Semana quente no Congresso

Crédito da foto: Roque de Sá/Agência Senado
Crédito da foto: Roque de Sá/Agência Senado

Sérgio Botêlho

A terceira semana de funcionamento do Congresso Nacional, que tem início, nesta segunda-feira, 18, acontece em meio a desacertos na base governista, em virtude da exoneração anunciada do ministro chefe da Secretaria de Governo, Gustavo Bebianno, do PSL, partido do presidente Bolsonaro.

Após seu possível envolvimento com supostas candidaturas laranjas na eleição de 2018, o ministro caiu em desgraça. A partir do anúncio de sua possível demissão, apareceram os mais diversos bochichos, inclusive a de suposta retaliação política de Bebianno contra o presidente e um de seus filhos, o vereador carioca Carlos Bolsonaro.

Bebianno é uma das referências do partido governista, o PSL, e sua demissão parece ter provocado reações negativas entre os membros da bancada, o que somente vai ser possível verificar nos debates desta semana, na Câmara e no Senado.

A maior preocupação do governo e de seus aliados é com os reflexos dessa questão interna do PSL no debate da Reforma da Previdência, vista como fundamental pelo mercado.

Em meio ao imbróglio, o Senado Federal começa a funcionar a pleno vapor nesta semana, uma vez que já tem suas comissões temáticas com as respectivas Mesas Diretoras devidamente escolhidas.

Não é o mesmo o que acontece na Câmara dos Deputados, cujos trabalhos estão se resumindo à votação de pautas, do ano passado, ainda, no plenário da Casa, uma vez que as comissões temáticas ainda não escolheram suas Mesas diretoras.

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