Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, no Egito, terá participação de senadores

Anexo 6 Meio Ambiente

A Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), que acontece em Sharm el-Sheikh, no Egito, até o dia 18, deverá contar com um grupo de 12 senadores em missão oficial

O requerimento para participação no evento, que começou no dia 6, foi aprovado em Plenário. Além dos 12 parlamentares, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também avalia uma possível viagem ao Egito para acompanhar as discussões, que reúnem líderes mundiais em torno do lema “Juntos para a implementação”.

Os países participantes debatem sobre adaptação climática, mitigação dos gases do efeito estufa,  impacto climático na questão financeira e colaboração para conter o aquecimento global. Também devem definir aspectos centrais para a implementação do Acordo de Paris e dar previsibilidade ao financiamento climático. 

Embora todos os senadores representem o Senado em missão oficial, eles não compõem uma comitiva única. Cada parlamentar tem programações diferentes no evento. O senador Giordano (MDB-SP), por exemplo, que já está em Sharm el-Sheikh, proferiu palestra na manhã desta quinta-feira (10), sobre a importância do tratamento eficiente dos resíduos sólidos como solução contra a degradação do solo.

— O tratamento correto cria novas possibilidades de geração econômica e preservação do meio ambiente — destacou.

Como evento preparatório para a COP27, o Senado realizou sessão temática em setembro, quando debateu os acordos firmados na COP26 e as propostas do Brasil para a COP27. Para o senador Fabiano Contarato (PT-ES), um dos parlamentares que vai à conferência, os países continuam com o desafio de combater o aumento da temperatura global e suas consequências. Ele disse que a gestão ambiental no Brasil tem sofrido um desmonte nos últimos anos, o que fez com que o país regredisse nessa área, deixando de ser uma referência em estratégias de preservação ambiental. Na sessão, Contarato ressaltou como exemplo os efeitos nocivos ao bioma Cerrado. 

— Estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Brasília [UnB] aponta que a conversão de áreas nativas do Cerrado para pastagens e agricultura já tornou o clima na região quase 1º C mais quente e 10% mais seco. Isso sem contar os efeitos das mudanças climáticas em nível global, o que poderá deixar o cenário ainda pior. Em breve teremos a COP27, onde poderemos levar, infelizmente, mais uma vez, a comprovação de que o Brasil não está assumindo os compromissos para a luta que se dá em nível internacional no cenário de emergência climática —  disse. 

Presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), o senador Jaques Wagner (PT-BA) também estará entre os integrantes da comitiva. Durante a aprovação do relatório sobre os impactos ambientais de ocupações ilegais na Amazônia em 2022, no início de novembro, Wagner lembrou que o Brasil assumiu, perante mais de 100 países na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP26), realizada em 2021 em Glasgow, na Escócia, o compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2028 e reduzir em 50% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, por meio de ações coletivas para deter e reverter a perda florestal e a degradação do solo. Ele disse estar esperançoso em relação à questão ambiental no governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Já a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que também irá ao Egito, ressaltou a importância de o Brasil reforçar os compromissos com as metas assumidas em edições anteriores da conferência. 

— O Brasil, diante de 100 países, fez compromissos que são muito importantes, como por exemplo o desmatamento zero e a redução da emissão de gases de efeito estufa. Agora, essas metas precisam, sobretudo, serem cumpridas. E para serem cumpridas precisam de uma ação muito enérgica por parte do governo federal, que é o responsável pela política pública —  acrescentou a senadora. 

Também participarão da COP 27, os senadores Alessandro Vieira (PSDB-SE), Daniella Ribeiro (PSD-PB), Eliane Nogueira (PP-PI), Jean Paul Prates (PT-RN), Sérgio Petecão (PSD-AC), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).  

Edição do Anexo 6: Sérgio Botêlho, com informações da Agência Senado

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