Lula vai a Roraima e rubrica seu compromisso com o meio ambiente e os povos originários

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Sérgio Botêlho – A viagem do presidente Lula ao estado de Roraima, neste sábado, 21, revela a continuidade do processo de mudança empreendido pelo novo governo brasileiro com relação às políticas públicas adotadas no governo anterior.

Lula se fará presente in loco em uma área onde impera o garimpo ilegal e a desconsideração completa das demandas indígenas, no caso, do povo Yanomami, que ocupa vasta área naquele estado do Norte do Brasil.

Com sua presença, o presidente busca mostrar que os ventos estão mudando em favor dos povos originários e, por conseguinte, no sentido contrário aos interesses dos desmatadores e exploradores ilegais das terras indígenas.

Com a viagem, Lula colabora para assegurar, na prática, os compromissos assumidos pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, quando da realização do recente Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, encerrado nesta sexta-feira, 20.

A ministra brasileira enfatizou, na ocasião, o compromisso do novo governo brasileiro para com a preservação ambiental e contra o desmatamento, incluindo um novo tempo de convivência favorável aos povos originários, guardiões da floresta.

Desde a segunda-feira, 16, que uma equipe do Ministério da Saúde se encontra em Boa Vista, capital de Roraima, a realizar um levantamento de informações para o diagnóstico sobre a situação da saúde dos Yanomami. 

Segundo o MS, a ação é uma parceria entre a Secretaria Executiva do ministério, Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), Secretaria de Vigilância em Saude (SVS), Secretaria de Atenção Especializada (SAES).

Também participam a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério da Defesa, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal de Roraima, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), lideranças indígenas do Conselho Distrital Yanomami (CONDISI) e a Hutukara Associação.

A iniciativa do governo federal aconteceu após o aparecimento de vários casos de desnutrição e insegurança alimentar, principalmente entre as mais de 5 mil crianças da região dos índios Yanomami. 

Profissionais de saúde relatam falta de segurança e vulnerabilidade para continuar os atendimentos, dificultando ainda mais a assistência médica aos indígenas, principalmente em decorrência do garimpo ilegal em Roraima.

Lula não vai só. Com o presidente segue uma comitiva do tamanho da importância que o governo quer dar à visita presidencial àquele território indígena, numa demonstração clara de que realmente sopram novos ventos de respeito ao meio ambiente e aos povos originários, no país.

Lula está acompanhado dos ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Nísia Trindade (Saúde), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Flávio Dino (Justiça), José Múcio (Defesa), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral), General Gonçalves Dias (Gabinete de Segurança Institucional) e o comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno.

O presidente Lula também decretou a criação do Comitê de Coordenação Nacional, para discutir e adotar medidas em articulação entre os poderes para prestar atendimento a essa população. O plano de ação deve ser apresentado no prazo de quarenta e cinco dias, e o comitê trabalhará por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado.

Com Lula segue, ainda, como é de praxe, toda a mídia nacional, o que certamente vai colaborar em ampla repercussão dos fatos que dão conta da situação de Roraima, no que tange ao tratamento dados aos índios e ao meio ambiente pelo governo anterior.

É assim que a barca ambiental vai navegar no Brasil, daqui por diante.

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