, que investirá em debêntures incentivadas de projetos de infraestrutura.

Reforma trabalhista. Contratos intermitentes e chegam a 1/3 das profissões. Novidade, modalidade tem sido cada vez mais testada por empregadores.

Demétrio Magnoli: Escola sem Partido não identifica o problema real. Verdadeira finalidade é subordinar a escola a uma polícia ideológica e de costumes.

Fernanda Mena: Brasil queima dinheiro quando queima maconha.

Hélio Schwartsman: Lei Rouanet precisa ser aperfeiçoada, não exterminada.

Editorial1: As teses do chanceler. Escolhido para o Itamaraty, Ernesto Araújo abraça com fervor o antiglobalismo de Trump.

Editorial2: Desafio liberal. Argentino Mauricio Macri é expoente do governante com agenda econômica de cunho liberal.

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