Pelé lutou contra a fome e pela natureza como embaixador da Boa Vontade

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Considerado o Atleta do Século, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, faleceu nesta quinta-feira (29). 

O legado do esportista vai além do futebol: Pelé foi convidado pela ONU para assumir o posto de embaixador da Boa Vontade da Conferência Rio 92 sobre meio ambiente, também atuou com a organização para apoiar os direitos das crianças em várias partes do mundo e desde 2022 apoia a divulgação das ações do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP).

O WFP Brasil emitiu uma nota lamentando o falecimento do atleta e afirmando que o Brasil não perdeu apenas seu maior ídolo e nome no esporte, mas também um grande humanitário. 

Pelé nasceu Edson Arantes do Nascimento em Minas Gerais, no sudeste do Brasil, em 23 de outubro de 1940. Filho e sobrinho de jogador de futebol, foi ganhando intimidade com a bola já dentro de casa. Mas não demorou muito para que as ruas e esquinas da cidade de Três Corações começassem a testemunhar o talento do menino prodígio.

A forma de tratar a bola e ser tratado por ela logo chamou a atenção dos vizinhos, parentes e dos olheiros do esporte. Aos 13 anos, Pelé já estava nos quadros juvenis do Clube Atlético de Bauru.

O grande salto de Pelé para o mundo ocorreu em 1958, os gols do adolescente de 17 anos levaram o Brasil a sua primeira vitória em Copas do Mundo. Depois disso, a ascensão do atleta foi meteórica levando a marcas impressionantes como mil gols marcados e inúmeros títulos conquistados, inclusive outras duas Copas do Mundo.

O jornalista e autor dos livros “Biografia das Copas” e “1970 o Brasil é tri”, Thiago Uberreich, afirma que Pelé revolucionou o esporte. Para Uberreich, o talento incomparável do atleta fez com que ele se tornasse o maior embaixador que o Brasil já teve. “Por meio do futebol, ele tornou o Brasil conhecido, quando surgiu em 1958 na Copa do Mundo, quando o Brasil conquistou pela primeira vez o mundial”, comentou.

Além de promover o esporte pelo mundo, Pelé também foi um grande defensor de causas sociais, desde o acesso à água potável para todos passando pelo meio ambiente e o direito das crianças em algumas parcerias com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e com governos nacionais. Em 2007, Pelé também uniu-se à Campanha do Cartão Vermelho contra o trabalho infantil, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

No início dos anos 1990, Pelé também foi convidado para ser embaixador da Boa Vontade da ONU para a Conferência Rio 92 sobre meio ambiente, no Rio de Janeiro.

Pelé é apresentado como Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas por Maurice Strong, em coletiva de imprensa em 1992.

Legenda: Pelé é apresentado como Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas por Maurice Strong, em coletiva de imprensa em 1992.

Foto: © Milton Grant/ONU

Fome – Em 2022, Pelé passou a apoiar o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP), levando adiante a mensagem da importância de uma alimentação saudável e adequada na infância para salvar e mudar vidas.

A parceria com a agência da ONU ajudou a inspirar milhares de pessoas de todas as partes do mundo a se envolverem com a causa e a conhecerem o trabalho do Centro de Excelência e as soluções criadas no Programa Mundial de Alimentos para erradicar a fome.

O WFP Brasil publicou uma nota lamentando o falecimento do atleta nesta quinta-feira (29), afirmando que o Brasil não perdeu apenas seu maior ídolo e nome no esporte, mas também um grande humanitário. “Pelé dedicou sua vida e usou sua influência como jogador para ajudar aqueles que mais precisam e contribuiu para questões globais importantes, como a preservação ambiental e o desenvolvimento social”, escreveu a organização. “Dentro e fora do campo, Pelé ocupou diversos papéis importantes na história do Brasil e do mundo e seus grandes feitos não serão esquecidos. Não há maior pesar do que ter de dizer adeus aos que amamos e desejamos que sua família e amigos encontrem conforto neste momento de dor”.

Sistema ONU – O alto-comissário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, destacou em um comunicado que “o mundo todo está com o povo do Brasil, celebrando um homem que fez milhões de crianças sonharem em todos os continentes e gerações”.

A agência da ONU lembrou que o maior jogador de todos os tempos foi capaz de parar uma guerra. A Nigéria decretou cessar-fogo em 1969 durante a guerra civil para ver o Santos Futebol Clube de Pelé jogar.

Nas redes sociais, a ex-presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, enalteceu a figura do grande Pelé “pelo seu compromisso com o esporte como meio para construir a paz”. Ela enviou seus pêsames à família e ao povo brasileiro.

Já a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) lamenta o falecimento do que foi Campeão do Esporte da agência desde 1994. Nessa qualidade, Pelé trabalhou incansavelmente para promover o esporte como uma ferramenta para a paz.

Edição do Anexo 6: Sérgio Botêlho, com informações das Nações Unidas

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