Lula diz que pretende fechar clubes de tiro particulares

Em live no Instagram, o presidente afirmou que quer manter apenas locais que são de responsabilidade das polícias.

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O presidente Lula (PT) afirmou, nesta terça-feira (25/7), que pretende fechar “quase todos” os clubes de tiro do país, deixando aberto apenas os locais que são de responsabilidade das polícias Militar, Civil ou do Exército.

Lula ainda criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-o de emitir decretos para liberar compra de armas para “agradar o crime organizado” e “gente que tem dinheiro”.

“Eu, sinceramente, não acho que o empresário que tem um lugar de praticar tiro é um empresário. E já disse para o Flávio Dino, nós temos que fechar quase todos, só deixar aberto aqueles que são da Polícia Militar e do Exército ou da Polícia Civil”, afirmou Lula.

Durante o programa semanal Conversa com o Presidente, o mandatário ainda afirmou que a população precisa viver de forma civilizada, participar de construções positivas e que o Brasil vai melhorar quando “entrar na era do livro, na era da cultura, não das armas”.

“É organização policial que tem que ter lugar para atirar, para treinar tiro, não é a sociedade brasileira, nós não estamos preparando uma revolução”, disse.

Na semana passada, o governo federal lançou o Programa de Ação na Segurança (PAS), com a intenção de fortalecer a segurança pública do país. Entre as assinaturas, está um decreto que visa o controle responsável das armas.

“No fundo, no fundo, esse decreto de liberação de arma que o presidente anterior fez era para agradar o crime organizado, porque quem consegue comprar é o crime organizado e gente que tem dinheiro”, argumentou Lula.

A principal alteração no controle de armamentos foi a redução de munições e armas acessíveis a civis, incluindo CACs registrados. Além disso, o decreto restringe que caçadores, atiradores e colecionadores transitem com asmas municiadas e restabelece a distinção entre as armas de uso dos órgãos de segurança e as armas acessíveis a cidadãos comuns.

Houve, ainda, a alteração da competência de fiscalização das atividades que envolvem armamento, do Exército para a Polícia Federal.

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